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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

05.02.19

O mundo conspira para me fazer feliz

Rita (porque minimalistas há muitas)

Bom dia malta.

 

 

Hoje gostava de vos deixar uma palavrinha sobre este tema, que há muito penso sobre ele. Mas primeiro, vamos às definições. 

 

veracidade

vərɐsiˈdad(ə)
 
nome feminino
 
1. qualidade do que é verdadeiro ou verídico
2. apego à verdadeexatidão, fidelidade
 
[veracidade in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-02-05 09:09:16]. Disponível na Internet: 

transparência

trans.pa.rên.ci.a
trɐ̃ʃpɐˈrẽsjɐ
 
nome feminino
 
1. qualidade ou estado do que é transparente
2. fenómeno pelo qual os raios luminosos visíveis são observados através decertas substâncias
3. qualidade do que transmite a verdade sem a adulterarlimpidez
4. qualidade de quem não tem nada a esconder
5. carácter do que não é fraudulento e pode vir a público (em matériaeconómica)
6. folha de plástico transparente, com texto ou gravuras, para uso noretroprojetoracetato
 
[transparência in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-02-05 09:10:55]. Disponível na Internet: ]
 
 
Mas Rita, que raio têm a veracidade e transparência a ver com a conspiração do mundo? Já vos explico. Como vos disse, penso nisto há muito tempo e ontem fez-se o clique. Vi uma misturada de "Maluco Beleza" do Rui Unas com os seus convidados - Ricardo Araújo Pereira e Mariana Cabral (aka Bumba na Fofinha), e falaram precisamente sobre isto, com mais incidência na transparência e não tanto na veracidade, porque cada um sabe de si, certo?
 
A verdade é que, sendo uma figura pública, o R.A.P. tende a criar uma espécie de distância entre aquilo que é a sua verdadeira entidade e personalidade e aquilo que deixa transparecer cá para fora. O que para mim faz todo o sentido, obviamente. Tanto o Ricardo como a Mariana são pessoas que vão dizendo as suas coisas, estão a borrifar-se para a opinião pública e mantêm-se controladinhos na medida do possível neste mundo bizarro.
 
Mas o que para alguns de vós pode ser considerado público, para mim é mais simples. Gosto de pensar que entre amigos e família, seja em casa ou num café, estou em ambiente privado. E o que o Ricardo disse no programa, mais uma vez, faz todo o sentido - sabem como é o Ricardo, certo? Com as suas referências bibliográficas sempre em dia, que uma pessoa (vá, eu) nunca retém - mas ele disse que num livro qualquer alguém escreveu que o mundo conspirava para o fazer feliz.
 
Mais um clique. Eu sempre achei que tive muita sorte, muita paz e muita felicidade neste mundo, mas nunca pensei neste ponto de vista. "Bolas, como é verdade", pensei eu. E é. Se virmos bem, aqui em Portugal, estamos no cantinho do céu. Que graças a esta conspiração, nunca tive grandes problemas. De vez em quando apanhamos um susto, sabem como é - mas resolve-se sempre. Mudam-se hábitos, vontades e bola para a frente. 
 
Mas e então, porque é que isto acontece? Porque é que eu acho que o mundo conspira para me fazer feliz? É tudo matemática. Soma-se uma vida de veracidade e transparência e subtraem-se as mentiras, a ânsia de controlo e a vontade de mostrar alguém que não eu. 
 
Atenção que nem sempre foi assim. Enquanto não me passou a fase de adolescência, não descansei - e só depois de me livrar dela é que percebi que o podia ter feito muito mais cedo, mas é um percurso que todos temos e só acorda quem e quando quiser. Desde ir contra a vontade dos póprios pais para estar com a paixoneta da altura, a faltar a uma aulita ou duas para passar tempo com amigos, enfim. Os meus passaram por um bocadinho de tudo, dentro dos limites aceitáveis para um pai, graças a esta conspiração. Que nunca me meti em grandes aventuras nem "desníveis", nunca meti um cigarro na boca nem apanhei borracheiras até estar bem dentro da faculdade (ou na Polónia, vá). 
 
Ora, os amigos que tenho, são bons. Muito bons. Não sei como raio tive tanta sorte, no meio desta loucura, mas agradeço-lhes do fundo do coração - alguns até lêem o que escrevo aqui, vá-se lá saber porquê.  Que mesmo se passarem meses sem nos vermos, é como se nem tivesse passado um dia, e as coisas mantêm-se iguais. Assim por alto, a contagem dos meus grandes amigos não dá para os dedos das mãos. Talvez os dos pés ajudem. Mas é muita gente.
 
"E que tal ires direta ao assunto, Rita?" Perguntam vocês. Bom, alguma vez se aperceberam que mentiras, intrigas e a vontade de mostrar alguém que não somos dá IMENSO trabalho? Puxa, só de pensar fico cansada. E na adolescência ainda tentei. Eu juro que tentei, mas cansei-me depressa. 
 
Nada me dá mais gozo nesta vida do que ser verdadeira e transparente. Pensem comigo. Não dá trabalho nenhum. Estou-me borrifando para o que as pessoas pensam. Não gasto dinheiro em coisas que não preciso para tentar impressionar alguém que não conheço. Não tenho intrigas dentro de mim (apesar de alguns de vós acharem que sim. Consigo explicar o meu ponto de vista, se ao menos deixarem esse orgulho de lado e queiram conversar comigo com transparência - esta é mesmo direta). Tento não pensar em nada nem em ninguém que me provoque náuseas. A cada dia que passa sou mais feliz. 
 
A CADA DIA QUE PASSA SOU MAIS FELIZ. E todos os santos dias digo que é impossível que isto aconteça no dia seguinte.  Ai, é tão simples... Se ao menos todos tentassem. Se ao menos nos encarássemos uns aos outros como se o outro não nos quisesse fazer mal ou não estivesse a fazer contas para daí a 15 anos nos deitar abaixo com algo que fizémos nos anos 90. Se ao menos tivéssemos as nossas intenções "escarrapachadas" na testa. Se ao menos tivéssemos a certeza que a pessoa que está à nossa frente com um sorriso enorme não esteja a planear a conspiração do século, não é?
 
Vivemos na dúvida graças à nossa própria espécie e natureza, e achamos que se formos iguais aos piores, que nada nos afeta - sem nos apercebermos que estamos a afetar tudo e todos a toda a hora. É uma bola de neve que nunca mais acaba. E eu acabei com isso em casa. Façam como eu, libertem-se.