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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

A ciência por trás da felicidade #5 - absolutismo vs relativismo

Rita (porque minimalistas há muitas), 18.09.19

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Resumindo, já sabemos que um bom emprego, muito dinheiro, coisas incríveis, amor verdadeiro e o corpo perfeito não têm qualquer impacto ou não contribuem assim tanto para a nossa felicidade. Todas estas coisas que achamos que nos farão felizes, não o fazem. Isto é ponto assente. O nosso cérebro diz-nos que queremos certas coisas, mas está errado e inebriado. No entanto, a generosidade e as nossas conexões sociais mudam a figura, conforme vimos ontem. 

Mas vamos ao que nos interessa por hoje.

Existem então algumas características irritantes da nossa mente, como falámos há uns dias. Coisa irritante da nossa mente n.º 1: A intuição. As nossas maiores intuições estão muitas vezes erradas. Tanta vez que vejo gente espalhar-se em programas de perguntas por causa da maldita. 

Então e mais?

Coisa irritante da nossa mente n.º 2: Nós não pensamos em termos absolutos. Não pensamos na verdade verdadinha e absoluta das coisas, e ao invés disso, procuramos argumentos em termos relativos. Estamos sempre a julgar em relação a diferentes pontos de referência. 

O que é um ponto de referência? É uma situação padronizada (pouco relevante) com a qual comparamos situações. Vejam a imagem em baixo:

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Se acompanharam as minhas publicações anteriores, já sabem que os círculos laranja são do mesmo tamanho. De qualquer forma, os nossos olhos e a nossa intuição diz-nos que o do lado direito é maior. Ora, os pontos azuis, os nossos pontos de referência, fazem com que nós achemos o laranja do lado direito, maior, porque os azuis são muito mais pequenos relativamente ao do centro. E vice versa.

Neste caso, estamos a pensar em termos relativos e não absolutos. Na presença de pontos de referência, vemos as coisas de forma diferente e mexe com a nossa argumentação e forma de ver as coisas.

Outro exemplo, quando alguém fala da condição médica de um sénior, imaginemos um AVC. Alguém contradiz "Ah, mas o senhor Joaquim também teve, e está muito pior - até deixou de falar por um tempo", como se a primeira situação não tivesse tanta importância. Na realidade, a situação "mais irrelevante" é a do Sr Joaquim que na altura foi alvo de preocupação, mas já está diagnosticado, medicado e entretanto a fala voltou. Ora, é como se o ser humano estivesse programado para relativizar tudo e todos em determinadas situações. Confesso que é uma das coisas que mais me irrita neste mundo e não me sabia expressar. Agora já sei. 

Mas esta coisa da relatividade, mexe mesmo com a nossa felicidade? Porquê?

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Vamos então a uma história verídica. Vejamos na imagem em cima, uma das muitas medalhas de ouro que o Michael Phelps ganhou. A felicidade está lá, obviamente. E agora em baixo:

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O rapaz que ganhou a medalha de prata está feliz, mas não tanto como o Michael Phelps. Porquê? Porque usa a medalha de ouro como referência. Mas aqui a questão muda de figura quando vemos a imagem de baixo:

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O rapaz que ganha a medalha de bronze tem um ponto de referência, que é não ganhar medalha nenhuma. Para ele, o facto de ter ganho uma medalha é extasiante e nem pensa noutra coisa. Está estampado na sua cara. Se o seu ponto de referência fosse a medalha de ouro, estaríamos perante uma pessoa nitidamente menos feliz que os outros dois. 

E a verdade é que a imagem é só uma parte do estudo. Durante os jogos olímpicos, colocaram câmaras em todo o lado. No momento em que os participantes sabiam da sua pontuação e no momento em que ganhavam as medalhas. Os que ganharam medalhas de bronze apresentavam um grau de felicidade razoavelmente maior do que os que ganhavam medalhas de prata. Impressionante, não é? Não é o valor da medalha que ganhámos, é o valor da que podíamos ter ganho, que importa. 

Em Portugal temos muito aquela coisa do "Vá, pergunta. O "não" é sempre certo". E se o "não" fosse o nosso ponto de referência? "Não, não te dou um gelado". "Não, não vais ter um aumento nos próximos anos". "Não, não passaste no exame". Interessante como o povo se conforma com grande parte das medidas de austeridade, mas depois em coisas simples baixa o seu nível de felicidade. 

E agora que sabemos isto tudo, um bom emprego, muito dinheiro, coisas incríveis, amor verdadeiro e o corpo perfeito só não causam impacto na nossa felicidade porque vemos estas coisas como pontos de referência e não pelo valor que elas valem. Olhamos sempre para coisas que a nosso ver, são melhores do que o que já temos. Daí a infelicidade das pessoas que recebem aumentos e que perdem peso. Há sempre alguém com mais e melhor. 

Num estudo de 1999, os autores disseram que por cada dólar que sobe o nosso salário, acabamos por querer mais 1,40 no futuro. É um poço sem fundo.

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Mas o pior ainda está por dizer. Acontece que a pior forma de relativismo é quando o fazemos em relação a outras pessoas, a chamada comparação social. Em 1996, estudaram a satisfação de emprego em 5000 trabalhadores ingleses, e o que descobriram foi que a mesma diminuía à medida que a comparação aumentava. Se os nossos colegas de trabalho ganham mais, a nossa probabilidade de estar menos feliz com o nosso trabalho é maior. 

Em 1998, perguntaram a estudantes de Harvard "Qual é o salário que tu preferes?" 

Opção 1: Ganhar 50 000, enquanto os outros ganham 25 000;

Opção 2: Ganhar 100 000, enquanto os outros ganham 250 000.

O leitor pensaria que o pessoal fosse escolher a opção 2, afinal é o dobro do salário da opção 1. Mas desenganem-se. 56% das pessoas preferiram a opção 1. 

As pessoas preferem receber metade do salário por saberem que vão ganhar mais do que os outros. 

E se vos dissesse que estando desempregadas num local onde há normalmente pessoas desempregadas, não nos parece ser assim tão mau? Estamos tão envolvidos em comparações sociais, que mesmo em situações extremas de desemprego nos deixamos afectar pelas pessoas à nossa volta. 

E se vos dissesse que quanto mais horas passamos em frente à TV, mais nos comparamos relativamente a pessoas com maior salário? Programas como Keeping Up with the Kardashians , The Real Housewives of Beverly Hills, ou na nossa portuguesa que passam o dia a dizer 760! podem estar na origem disto. E mais! Noutro estudo, por cada hora que as pessoas gastam a ver TV, gastam mais 4$/semana em despesas de casa. 

Eu revejo esta situação na faculdade, quando os alunos recebem as pautas das notas. Sabendo tudo isto que acabei de aprender, agora consigo identificar e separar as pessoas felizes com as suas próprias vidas e as que não são assim tanto. As pessoas realizadas e de sorriso na cara, e as que não são. Mesmo depois de saírem da faculdade e pensando um pouco na sua forma de estar e de ver a vida atualmente, são as que menos se importavam com as notas apesar de terem acabado o curso como todos os outros. E mesmo não tendo convivido com algumas pessoas no tempo de faculdade, nota-se logo quem não está nem aí para o que os outros pensam, fazem ou ganham. As pessoas são genuinamente mais felizes. 

É impressionante, como esta nossa máquina funciona. 

Outros estudos foram feitos com base na comparação. Por exemplo, mulheres que vêem fotografias de modelos em revistas (apesar de serem todos photoshopadas), ou homens que comparam a sua felicidade com a sua esposa antes e depois de olharem para estas mesmas fotos, ou então adolescentes que usam as redes sociais. Todas diminuem o nível de felicidade. Todos os estudos apresentam a mesma tendência. É terrível. 

A ciência por trás da felicidade #4 - bondade e conexão social

Rita (porque minimalistas há muitas), 13.09.19

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Hoje, a coisa muda de figura. Ó se muda, até eu fiquei admirada. No início de cada semana de curso (estou na terceira), há uma peça de leitura que intercede os vídeos, e neste post vou falar um pouco sobre o que li.

Passemos então à matéria. 

Estudos dizem que as pessoas felizes tendem a espalhar o bem. "Ai, mas que lamechice agora. Espalhar o bem, isso é coisa para miúdos na catequese". Desculpem-me, mas tem de ser. Aguentem corações. 

Tenho um desafio para vocês que me foi passado pela Professora Laurie. Nos próximos sete dias irão fazer actividades extra. Actividades boas, que ajudem alguém. Não precisam de ser exageradas, tipo doar todos os vossos bens essenciais a uma instituição. 

Podem, por exemplo, ajudar um colega de trabalho a apanhar um papel do chão ou com uma tarefa mais demorada. Ou então, dar uns euros ou algum tempo a uma causa em que acreditem. Digam algo positivo a um estranho, como por exemplo um "bom dia, vizinho. O tempo hoje está bom, não está?" ou escrevam uma nota de agradecimento, dêem sangue e sejam voluntários numa instituição para protecção de animais. Um beijinho à mãe ou um jantar à família. Qualquer coisa boa serve. 

No final do dia descrevam a vossa actividade bondosa num caderno. O mesmo, onde escreveram as 100 frases de ontem. Percebam como isso afectou a positividade do vosso dia e como tudo parece muito mais leve.

Da mesma forma que a generosidade faz as pessoas mais felizes, as nossas conexões sociais também. Estudos mostram que as pessoas felizes passam mais tempo com outras pessoas e têm um conjunto mais rico de amigos do que pessoas infelizes. Não estou a brincar, isto está escrito nas páginas do curso

Mais estudos mostram que o simples facto de conversar com alguém na rua, pode melhorar mais o nosso humor do que aquilo que achamos. É uma sensação que pode durar o dia todo. 

E aí vem mais um desafio: nos próximos sete dias, o leitor vai tentar fazer uma nova conexão social por dia. Desencadeie uma conversa no autocarro ou com o barman da esquina. Um colega de trabalho ou um telefonema com um amigo que mora longe. 

Mas com este desafio também se pretende ir mais além. Procure conexões mais profundas também. Reserve por exemplo, uma hora do seu dia para estar com alguém de quem gosta muito, um amigo ou um membro de família com quem não fala há muito tempo. Depois do trabalho, por exemplo, marque uma cerveja ou um café com alguém. 

No final do dia escreva no caderno o que se passou e como se sente. É um caderno privado, ninguém vai ler o que se está a passar consigo nem ninguém se importa se anda a tramar alguma ou não. Deixe-os falar. 

 

A ciência por trás da felicidade #3 - E afinal?

Rita (porque minimalistas há muitas), 11.09.19

Ora, vejamos. Se ter um bom emprego, muito dinheiro, coisas incríveis, amor verdadeiro e o corpo perfeito não impactam verdadeiramente a nossa felicidade, o que é que fazemos? Afinal, o que é que temos de fazer para sermos felizes?

Uma coisa é certa. Todos os estudos que apresentei não foram feitos com as mesmas pessoas, e se um indivíduo tem muito dinheiro mas não tem um corpo perfeito, pode ser que seja infeliz por isso. Se algum dos leitores conhecer alguém que tenha um bom emprego, muito dinheiro, coisas incríveis, amor verdadeiro e o corpo perfeito, avise-me, porque precisamos de ter uma conversa.

Será que o CR é feliz? Dinheiro lá ele tem. Amor também não lhe falta. Coisas incríveis e o corpo perfeito ele conseguiu, e aqueles dentes não devem ter sido fáceis...  Não, não deve ser. Se fosse feliz já tinha parado de bater todos os recordes no futebol, digo eu. Sim, é isso. Faltam-lhe recordes, com certeza. Ou acha que ainda não tem o dinheiro suficiente... Isso. Recordes e dinheiro são o problema. 

Eu acho que é tudo muito relativo. E sinceramente, não acredito que mesmo tendo tudo isto, a pessoa saiba o que é a verdadeira felicidade. Faz parte do ser humano. Sabem aquela anedota das nhanhas? Um certo dia estava um homem cá fora no alpendre com a mão no ar como se estivesse a apanhar qualquer coisa. A mulher pergunta-lhe: "Ouve lá, o que é que estás a fazer?" O homem responde: "Não sei, mas já lá vem outra". Isto praticamente sumariza esta nossa busca incessante pela felicidade, prazer, adrenalina, ou o que quer que seja.

Vá, isto sou eu a pensar convosco e a tirar as minhas próprias conclusões. De qualquer forma, mais para a frente teremos as respostas às nossas dúvidas. Pelo menos, foi para isso que me inscrevi. 

Ora, como não podia deixar de ser, foi feito um estudo sobre isso. Porque raio não somos felizes? Por um lado, pessoas disseram que a felicidade é genética e não pode ser alterada por qualquer outro factor como o dinheiro ou o amor. Por outro, pessoas dizem que sim, é tudo muito bonito, mas na verdade a vida não presta. Prega-nos partidas e há sempre qualquer coisa a acontecer. 

Ambas as respostas estão ERRADAS, e há evidências científicas que corroboram. Estudaram até irmãos gémeos. Na verdade, os genes e as circunstâncias infelizes não são os únicos que participam na equação:

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Pronto, a genética define metade da nossa felicidade. É certo que a epigenética existe, já falámos aqui sobre isso. Por exemplo, pessoas de raça negra sofrem mais por tudo o que passaram nas gerações anteriores, e chegam até a definir comportamentos modernos com base nisso. Então, metade da nossa felicidade dá-se com base no que os nossos antepassados passaram, o que não é muito bom para os portugueses.

Mas mesmo assim, há uma certa relatividade. O meu avô passou algum tempo na guerra. Amigos morreram ao lado dele, sofreu emboscadas, e conta muitas histórias sobre isso. No entanto, é a pessoa mais feliz que conheço à face da terra. Já o outro avô, que não foi à guerra e teve melhores condições financeiras durante toda a sua vida, não é tão positivo como o primeiro. Talvez seja mais uma vez a genética a pregar das suas. 

Mas o que mais me surpreendeu no gráfico foram os 10% da "vida acontece". Ora, coisas como ganhar a lotaria e ter um bebé ou ficar paraplégico e viúvo, afinal não contam assim tanto para a nossa felicidade. O ser humano adapta-se muito facilmente, e estas coisas deixam de ter importância na nossa felicidade. Não é engraçado? 

O que é que sobra? Tudo o que está sob o nosso controlo. As nossas acções e pensamentos contribuem com 40% para a nossa felicidade. Coisas que podemos controlar! Não é o máximo?

Actividades intencionais têm um efeito muito poderoso na nossa felicidade, mais do que quaisquer circunstâncias que ocorram. São coisas que podemos trabalhar, queridos leitores.

Escusamos de tentar ganhar mais dinheiro e comprar coisas incríveis. A verdade exige muito menos de nós do que todas estas coisas que habitualmente queremos alcançar no futuro. 

Mas então um de vós no meio do grupo responde: "Ok, essas coisas científicas podem ser verdade para o resto das pessoas, mas EU serei realmente feliz com o emprego/salário/corpo perfeitos". A Laurie também tem uma resposta para isso. 

Coisa irritante da nossa mente n.º 1: quando pensamos que a nossa mente nos entrega uma intuição, como por exemplo: "eh pá, vou sentir-me mesmo triste se tiver má nota no exame", então essa intuição passa a ser normativamente correta. Mas a verdade é que a nossa mente está sempre a apresentar-nos intuições sobre o que está errado e correto, tantas até que às vezes ficamos na dúvida. No exemplo da imagem com as duas linhas, a nossa intuição torna-se por vezes mais poderosa do que a instância verdadeira. 

Mais um exemplo:

"Se uma bola de baseball e um taco custam 1,10€ juntos, mas o taco custa 1€ a mais do que a bola, quando custa a bola?"

A primeira coisa em que se pensa, intuitivamente, é que a bola custa 10 cêntimos, o que está errado. A bola custa 5 cêntimos, e o taco custa mais 1€ do que a bola, logo o preço da bola tem de estar incluído no preço do taco. Se a bola custasse 10 cêntimos, sobrariam apenas 1€, e não 1€ a mais do que a bola. Portanto, a bola custa 5 cêntimos, e o taco custa 1,05€. 

E a maior parte das intuições que temos sobre a nossa felicidade, também estão erradas.

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Por exemplo, de vez em quando bate o bichinho de jogar os Sims. É o jogo mais vendido a nível mundial, malta. Como é que uma miúda de 89 escapa a isto? E, quando bate, a Rita passa cerca de duas horas a instalar o jogo, porque sabem como é, todas aquelas expansões e objetos levam o seu tempo a instalar. E claro que instalo cada vez que jogo porque, para já, ocupa perto de 80 GB no pc e depois porque a vontade de jogar vem uma vez por ano, e então de alguma forma acabo sempre por desinstalar e voltar a instalar mais cedo ou mais tarde.

Isto tudo para vos dizer que enquanto instalo o jogo, a minha intuição é a de que "Uau! Há tanto tempo que não jogo, vai ser espectacular. É desta que não uso códigos e jogo normalmente. É desta que passo mesmo a jogar regularmente". Bate uma felicidade falsinha, daquelas... E a verdade é que nunca acontece. Nunca! Farto-me passado quase tanto tempo como o que passo a instalar. Enfim.

A maior parte dos objetivos que achamos que nos vão fazer felizes, não o fazem. 

Vá, agora escrevam esta frase 100 vezes num caderno até interiorizarem. 

 

A ciência por trás da felicidade #2 - as coisas materiais, o amor e o corpo perfeito.

Rita (porque minimalistas há muitas), 06.09.19

Na publicação anterior falámos dos erros e mitos mais comuns acerca do nosso "emprego ideal" ou do facto de querermos ter sempre mais dinheiro - e que isso de alguma forma nos traz felicidade. BALELAS. Sim, o dinheiro traz alguma felicidade, mas só até ao ponto de termos todas as nossas necessidades básicas atendidas. E não, não estou a falar do smartphone que sai para a semana nem do novo concept que a BMW lançou para exposição. Pronto, pronto, até aqui já sabemos. Já dizia o Jim Carrey que só queria que toda a gente fosse milionária para perceber que não é esse o caminho.

Mas e o amor? Aquele verdadeiro. O que nos faz ir a uma demonstração da bimby, montar uma horta e ficar endividados com o banco para o resto da vida? Pois é... Também não é o que parece. Ele de facto, existe, mas não tem grande impacto na felicidade. Não depois de um anito ou dois. 

Ora vejamos.

Quanto às "coisas", a Professora Laurie faz um enquadramento muito engraçado do número de vezes que uma marca de carros ou um tipo de bebida aparece em músicas. Aqueles que são os nossos objectivos materiais, as coisas que supostamente nos trarão felicidade quando as comprarmos. 

A verdade é que um estudo feito entre 1976 e 2003, revela que as pessoas que tinham uma tendência materialista no início, acabaram por ser as que tinham menos satisfação de vida em 2003. E mais, por passarem 20 anos à procura destas coisas, acabaram por apresentar mais problemas mentais do que as pessoas que não tinham aspirações materiais. 

Quanto ao amor e ao estudo que decorreu durante 15 anos - as pessoas que se casaram, são ou não são mais felizes? Sim! A sua felicidade aumentou, que alegria! Durante um ano ou dois. Depois disso, a felicidade é a mesma do que as pessoas que não estão casadas. Chama-se o "efeito da lua de mel". Isto, obviamente, para os chamados "casamentos felizes". Os infelizes têm problemas bem maiores do que a diminuição da felicidade, I guess. Portanto, não é por acaso que se fala das crises dos 2, 5 ou 7 anos de relação. 

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E ter um corpo perfeito, ajuda nesta coisa da felicidade? A cara perfeita sem borbulhas e com sobrancelhas depiladas por um ninja asiático?

Óbvio que não, aliás, todas as redes sociais dizem que sim senhor. Ter 40 quilos e um bronze que dura o ano inteiro é que importa. (Newsflash: isso importa para algumas pessoas, não todas. De facto, gostam de falar deste tipo de magreza como se a pessoa fosse um pedaço de carne. Mas quando é para casar... Ai, aí já estamos a falar de outro tipo de corpo. Um que carregue um bebé durante 9 meses e que não se desmanche a subir um degrau. Estão a perceber, não é?)

Todos aqueles cenários de beleza e de vida espampanante que a maioria das pessoas apresenta nas redes sociais é que trazem felicidade e uma pessoa esfalfa-se a trabalhar para conseguir tudo aquilo. Depois quando consegue, já passaram 20 anos e já é tarde. Surgem as doenças, a velhice e os arrependimentos. 

Pronto, em 2014 foi lançado um estudo de acompanhamento de 2000 pessoas obesas e dividiram-nas em três grupos: perda de peso, aumento de peso e o mesmo peso. Ora então, o que aconteceu foi que a percentagem de pessoas com humor depressivo aumentou em todos os casos. Mais ainda nos indivíduos que perderam peso durante o processo:

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Noutro estudo sobre cirurgia estética, chegou-se à conclusão de que as pessoas que querem de alguma forma mudar o seu corpo, têm mais tendência para suicídio, abuso do álcool ou outro tipo de problemas de conduta. Estes factores pioram depois da cirurgia:

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Portanto, até aqui sabemos que nada do que foi dito até agora aumenta significativamente a nossa felicidade. Até eu começo a ficar curiosa com isto. 

Não percam os próximos episódios, porque nós também não!

 

A ciência por trás da felicidade #1 - emprego e dinheiro

Rita (porque minimalistas há muitas), 04.09.19

Olá malta!

Hoje venho falar-vos de um curso online que estou a fazer na Universidade de Yale, "A Ciência do Bem-Estar".

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"A Ciência do Bem-Estar" tem uma estrutura curricular muito interessante e qualquer pessoa pode fazer o curso de forma gratuita, se não quiser pagar o certificado de participação.

Para quem não conhece, a plataforma Coursera é uma óptima referência para quem quer expandir os seus horizontes, e para quem quer ter acesso a milhares de cursos leccionados pelas melhores universidades do mundo. A melhor parte: é tudo gratuito! Existe a opção de obter o certificado oficial para quem quiser enriquecer o currículo, que no fim de contas nem é assim tão caro.

Ora, "A Ciência do Bem-Estar" é lecionado por Laurie Santos, Professora de Psicologia e Diretora da Faculdade Silliman em Yale, e mostra os estudos científicos mais impressionantes que vocês possam imaginar sobre a felicidade e o que afinal nos move e nos faz feliz. Ao longo destes posts vou comentar convosco os principais resultados e conclusões. Ao fim e ao cabo, acabam por tirar o curso comigo. 

Um resumo do que se aprende e dos principais resultados da ciência:

Atenção que isto está cientificamente provado em diversos estudos feitos ao longo das últimas décadas. Não são balelas. Para quem estiver interessado em descobrir mais, aconselho muito fazerem o curso. Os vídeos são curtos e interessantes, e todas as referências e estudos de que falo aqui, estão no conteúdo do curso.

A falácia de G.I. Joe.ideia errada de que "saber" é metade do caminho andado. Não é metade do caminho nem é o suficiente para mudar comportamentos. Um exemplo muito simples: vejam a imagem de baixo. É uma ilusão de óptica, sabemos que no fundo as linhas têm o mesmo comprimento, mas não é possível ensinar os nossos olhos a ver as linhas tal como são. Continuam a parecer-nos diferentes. Certo? Então, "saber" não é suficiente para mudar o nosso comportamento. 

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Um bom emprego. Perguntaram a recém graduados qual seria a descida na sua felicidade, caso não conseguissem passar numa entrevista de emprego. A maioria respondeu que depois da notícia, a felicidade cairia cerca de 2.10 pontos em 10, quando na realidade, depois de acontecer, desceu apenas 0.68 pontos. Ok, e se a decisão de contratar fosse muito injusta para eles, como se a empresa estivesse a perder o melhor candidato? A média previa uma descida de 1.9 mas a descida real foi de 0.0 pontos. Na cabeça deles, lá arranjaram uma desculpa qualquer, e não aqueceu nem arrefeceu.

Outro inquérito revelou que o que as pessoas querem num emprego é um bom salário. Mas então, o que é um bom salário? Que número é suficiente para nos fazer feliz? E o que é ganhamos agora? 5 000€ por ano? 10 000€? 100 000? A verdade é que depende do que ganhamos. E em todos estes patamares as pessoas queriam sempre mais. Nunca é suficiente. Nos EUA, as pessoas gastaram 70 150 000 000$ em raspadinhas no ano de 2015. Isto é mais do que livros, música, bilhetes de cinema, de desporto e videojogos juntos. 

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Um outro estudo que fizeram em mais de 300 universidades mostra como os "ideais" de vida mudaram nas últimas décadas. A figura de cima mostra os principais resultados de um inquérito nacional (mais uma vez nos EUA) feito todos os anos entre 1967 e 2005. E então o que é que para "nós" é mesmo muito importante na vida - estar bem financeiramente ou desenvolver uma filosofia de vida significativa? Os papéis invertem-se, e hoje, claramente, o dinheiro é mais importante. 

Muitos estudos foram ainda feitos sobre a correlação entre o salário e a satisfação de vida. Para terem uma noção, uma correlação de 1 significa que a satisfação de vida aumenta conforme o salário que temos e vice versa, sem qualquer outro tipo de interferência e factor. Na realidade, a correlação entre uma coisa e outra é de 0,10, a média entre diversos países analisados. Nenhum deles apresentou uma correlação maior do que 0,24. Houve até valores negativos, como no Brasil e na Finlândia.

O estudo não foi feito em Portugal, mas a correlação é provavelmente muito alta, derivada principalmente à percentagem da população a salário mínimo e das nossas crises constantes e falta de condições laborais. A vida nos EUA e no norte da Europa é muito melhor do que a nossa, não há dúvidas disso. No entanto o Brasil também tem muita pobreza e o povo é feliz de qualquer jeito. Afinal é de onde vem o samba, não é? E nós cá temos o nosso Fado. 

A verdade é que o mesmo estudo foi feito comparando as nações ricas às pobres, e enquanto a felicidade em povos ricos se manteve constante, a felicidade nos povos mais pobres aumentou muito, conforme vêem na imagem em baixo. O acesso aos serviços a que muitos estamos habituados, nomeadamente água canalizada, saneamento ou rede elétrica, fazem diferença na escala da felicidade para quem não os tem. E portanto, a partir do momento em que temos dinheiro para as nossas necessidades básicas, o dinheiro não nos traz muito mais felicidade (ao contrário do que o marketing diz).

Outros estudos revelam ainda que a partir do momento em que temos dinheiro para as nossas necessidades básicas: não existe diminuição de stress, não existe alteração em sensações e emoções positivas (rir, felicidade, divertimento diário) nem diminuem as preocupações ou tristezas.

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A verdade é que com o acesso a toda a tecnologia que temos hoje em dia, todas estas "chupetas" que nos entretêm, a felicidade não aumentou. Pelo contrário:

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Comparando com a geração da década de 40, os novos adultos de hoje em dia crescem com muito mais dinheiro, menor felicidade e maior risco para a depressão e patologias sociais. Isto vai contra às melhorias de vida e condições para o bem-estar que têm surgido nas últimas décadas. Não faz sentido nenhum. 

Eu gostava muito de colocar aqui todos os estudos e resultados do resto do curso, mas o texto já vai longo. Ao longo dos próximos dias irei fazer algumas publicações a respeito deste assunto. 

 Até breve! 

minimalismo para iniciantes

Rita (porque minimalistas há muitas), 02.09.19

Olá malta. 

Sinto que já devia ter feito esta publicação há muito tempo. Existem algumas dúvidas sobre a sua verdadeira essência e para muita gente, o minimalismo é um estilo de arquitetura ou de decoração. Para outros é tabu ou alvo de chacota.

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Para começar, o minimalismo não é um objetivo. É um estilo de vida. Trata-se de simplificar para que possamos aproveitar coisas e momentos mais importantes. Sim, pode refletir-se num estilo de decoração, como aliás acabará por acontecer inevitavelmente. Mas não só.

O minimalismo pode inicialmente surgir após uma vontade imensa de "destralhar" a casa ou depois de ter visto um documentário sobre o assunto. Nem precisa de ser direto, mas por uma questão ambiental também. Existem por aí muitos documentários porreiros (o netflix é um bom começo).

No meu caso foi o "minimalism", um documentário sobre as coisas importantes. Deu-se um clique e no próprio dia comecei a descartar e a dar coisas que não precisava.

Coisas que eu achava que precisava, mas que detestava. Os tapetes e os cortinados foram os primeiros. No caso dos tapetes, eu sempre disse que o chão dá muito menos trabalho a lavar do que os tapetes. Para além de serem objetos muito perigosos para os meus pés. Hoje, vivo muito melhor sem eles. Tenho um para usar na cozinha mas só para quando se faz comida ou se lava loiça para não andarmos a sapatinhar, depois arruma-se

Quanto aos cortinados, não sei porquê, mas irritam-me. Só tenho na sala e no quarto. E tenho no quarto porque o namorado lá me convenceu a pôr, depois de um ano de estarmos a morar nesta casa. É um rés-do-chão, e passamos a maior parte do nosso tempo na sala, logo os cortinados valem a pena por uma questão de privacidade e para termos alguma luz natural. Cortinados que já vinham com a casa (diga-se de passagem - os da sala, não os do quarto).

Depois, foram estas coisas todas. Tenho de voltar a destralhar um pouco, já acumulei algumas delas. Vocês sabem - CD's, toalhas de banho para 40 pessoas, panos de cozinha para um exército inteiro, etc.

Uma dica é dizer às pessoas para não vos oferecerem "coisas" no natal ou nos aniversários. Meias tudo bem, mais cedo ou mais tarde acabamos por precisar delas, mas toalhas e panos, normalmente duram a vida toda ou grande parte dela. Se as pessoas tiverem mesmo de dar alguma coisa, peçam antes experiências (um jantar, um bilhete de cinema ou de concerto) ou coisas que precisem mesmo para casa. Coisas que não tenham e que fazem falta. 

Mas afinal quem é que gosta de chegar ao fim do mês sem dinheiro na mão? Sabiam que o minimalismo resolve o problema?

Comidinha caseira, um guarda roupa simples com cores neutras, sem tralha em casa (que só dá trabalho a limpar) e passar uma tarde com a família em vez de no shopping são algumas das escolhas que podem fazer. 

Mais uma coisa, não adianta dizer-vos que coisas devem destralhar em casa se não souberem o que o minimalismo representa. É preciso fazer o contrário. Quando compreenderem a sua essência, o destralhe acontece naturalmente. A pessoa fica muito mais consciente quanto ao seu consumo e pensa duas vezes se vale a pena levar algum objeto para casa ou não.

Um objeto tem de servir algum propósito (se não mais) e faz parte das responsabilidades do seu portador perceber até que ponto é que lhe é útil. Não se sintam culpados por terem qualquer coisa em casa que não vos traz valor ou que simplesmente não gostam mais. Trecos que vos tenham sido dados no casamento ou postais que vos enchem uma gaveta, por exemplo.

Em primeiro lugar, a pessoa que vos deu isso já não se lembra, nem sequer se importa se guardam ou não. A verdade é que só o facto de vos ter dado alguma coisa, aliviou o seu estado de espírito e pouco importa o que vocês fazem com o objeto. Aqui fala mais alto o consumismo e a obrigatoriedade de ter de comprar alguma coisa, como se fosse um gesto de dizer o quão essa pessoa nos aprecia e gosta de nós.

É mais fácil comprar um jarro para pôr num canto da casa do que dizer "amo-te".

Não se esqueçam, menos é mais. É poder gastar o dinheiro em coisas que realmente importam, como fazer uma viagem grande para estar em família ou ir às compras para fazer uma churrascada com amigos em casa. É poder poupar mais dinheiro para algum problema que surja. É poder pagar créditos antecipadamente. É poder não gastar esse dinheiro em coisas supérfluas, tipo um vestido diferente para cada ocasião ou aquele cortador de legumes magnífico que aparece na TV. 

Não se esqueça que tudo o que não pode fazer nesta vida, fará na próxima. Deixe de perseguir objetivos inatingíveis e contente-se com o que tem. Não perca 80 horas semanais no emprego para poder comprar o seu carro ou a sua casa de sonho. Contente-se com o teto que tem. Evite que a criança que tem em casa cresça desapegada de si.

“OWNING LESS IS GREAT. WANTING LESS IS BETTER.”

Ter menos é bom. Querer menos é melhor.

Joshua Becker, Becoming Minimalist

  "Ame as pessoas e use os objectos. Porque o oposto nunca funciona" - The minimalists

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De quantos objectos precisas para seres feliz? - Público 2013

Desafio 30 dias minimalista

As minhas 206 peças de roupa e calçado

O meu cérebro enganou-me no fim de semana

Continuo a preferir o meu carro velhinho

O melhor presente de Natal que vi (até) hoje

Viver com simplicidade

O dia em que saí do facebook

Finanças pessoais: O melhor plano para o sucesso financeiro

O minimalismo e o mundo digital

Ser minimalista no século XXI

 

 

35 coisas para destralhar em casa.

Rita (porque minimalistas há muitas), 30.08.19

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Na sala ou escritório:

1. CD's e DVD's (Há quanto tempo não usa um destes?)

2. Fotografias (Aquelas, do Joaquim - irmão do primo do seu cunhado, que ocupam metade do álbum que por acaso nunca abriu desde que o montou - o álbum, possa. Não o Joaquim.)

3. Material de escritório (Sim, essas 523 esferográficas que tem na gaveta.)

4. Postais (Ainda há quem guarde?)

5. Revistas (Vai querer relembrar, o quê, exatamente?)

6. Livros (Os que não lê, obviamente. Dão óptimos presentes de Natal.)

7. Brindes e presentes (Daqueles que nem lembram ao menino jesus. Coisinhas de baptizados e casamentos, por exemplo.)

8. Documentos caducados (garantias de equipamento, análises médicas, manuais de instruções, faturas, etc.)

9. Artigos decorativos (quadros, bibelots, tapetes feitos com trapos, flores secas que já cheiram a mofo, coisas roídas pelas traças, sabe como é. As coisas acumulam. )

10. Material de escola dos miúdos (cadernos, livros, desenhos, presentes do dia do pai e da mãe.)

11. Almofadas e mantas (se estão sempre no chão, são assim tão essenciais?)

 

Na casa de banho:

12. Maquilhagem (Tem mais de 12 meses? Fora com isso.)

13. Cremes de todos os tipos e feitios (Gaste-os. Não acumule. Não compre. Dica: o nivea serve para tudo.)

14. Toalhas (idem, aspas.)

15. Acessórios para o cabelo (elásticos, rolos, ganchos, secadores, alisadores e modeladores. )

 

No quarto:

16. Roupa interior (Daquela com buracos, sabe?)

17. Roupa de cama (De quantos conjuntos é que precisa mesmo? Há tanta gente a passar frio neste mundo... Doe o que não precisa.)

18. Roupa que já não usa (Aquela que vai ficando no fundo do armário, compreende? Por exemplo a saia que só combina com uma blusa às riscas que entretanto ganhou um buraco na axila? )

19. Acessórios (Bijuteria, cintos, óculos, chapéus, cachecóis, malas, suspensórios, o selim para montar o cavalo, etc.)

20. Brinquedos (Sim, esses que já não são usados pelo filho que acabou de sair da faculdade. Os brinquedos para adultos também entram nesta categoria.

21. Calçado (Incluindo as botas de equitação, galochas que usava em criança e tudo o que não usa no último ano nem vai usar no próximo.)

22. Cruzetas a mais (Daquelas com molas que ninguém gosta de usar, sabe?)

 

Na cozinha e despensa:

23. Comida (Especialmente as que vão ficando na prateleira. Especiarias, enlatados e decorações de açúcar.)

24. Sacos (Qualquer que seja o material, não deite no lixo. Vá usando, por favor. E não aceite mais.)

25. Eletrodomésticos avariados ou que não usa (máquina de fazer pão, abre latas eléctrico, máquina de fazer pipocas, despertadores, telemóveis da gaveta, máquina a vapor, descaroçador de cerejas, cortador de batata frita, aparelho de fondue de chocolate, ferro do leite creme, etc. Vai na volta, ainda ganha dinheiro com isto.)

26. Detergentes (todos os que não usa. Madeira escura, madeira clara, azulejos, inox, roupas coloridas, roupas escuras, nódoas de vinho. Comprende, não compreende?)

27. Caixas com e sem tampa (As 326 que só ocupam espaço no armário de cozinha, 'tá a ver?)

28. Medicamentos fora de validade (Entregue na farmácia.)

29. (In)utensílios (incluindo as 23 colheres de pau que tem em cima do balcão.)

30. Panos de cozinha (Se for como eu, que recebe pelo menos 5 por ano, tem um armário cheio deles, não é? Sabe aquele jantar de natal do ginásio com troca de prendas? )

31. Toalhas de mesa (Idem, aspas)

 

No computador:

32. Fotografias (Lembra-se das vezes em que tira 5 ou 6 fotografias exactamente no mesmo lugar e momento? Está na hora, Aurora.)

33. Assinaturas (Daquelas que usa duas vezes por semana. Para além disso, está tudo disponível de forma gratuita.)

34. Caixa de correio.

 

No sótão e na garagem:

35. Tudo (o que não usa há mais de um ano nem vai usar no próximo.)

 

E assim de repente, a casa ficou maior. 

Desafio da Escrita #16 - (minimalismo no) Escritório

Rita (porque minimalistas há muitas), 29.08.19

Lembram-se do Desafio da Escrita? Eu lembro! E por alguma razão fui deixando ficar para trás. Desculpem-me leitores. Desculpa-me totó

Ora, o tema de hoje é escritório.

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Para quem tem escritório em casa, sabe o que é viver no meio do caos. Normalmente é no escritório que se "depositam" coisas que não "cabem" em mais lado nenhum lá em casa. Por exemplo documentos, material electrónico já sem utilidade, livros, impressora sem tinteiros, material de artesanato, tábua de passar a ferro, roupa para passar a ferro, restos de tecidos e coisas para arranjar (Sim, eu levantei a cabeça e vi tudo isto no meu).

Até há bem pouco tempo, o meu escritório era a divisão que nunca tinha aderido ao minimalismo. É como se tivesse vida própria, compreendem? As coisas aparecem como que por força da magia lá dentro. Coisas inexplicáveis da vida. Aliás, os móveis que lá estão, servem precisamente para albergar "coisas" que não preciso, mas que de vez em quando uso - como os livros, o material de artesanato e peças de roupa para arranjar ou aproveitar. Uma coisa é certa, as peças de mobiliário vinham com a casa - não as comprei. 

De qualquer forma tento a todo o custo evitar acumular tralha no escritório, bem basta a que lá tenho. Os livros que vou lendo e que não gosto ou que já não preciso, ofereço no Natal. Estou numa de "gastar" o material de artesanato em presentes de aniversário, também. A pouco e pouco, as coisas vão desaparecendo. 

Dicas para organizar o seu escritório:

1. Destralhe tudo o que puder. CD's, documentos, faturas, fotografias antigas, revistas, telemóveis e carregadores, manuais de utilização, garantias de equipamento que já passaram de validade, esferográficas (afinal de quantas é que precisa?), brindes e lembranças de eventos.

2. Digitalize os seus documentos. Evite a acumulação de papel e mantenha só o essencial. O restante, organize em pastas e classifique-os por assunto, por exemplo: Casa, Finanças, Emprego, Carro. Não tenha papelada espalhada nem em cima da mesa.

3. Organize as suas gavetas. Mantenha as coisas que mais usa logo nas primeiras e use compartimentos se necessário. Evite comprar recipientes de plástico, uma simples caixa de chá serve. Os rolos de cartão do papel higiénico e latas de conserva são óptimos para guardar auriculares e outros cabos. 

4. Mantenha um cesto de lixo nas proximidades da mesa. Para quem faz artesanato esta dica é ainda mais importante. Descarte lixo imediatamente para manter a mesa limpa e organizada.

5. Arranje um lugar para todos os seus objectos. Se não conseguir, é porque não pertence dentro de casa. 

6. Mantenha apenas o essencial na mesa. Tudo o que não se usa com frequência, como material de escritório, livros e papelada deve estar arrumado no seu lugar.

7. Decore a seu gosto e abuse do verde. Um ambiente decorado à sua maneira tem um impacto muito positivo na sua produtividade e modo de encarar o escritório. Faça com que seja uma divisão acolhedora. Coloque plantas, pinte a parede e divirta-se.

8. Explore as paredes. Poupe o espaço horizontal ao colocar elementos em altura. Prateleiras são bem vindas. Calendário e lembretes também podem ser colocados na parede. Pode obter inspiração no Pinterest, tem muitas ideias!

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Um resumo do que ficou para trás:

1. Pegada (ecológica)

2. Vela

3. Dentes (e o desperdício zero)

4. Livro(s)

5. O Alho (e as minhas confissões)

6. Cinema (low cost ou não)

7. Gato(s)

8. Fruta (Feia)

9. Branco (no minimalismo)

10. Morte (ao Plástico #1)

11. (Ideias para) Estrelas (na Árvore de Natal)

12. (Fecha-se uma) porta...

13. (Morte ao Plástico #3 - As refeições nos) aviões

14. Decisão (Isto de ser adulto vem com muita responsabilidade)

15. Vida (=Igualdade)

31. Amor (O melhor presente de Natal que vi (até) hoje)

 

Ser minimalista no século XXI.

Rita (porque minimalistas há muitas), 27.08.19

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Sim, porque se pensarmos no tempo dos nossos avós, toda a gente o era. Pelo menos em Portugal. Não pelos motivos mais felizes.

Muitas vezes me conta histórias o meu avô, do tempo em que ia descalço para a escola. Do tempo em que o seu pequeno almoço era uma fatia de pão atrasado com aguardente queimada. Ou quando comia o rabo de uma sardinha, por ser o mais novo de 3 irmãos. Mais tarde, foi dado como morto na Guiné e não se conseguia casar com a minha avó quando veio para cá. 

Coisas impensáveis nos dias que correm. Não, hoje os problemas da sociedade são outros. 

Hoje queremos o smartphone que sai no mês que vem. Queremos o que os outros têm, que por sua vez obtiveram porque alguém lhes mostrou que tinha. Queremos ser mais felizes que o vizinho - que todos os dias nos apresenta um sorriso e se nota que é feliz, como se tal felicidade fosse causada pelo carro topo de gama que tem na garagem, ou mesmo pela casa de férias nas Bahamas.

Não, minha gente. O vizinho provavelmente acabou de ensinar o neto a andar de bicicleta. O vizinho descobriu que a filha está grávida pela segunda vez e está a imaginar-se a pegar na pessoinha quando vier cá para fora. Ou então a senhora sua esposa saiu do hospital já fora de perigo, depois de uma longa temporada de exames médicos. 

Estamos sempre descontentes com as nossas circunstâncias. Só para terem uma ideia, há gente que faz créditos de 25 anos com prestações mensais de 300€ para comprar um BMW - não estou a brincar. 

Estamos descontentes com a "miséria" do nosso salário. Não chega nem de perto para as tecnologiquisses ou para a viagem dos nossos sonhos. Não chega para comprar a roupa que queremos. Ora, não chega para nada. 

No entanto, o dinheiro estica e vamos sobrevivendo de uns meses para os outros. Que remédio, pois bem. Temos um teto que nos abriga da noite. Temos comida na mesa. Temos cuecas e meias lavadas para vestir todos os dias. Ou pelo menos, eu dou graças por ter tudo isto. 

Vamos lá ver, eu não sou praticante. Não sou religiosa. Sou uma mulher da ciência e acredito que as circunstâncias são criadas por nós ou são simplesmente coincidências. O mundo é pequeno, as coisas acontecem. No entanto, acredito que tudo o que nos acontece se reflete mais tarde e naquilo que é o nosso destino. 

Dou graças aos meus pais por me terem dado uma educação de valor, por me terem pago um curso superior e por me terem apoiado incansavelmente quando quis mudar a meio do primeiro ano. Dou graças ao centro de emprego que me encontrou o primeiro estágio e me permitiu que não parasse de trabalhar desde então. 

Dou graças à proposta de doutoramento que me permitiu passar por uma mudança radical e por me ter apresentado o minimalismo. Por me ter deixado pensar por mim mesma, que afinal vai contra a maré. Por me ter deixado expandir os meus horizontes e por me ter permitido estudar a filosofia.

Ser minimalista no século XXI é saber dizer que não. É saber votar tanto no governo como nas lojas onde fazemos as nossas compras.

É saber que mais é menos. É saber distinguir entre o que precisamos e o que queremos só para nos encher o ego. É preferir passar uma noite em casa a jogar jogos de tabuleiro com amigos e passar uma tarde a ler um bom livro em casa.

O minimalismo não é ter menos de 100 coisas ou dormir no chão. Não é andar de sofá em sofá com uma mochila às costas nem usar o mesmo par de calças o ano inteiro. Não me canso de dizer isto. Há quem o faça. Cada um vive o minimalismo como quer e não há regras.

Eu não o faço. Tenho a minha casa, tenho mais de 100 coisas e não durmo no chão. Tenho serviço de TV e internet, tenho uma bimby, vou a restaurantes e gosto de passear. Não ando por aí a dizer que sou minimalista, só as pessoas que lêem este blog sabem que o sou. E felizmente não se metem comigo a respeito disso. 

O minimalismo faz parte de mim. Acordou-me. Dou graças ao mundo por me ter mostrado o conceito e por fazer de mim uma pessoa muito mais completa do que era há uns anos atrás. 

Bom, isto tudo para dizer que há quem o faça e quem consiga remar contra a maré do consumismo. Não é preciso andar sempre em cima do acontecimento para ser feliz. Aliás, é precisamente o contrário. 

Faça uma pausa. Tire 15 minutos do seu dia e olhe ao redor. Porque é que está nesse lugar?

. Talvez esteja numa esplanada a beber um café ao final da tarde. Não é bom, poder tomar esse café e estar um sol de meter inveja?

. Ou então está no emprego, sentado(a) à secretária em frente do computador. Eu prometo que não digo ao patrão. Mas, e que tal? Poder estar num sítio que lhe dá dinheiro em troca do seu serviço?

. Está em casa, sentado(a) no sofá? Com o marido ou a esposa ao lado e com o filho a brincar no chão da sala? Ora que glorioso. 

Agora pegue num bloco de notas e escreva os motivos da sua gratidão. 

Faça isto todos os dias até se habituar a ver o mundo com outros olhos. Até se gratificar por estar sentado(a) na sanita e poder estar o tempo que quiser. Em Auschwitz e Birkenau, isso não era possível.

E agora vem o momento da propaganda. Viva ao minimalismo. Viva à expressão de liberdade e à consciencialização do povo. Deixem-se de coisas e abracem o que têm. 

Quem se diz vegan não sabe que mente.

Rita (porque minimalistas há muitas), 26.08.19

Ou finge que não sabe. 

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Entenda-se que:

ve·ga·no 
(inglês vegan)

adjectivo

1. Relativo ao veganismo (ex.: ideologia vegana).

adjectivo e substantivo masculino

2. Que ou quem não utiliza ou não consome produtos derivados de animaisque ou quem é adepto do veganismo (ex.: roupa veganaos veganos  comem alimentos de origem vegetal) [Contrariamente a alguns vegetarianosos veganos não ingerem nenhum tipo de carneovosmel ou lacticínios].


"vegano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/vegano [consultado em 26-08-2019].
 
 

E se vos disser que 45% produtos de origem animal não são usados em alimentação?

Atenção, que as palavras "origem animal" vão andar nos vossos sonhos durante meio ano. E malta, este texto é suposto ser cómico e tem o seu quê de ironia e sarcasmo. Por favor, não me levem a mal. Respeito muito o vegetarianismo e a alimentação vegan.

Mas então vejamos. A quantas destas perguntas o leitor responde que não? 

 

1. Come carne? Peixe ou marisco?

2. Consome ovos? Lacticínios? Cereais de pequeno-almoço com leite na composição? E tostas? Mini-tostas? Croissants? Pão de forma? Bolos, bolachas e biscoitos com lactose?

3. A "margarina vegetal" que tem no frigorífico - tem soro de leite? E a fruta em conserva ou a compota? Veja lá.

4. E mel, come?

5. Toma suplementos vitamínicos e minerais?

6. Alimentos cujo rótulo apresente percentagens de colesterol, gelatina, caseína, albumina, ictiocola, glicerina, ácido esteárico ou láctico, aroma natural, carmim/ácido carmínico extraído de insectos esmagados, glicerina a partir de gordura animal, lactose de leite animal, lecitina, ómega-3, soro de leite, vitamina A de origem animal (retinol), vitamina D3 obtida a partir de cera de lã de ovelha (lanolina) ou de óleo de peixe? Dica: Se não diz que é vegetal, é animal. Ponto.

7. E os belos dos E's de origem animal? São muitos. Mesmo muitos. Listados aqui.

8. Verifica periodicamente (ou cada vez que compra) todos os ingredientes desse mesmo alimento? Sabia que, da noite para o dia, um pão pode passar a ter soro de leite? Pronto, se fizer o pão em casa tudo bem. Mas espere... os utensílios que usa, são de fiar? Não têm borracha de origem animal, pois não? E os cereais não levaram com adubo das vaquinhas em cima?

9. Tem veículo com ou sem motor com pneus de origem animal para se transportar? E o biocombustível (que presumo que use em veículos autorizados e de acordo com a legislação em vigor), tem carne de boi ou de frango?

10. Usa transportes públicos? Com pneus de origem animal?

11. Usa sacos de plástico cuja composição tem um ingrediente de origem animal que diminui o efeito estático que o material pode causar? O teste da fricção e dos pelos do braço nem sempre funciona, atenção.

12. Usa sacos de algodão cujo processo de manufactura usa borrachas/plástico de origem animal? A tinta da estampagem, é animal? E a distribuição às lojas, como se faz? É o dono da empresa que vai a pé e leva as caixas às costas? Por acaso estas caixas não têm fita adesiva... ou têm? E o dono da empresa é vegan, certo? Caso contrário parava um par de vezes pelo caminho para comer animais e trocar de sapatos com borracha animal.

13. Tem móveis de madeira em casa? A cola tem na sua composição vestígios de animais que por acaso (e infelizmente) só é o melhor adesivo para fixar elementos de madeira? - E no trabalho, há móveis de madeira? E instrumentos de madeira - também me vai dizer que não? Não se esqueça da flauta que comprou à filha.

14. Gosta de fogo de artifício? Alguma vez viu do início ao fim sem ficar positivamente maravilhado e de sorriso na cara? Vamos considerar que sim e que fez parte do público alvo que levou o comprador a obter o produto, e que portanto, consumiu. Tem ácido esteárico na sua composição? Deve ter, nem dá para saber se é de origem animal ou vegetal… E mesmo que não tenha - já disparou, já consumiu.

15. Amaciador de roupa com dihydrogenated tallow dimethyl ammonium chloride? Produtos cosméticos com “Pantenol”, “aminoácidos” e “vitamina B” de origem animal? E a pasta de dentes, tem glicerina animal? Não nos podemos esquecer do belo do verniz das unhas que tem escamas de peixe.

16. O seu açúcar branco e mascavado "utiliza cinzas purificadas feitas com ossos no refinamento"? Bom, uma coisa é certa: se não ingere este açúcar, 90% dos produtos alimentares deste mundo desaparecem da sua lista. Na dúvida, opte pelo açúcar de coco, se não se importar de pagar 10€ por kg.

17. E as tatuagens, que lindas que são? Será que têm "carvão de origem animal, glicerina derivada de gordura animal, gelatina derivada da pele, tendões, ligamentos ou ossos de vacas e porcos ou goma-laca de insetos"?

18. Gosta de pastilhas elásticas e tem por hábito comer? E gomas?

19. A cerveja... A bela da cerveja. É daquelas estranhas que contêm leite ou mel? Não? Ótimo. Desde que o adubo não seja de origem animal.

20. Eu compreendo. Não tem paciência para ver rótulos. Prefere cultivar, cozinhar e fazer tudo em casa? Pronto, ótimo. Tem teares para a roupa? Cuidado com a tal cola. A menos que tenha dinheiro para comprar "roupa vegan". Roupa esta, cujo processo de manufactura não use borrachas nem tintas de origem animal, bem como a distribuição da mesma lhe seja entregue em casa por alguém que viajou a pé com uma caixa às costas, de cartão e sem fita cola. - De qualquer forma, e depois deste trabalho todo de pesquisa, dá dinheiro à pessoa que lhe entregou a mercadoria para esta comer carne. - Mas, e a terra cultivada, tem adubo? Eu faço um desconto, as minhocas não contam. 

21. E os sapatos, se não encontrar uma marca em condições, faz em casa? Em tricô? Sem lã de ovelha, espero. Couro e borracha também estão fora de questão. Algodão e cortiça? Talvez seja uma boa ideia, mas cuidado com a cola, não me canso de dizer. Pode sempre tentar fazer os polímeros e as fibras sintéticas em casa...

22. Usa preservativos?  

23. Toma medicamentos? Eu não tomava.

24. Come batatas fritas congeladas ou de pacote? Molho inglês? Sumo de laranja industrializado? Amendoins em pacote já descascados?

25. Ah, espere lá. Não me diga que tem cosméticos de origem vegetal? Com óleo de palma? Sendo a gordura vegetal mais barata do mercado, é provável que a tenha em casa. E só é responsável por uma das maiores crises de desflorestação e de impacto em espécies animais, nomeadamente de orangotangos e tigres de Sumatra - ambos em vias de extinção, by the way

É muito fácil. Só tem de ter uma pessoa a trabalhar no duro e a sustentar a sua casa ecologica, sustentavel e completamente vegan. 

Não me digam que há coisas nesta lista que não se remetem à vossa responsabilidade (dos vegans, quero eu dizer). Se compram uma t-shirt "vegan", estão a fazer um voto de consumismo - "Sim, façam mais destas. Usem materiais vegetais ou minerais para depois no processo de manufatura e distribuição usarem aquilo que vos apetecer, quero lá saber."

Como já disse no início, respeito muito o vegetarianismo e a alimentação vegan. Mas não me digam que existem vegans no planeta. Pessoas que praticam uma alimentação vegan, sim. Agradeço-lhes profundamente e faço uma vénia. Caso contrário, não. Mesmo que alguém tenha o esforço de tentar levar o veganismo avante, duvido que se consiga fazer a 100%.

Oh, minto. É possível que se seja um eremita nu, numa gruta naturalmente aquecida com água potável e espaço para uma horta naturalmente feita com todos os nutrientes e vitaminas à disposição. Desculpem a minha frontalidade, mas estou numa idade em que digo tudo o que me vem à cabeça sem pensar muito nas consequências. 

Fontes: [1]   [2]    [3]    [4]    [5]     [6]     [7]      [8]