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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

15.11.18

Isto de ser adulto... vem com muita responsabilidade

Rita (porque minimalistas há muitas)

Quem não concorda comigo que levante a mão. Passam a vida a dizer-nos que ser criança é que é bom. "Ai a minha infância, onde é que ela já vai..." Depois passamos para a escola. "Na escola é que estás bem". Depois a universidade. "Deixa-te estar enquanto podes" - tanto que alguns até se vão deixando estar, à custa dos pais ou de si próprios.

 

Mas, e depois? Quando já não houver educadores nem professores à nossa espera? Quando somos atirados aos leões, sem estar preparados e sem estar à espera de que afinal a vida não tem nada a ver com uma sala de aula? Quando por fim o mundo nos diz que "Vá - tiveste tudo, não foi? Nasceste e cresceste numa redoma de vidro? Tiveste acesso à tecnologia que os teus mais velhos nunca tiveram? Tiveste quem cuidasse de ti em moldes completamente diferentes dos quais os teus cuidadores tiveram? Tu, que não precisas de trabalhar antes de acabar o cursinho superior? - Agora desenrasca-te."

 

Isto de ser adulto e de fazer parte dos millenials ou Geração Y - conforme nos queiram chamar - , sempre me fez muito protegida e sempre me deu acesso à informação que eu quis, sem nunca ter estado preparada para a receber e sinto que nós, mais do que nunca, tivemos uma quantidade muito maior de decisões para tomar ao invés das gerações anteriores e das que nos seguem.

 

É verdade, não me digam que não.

 

Tudo na nossa vida se separa entre o bem e o mal. Coube-nos a nós decidir o que era bom e o que era mau, já que a informação ao nosso redor é tanta que nem sequer passa pela cabeça dos nossos pais aquilo a que tivemos e temos acesso o dia todo e aquilo que cada um de nós pode e consegue fazer com esta informação. Que por termos sido demasiado protegidos, decidimos por nós próprios quem - o que - e quando nos fazia bem ou mal.

 

Não duvido de que as nossas gerações anteriores tenham trabalhado MUITO para chegarmos até aqui. Afinal, um grande número de pessoas partiu muita pedra e produziu muito para que nós nascêssemos com a tecnologia à palma da mão.

 

Mas nós, que nascemos mimados e que tivemos o privilégio de ter o suficiente para nos manter em casa - livres de perigo e preocupações para os nossos pais - temos de nos desenrascar.

 

Haverá, por certo, muita gente que se possa sentir ofendida com este texto e que provavelmente passou por muito para chegar onde chegou. Não duvido. Peço-vos por isso, que pensem nas pessoas que nasceram de vós. Nas pessoas cuidadas por vós e nas pessoas que vocês sabem que tiveram tudo q.b. (às vezes mais) e o quanto vocês lutaram para lhes dar tais condições. As pessoas que foram protegidas ao máximo para não terem de passar por aquilo que vós passaram.

 

Somos nós, que agora nos lançam à realidade. Somos nós que lutamos para manter toda a integridade e valores que nos foram passados, e somos nós que lutamos diariamente para nunca desiludir os nossos que passaram por tanto para nos dar uma vida melhor. Somos nós que aqui estamos e é connosco que têm de lidar. Somos jovens, somos millenials e podemos até ser muito mimados. Mas somos nós, que efetivamente estamos aqui para levantar o país e o planeta de toda e qualquer má decisão que tenha sido feita. Estamos aqui para corrigir os erros de uma sociedade consumista e estamos aqui para fazer o máximo que conseguirmos com o mínimo.

 

[Na continuação do desafio da escrita, dia 14 - Decisão]

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