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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Cinco meses sem facebook, quatro sem vir aqui e outro tanto cheio de novidades

Rita (porque minimalistas há muitas), 28.06.19

 Olá malta! Como é que é?

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"Epah, Rita... tens de vir aqui mais vezes. Isto sem ti não é a mesma coisa. Pensámos mesmo que tinhas desistido desta vez."

Sim, vocês - que não cancelaram a subscrição deste blog - são os melhores do mundo. Obrigada pelo apoio que me têm dado e obrigada por não desistirem de mim. Desculpem a minha ausência, mais uma vez.

Acontece que o blog já não estava a ir por um bom caminho e comecei a escrever coisas que na verdade não deveriam fazem parte do meu portefólio. A partir do momento em que comecei a usá-lo para enviar mensagens particulares (ou "indiretas") a individualidades específicas - aka - a desviar-me do caminho do minimalismo, tive de dar um passo atrás para agora chegar em força. 

Toda a gente tem destas coisas, não tem? Desviar-se dos seus princípios morais e ter de se afastar por uns tempos? Vá, digam-me que sim. Não posso ser a única. Por favor? 

 

 

As pessoas mudam, e é sempre bom apercebermo-nos de quando estas mudanças não nos favorecem em prol de uma vida mais satisfeita e feliz. Eu considero-me uma pessoa que está em constante mudança, e ocasionalmente não tomo as melhores decisões. Em vez de avançar - vou para trás. "É a vida", right?

 

Bom, avançando. 

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Fui fazer as contas. Cinco meses sem facebook - cinco meses com menos ansiedade e vontade de keep up with the Joneses - ou Kardashians, vá.  Não podia ter tomado melhor decisão e se soubesse o que sei hoje, nunca tinha criado uma conta por causa do raio do farmville. Lembram-se? Alguém por aí fazia as contas aos minutos para colher os morangos e tirar o leite às vacas? Isso. Não se preocupem, também o fiz

Vamos lá ver. Uma vida sem facebook é como viver numa quinta isolada onde só deixamos entrar quem realmente importa e onde podemos andar nus à vontade sem nos cruzarmos com pessoas que não queremos. Estão a ver aquela situação politicamente correta de não "poder" remover amizades porque se trata do nosso chefe ou o padrinho de casamento do nosso melhor amigo? Imaginem-se agora despidos na vossa quinta facebookless e terem de deixar entrar essas "amizades". Ui, que bonito. Bela imagem que vos deixei agora.  Foi uma decisão fácil de tomar quando pensei nas coisas desta forma. 

E sim, desde que deixei o facebook que me sinto muito mais à vontade com os meus amigos e familiares. Não digo que me pavoneio nua à frente deles (até porque não há nada de bonito para se ver) mas todos os dias crio laços muito fortes e passo por experiências que de outra forma não aconteceriam. O meu tempo de ecrã diminuiu. A vida diária é muito melhor e mais concentrada no que tenho para fazer em vez de estar a par de tudo o que os outros fazem. Digo-vos... só não acabo com o instagram porque uma pessoa muito querida me pediu. 

E depois da experiência de 5 meses sem facebook? Tambores por favor!

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Vai a televisão por cabo, netflix, youtube e todo o tipo de streams. Isso mesmo que leram. Vocês sabiam que em média uma pessoa gasta entre 35 a 40 horas por semana a ver televisão? Fora redes sociais e youtube! É muito tempo. Tempo para arrumar a casa e receber os meus amigos para as noites de jogatana que tanto adoro. Tempo para cozinhar a sério e tempo para passar no meu pseudo-jardim no terraço e com a minha coleção de suculentas.

Ainda só passaram 24 horas mas já sei que é para continuar. Não gozem comigo - mas até aqui, a minha sala de estar (e provavelmente a maior parte delas neste planeta) estava centrada no sofá e na televisão. Mudei tudo. Agora tenho um cantinho para a TV - porque não moro sozinha e era muito radical livrar-me do aparelho - outro cantinho para a leitura (mesmo ao pé da janela, que bom ) e outro para as noites de jogatana e para o aquário! Tudo em partes iguais. Nada se destaca e tudo é importante.

Não assisto a uma única série - e olhem que deixei muitas a meio! Quem tem Netflix e quem não tem, sabe do que falo. 

- E a casa de papel, Rita? Vai estrear em menos de um mês! - perguntaram-me ontem (a meio de uma noite espetacular que se tivesse acontecido antes, eu não tinha estado por causa do raio da TV e do youtube).

- Não quero saber! - respondi eu de peito inchado e nariz empinado!

Há realmente muitas outras coisas que vos quero contar, mas esta publicação já vai longa. Haverá mais!

Beijinhos e muito obrigada. 

A minha ausência de 3 meses - Aconteceu tudo! Desculpem :(

Rita (porque minimalistas há muitas), 27.08.18

Bom dia malta!

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É verdade que não escrevo no blog há 3 meses. E é mais verdade ainda que alguns pensem que se o blog era recente, o mais provável é não voltar a escrever. Provavelmente tem mais tempo de ausência do que de escrita. Desculpem. Desculpem-me, porque me aconteceu praticamente tudo.

 

Desde comprar casa, às mudanças, ao ser enganada numa compra de veículo em segunda mão e ter de comprar um novo. Passando pelo internamento de um familiar direto e por me ter pregado um susto enorme. Pela mudança do local de trabalho, pelo meu diagnóstico de SOP, pela mudança radical do estilo de vida do vegetarianismo - Sim, é verdade - desde o dia 5 de Agosto, e pelas minhas novas andanças no mundo da costura.

 

Quero falar convosco sobre muitas coisas, que ao longo dos próximos dias espero abordar:

- A questão dos biodegradáveis - muitos produtos só servem para encher os olhos dos consumidores e esvaziar os seus bolsos, porque eventualmente acabam no aterro;

- Uma mudança de casa Zero Waste - Para mim foi quase impossível - Têm alguma experiência neste ramo? Partilhem a vossa!

- A costura entre o minimalismo e o desperdício zero;

- A minha ânsia em poupar em tudo! - água, luz, gás, mantimentos, combustível, saúde!;

- O enxergar de olhos para uma vida boa e saudável sem esperar até aos 80/90 anos (se lá chegar ) para me arrepender do que quer que seja;

- Muitos, muitos outros! Stay tuned

 

Obrigada aos que ficaram. Desculpem-me, aos que ficaram.