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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

08.10.18

O meu cérebro enganou-me no fim de semana

Rita (porque minimalistas há muitas)

 

 

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Toda a vida ouvimos falar dos nossos cérebros. O mundo é desenvolvido em função desta nossa mioleira, e por mais pequena que seja está lá por algum motivo, o Einstein é prova disso. 

 

Ora, em conversa entre amigos (que se hão-de rir quando lerem isto), calhou falarmos no jogo dos Sims. Quem nunca falou ou ouviu sobre isto, que se acuse que eu explico. E eu, que não jogava há seguramente mais de 3 anos, fiquei com o bichinho atrás da orelha. Bateu a saudade. E foi o suficiente para me lixar grande parte do fim de semana prolongado, por esse motivo mesmo. Passo a explicar. "Ah os sims... que saudade dos sims. Este fim de semana até dura mais tempo, porque não voltar a jogar um bocadinho? Só um bocadinho." - O bocadinho transformou-se em MUITAS horas. 

 

Não me julguem. Não tenho filhos, vivo com o namorido, tenho o meu emprego semanal e o fim de semana é sagrado. Ele vê canais de desporto e eu faço o que me apetecer. Não faço planos nem tenho obrigatoriedade nenhuma para com a lida da casa. Mas apesar de tudo, ainda tenho algumas coisas que precisam de avançar, nomeadamente a nível de costura e ponto cruz. "Ai que fútil, para uma pessoa que se autointitula de minimalista". Tudo bem, há coisas que não se discutem. 

 

 

Mas este fim de semana o meu cérebro fez de mim o que quis. 

 

E eu sem me aperceber! Deixei-me estar no meu conforto e passou um fim de semana inteiro num ápice. Sim, ainda deu para fazer um passeio no sábado e passar tempo com a família - mas mesmo assim, foi mau. Hoje acordei desanimada e depressiva sem necessidade nenhuma. Porque deixei passar um fim de semana brutal para sair à rua e passar tempo a fazer o que realmente importa.

 

A Mel Robbins diz que o nosso cérebro age muito em função da sobrevivência. "Hoje de manhã não hesitaste em calçar as sapatilhas nem as calças - e agora hesitas, porquê? Algo está mal. O que é que se passa? Vou avaliar - se calhar é melhor não seguir em frente, vou deixar-me estar no meu conforto" - é isto que um cérebro faz, na maior parte das vezes. Então a Mel sugere o método dos 5 segundos. Bastam 5 segundos para hesitar e desistir de algo quando não nos sentimos confortáveis e ela usa estes 5 segundos para mudar o rumo das coisas. Para ultrapassar o seu próprio cérebro. Já falei várias vezes deste vídeo e é sempre bom recordar - ativem as legendas em pt. 

 

Bom, resumindo - hoje de manhã acordei assim - "Mas então, tu, que andas sempre a ver vídeos inspiracionais na net, como raio te aconteceu isto? Como é que deixaste que um jogo daqueles ocupasse tanto o teu tempo? Não aprendeste nada nestes últimos meses?" - e foi bom. Se não fosse bom, não estava aqui a escrever sobre o assunto nem vos dizia que apesar de tudo, serviu-me de lição. De tal forma que quando chegar a casa desinstalo aquilo de uma vez por todas.

 

Mas eu já devia ter aprendido! Passo horas a jogar aquilo, pensando em novos objetivos e metas à medida que o jogo avança, mas eu, pelo menos falo por mim - Chego ao fim cansada, nunca totalmente satisfeita com o que acabou de acontecer porque não é um jogo onde se ganha ou perde. Vai-se jogando. Vão surgindo recompensas - muito como aquela teoria do pessoal estar viciado nas redes sociais e nos próprios telemóveis. Que não passam 1 minuto sem desbloquear o ecrã para ver se já receberam novas notificações. Estão a ver onde quero chegar?

 

O meu cérebro confortou-se. Não produzi. Deixou-se estar estatelado ao sol a bronzear-se (e a fritar) enquanto eu me deixei levar pelo contentamento de ir recebendo umas recompensas no jogo. Relaciono muito este meu episódio com situações de abuso de estupefacientes. Como se estivesse adormecida e mocada por horas e horas. 

 

E depois, acordei. 

 

 

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