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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

minimalismo para iniciantes

Rita (porque minimalistas há muitas), 02.09.19

Olá malta. 

Sinto que já devia ter feito esta publicação há muito tempo. Existem algumas dúvidas sobre a sua verdadeira essência e para muita gente, o minimalismo é um estilo de arquitetura ou de decoração. Para outros é tabu ou alvo de chacota.

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Para começar, o minimalismo não é um objetivo. É um estilo de vida. Trata-se de simplificar para que possamos aproveitar coisas e momentos mais importantes. Sim, pode refletir-se num estilo de decoração, como aliás acabará por acontecer inevitavelmente. Mas não só.

O minimalismo pode inicialmente surgir após uma vontade imensa de "destralhar" a casa ou depois de ter visto um documentário sobre o assunto. Nem precisa de ser direto, mas por uma questão ambiental também. Existem por aí muitos documentários porreiros (o netflix é um bom começo).

No meu caso foi o "minimalism", um documentário sobre as coisas importantes. Deu-se um clique e no próprio dia comecei a descartar e a dar coisas que não precisava.

Coisas que eu achava que precisava, mas que detestava. Os tapetes e os cortinados foram os primeiros. No caso dos tapetes, eu sempre disse que o chão dá muito menos trabalho a lavar do que os tapetes. Para além de serem objetos muito perigosos para os meus pés. Hoje, vivo muito melhor sem eles. Tenho um para usar na cozinha mas só para quando se faz comida ou se lava loiça para não andarmos a sapatinhar, depois arruma-se

Quanto aos cortinados, não sei porquê, mas irritam-me. Só tenho na sala e no quarto. E tenho no quarto porque o namorado lá me convenceu a pôr, depois de um ano de estarmos a morar nesta casa. É um rés-do-chão, e passamos a maior parte do nosso tempo na sala, logo os cortinados valem a pena por uma questão de privacidade e para termos alguma luz natural. Cortinados que já vinham com a casa (diga-se de passagem - os da sala, não os do quarto).

Depois, foram estas coisas todas. Tenho de voltar a destralhar um pouco, já acumulei algumas delas. Vocês sabem - CD's, toalhas de banho para 40 pessoas, panos de cozinha para um exército inteiro, etc.

Uma dica é dizer às pessoas para não vos oferecerem "coisas" no natal ou nos aniversários. Meias tudo bem, mais cedo ou mais tarde acabamos por precisar delas, mas toalhas e panos, normalmente duram a vida toda ou grande parte dela. Se as pessoas tiverem mesmo de dar alguma coisa, peçam antes experiências (um jantar, um bilhete de cinema ou de concerto) ou coisas que precisem mesmo para casa. Coisas que não tenham e que fazem falta. 

Mas afinal quem é que gosta de chegar ao fim do mês sem dinheiro na mão? Sabiam que o minimalismo resolve o problema?

Comidinha caseira, um guarda roupa simples com cores neutras, sem tralha em casa (que só dá trabalho a limpar) e passar uma tarde com a família em vez de no shopping são algumas das escolhas que podem fazer. 

Mais uma coisa, não adianta dizer-vos que coisas devem destralhar em casa se não souberem o que o minimalismo representa. É preciso fazer o contrário. Quando compreenderem a sua essência, o destralhe acontece naturalmente. A pessoa fica muito mais consciente quanto ao seu consumo e pensa duas vezes se vale a pena levar algum objeto para casa ou não.

Um objeto tem de servir algum propósito (se não mais) e faz parte das responsabilidades do seu portador perceber até que ponto é que lhe é útil. Não se sintam culpados por terem qualquer coisa em casa que não vos traz valor ou que simplesmente não gostam mais. Trecos que vos tenham sido dados no casamento ou postais que vos enchem uma gaveta, por exemplo.

Em primeiro lugar, a pessoa que vos deu isso já não se lembra, nem sequer se importa se guardam ou não. A verdade é que só o facto de vos ter dado alguma coisa, aliviou o seu estado de espírito e pouco importa o que vocês fazem com o objeto. Aqui fala mais alto o consumismo e a obrigatoriedade de ter de comprar alguma coisa, como se fosse um gesto de dizer o quão essa pessoa nos aprecia e gosta de nós.

É mais fácil comprar um jarro para pôr num canto da casa do que dizer "amo-te".

Não se esqueçam, menos é mais. É poder gastar o dinheiro em coisas que realmente importam, como fazer uma viagem grande para estar em família ou ir às compras para fazer uma churrascada com amigos em casa. É poder poupar mais dinheiro para algum problema que surja. É poder pagar créditos antecipadamente. É poder não gastar esse dinheiro em coisas supérfluas, tipo um vestido diferente para cada ocasião ou aquele cortador de legumes magnífico que aparece na TV. 

Não se esqueça que tudo o que não pode fazer nesta vida, fará na próxima. Deixe de perseguir objetivos inatingíveis e contente-se com o que tem. Não perca 80 horas semanais no emprego para poder comprar o seu carro ou a sua casa de sonho. Contente-se com o teto que tem. Evite que a criança que tem em casa cresça desapegada de si.

“OWNING LESS IS GREAT. WANTING LESS IS BETTER.”

Ter menos é bom. Querer menos é melhor.

Joshua Becker, Becoming Minimalist

  "Ame as pessoas e use os objectos. Porque o oposto nunca funciona" - The minimalists

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Ser minimalista no século XXI

 

 

35 coisas para destralhar em casa.

Rita (porque minimalistas há muitas), 30.08.19

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Na sala ou escritório:

1. CD's e DVD's (Há quanto tempo não usa um destes?)

2. Fotografias (Aquelas, do Joaquim - irmão do primo do seu cunhado, que ocupam metade do álbum que por acaso nunca abriu desde que o montou - o álbum, possa. Não o Joaquim.)

3. Material de escritório (Sim, essas 523 esferográficas que tem na gaveta.)

4. Postais (Ainda há quem guarde?)

5. Revistas (Vai querer relembrar, o quê, exatamente?)

6. Livros (Os que não lê, obviamente. Dão óptimos presentes de Natal.)

7. Brindes e presentes (Daqueles que nem lembram ao menino jesus. Coisinhas de baptizados e casamentos, por exemplo.)

8. Documentos caducados (garantias de equipamento, análises médicas, manuais de instruções, faturas, etc.)

9. Artigos decorativos (quadros, bibelots, tapetes feitos com trapos, flores secas que já cheiram a mofo, coisas roídas pelas traças, sabe como é. As coisas acumulam. )

10. Material de escola dos miúdos (cadernos, livros, desenhos, presentes do dia do pai e da mãe.)

11. Almofadas e mantas (se estão sempre no chão, são assim tão essenciais?)

 

Na casa de banho:

12. Maquilhagem (Tem mais de 12 meses? Fora com isso.)

13. Cremes de todos os tipos e feitios (Gaste-os. Não acumule. Não compre. Dica: o nivea serve para tudo.)

14. Toalhas (idem, aspas.)

15. Acessórios para o cabelo (elásticos, rolos, ganchos, secadores, alisadores e modeladores. )

 

No quarto:

16. Roupa interior (Daquela com buracos, sabe?)

17. Roupa de cama (De quantos conjuntos é que precisa mesmo? Há tanta gente a passar frio neste mundo... Doe o que não precisa.)

18. Roupa que já não usa (Aquela que vai ficando no fundo do armário, compreende? Por exemplo a saia que só combina com uma blusa às riscas que entretanto ganhou um buraco na axila? )

19. Acessórios (Bijuteria, cintos, óculos, chapéus, cachecóis, malas, suspensórios, o selim para montar o cavalo, etc.)

20. Brinquedos (Sim, esses que já não são usados pelo filho que acabou de sair da faculdade. Os brinquedos para adultos também entram nesta categoria.

21. Calçado (Incluindo as botas de equitação, galochas que usava em criança e tudo o que não usa no último ano nem vai usar no próximo.)

22. Cruzetas a mais (Daquelas com molas que ninguém gosta de usar, sabe?)

 

Na cozinha e despensa:

23. Comida (Especialmente as que vão ficando na prateleira. Especiarias, enlatados e decorações de açúcar.)

24. Sacos (Qualquer que seja o material, não deite no lixo. Vá usando, por favor. E não aceite mais.)

25. Eletrodomésticos avariados ou que não usa (máquina de fazer pão, abre latas eléctrico, máquina de fazer pipocas, despertadores, telemóveis da gaveta, máquina a vapor, descaroçador de cerejas, cortador de batata frita, aparelho de fondue de chocolate, ferro do leite creme, etc. Vai na volta, ainda ganha dinheiro com isto.)

26. Detergentes (todos os que não usa. Madeira escura, madeira clara, azulejos, inox, roupas coloridas, roupas escuras, nódoas de vinho. Comprende, não compreende?)

27. Caixas com e sem tampa (As 326 que só ocupam espaço no armário de cozinha, 'tá a ver?)

28. Medicamentos fora de validade (Entregue na farmácia.)

29. (In)utensílios (incluindo as 23 colheres de pau que tem em cima do balcão.)

30. Panos de cozinha (Se for como eu, que recebe pelo menos 5 por ano, tem um armário cheio deles, não é? Sabe aquele jantar de natal do ginásio com troca de prendas? )

31. Toalhas de mesa (Idem, aspas)

 

No computador:

32. Fotografias (Lembra-se das vezes em que tira 5 ou 6 fotografias exactamente no mesmo lugar e momento? Está na hora, Aurora.)

33. Assinaturas (Daquelas que usa duas vezes por semana. Para além disso, está tudo disponível de forma gratuita.)

34. Caixa de correio.

 

No sótão e na garagem:

35. Tudo (o que não usa há mais de um ano nem vai usar no próximo.)

 

E assim de repente, a casa ficou maior. 

Desafio da Escrita #16 - (minimalismo no) Escritório

Rita (porque minimalistas há muitas), 29.08.19

Lembram-se do Desafio da Escrita? Eu lembro! E por alguma razão fui deixando ficar para trás. Desculpem-me leitores. Desculpa-me totó

Ora, o tema de hoje é escritório.

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Para quem tem escritório em casa, sabe o que é viver no meio do caos. Normalmente é no escritório que se "depositam" coisas que não "cabem" em mais lado nenhum lá em casa. Por exemplo documentos, material electrónico já sem utilidade, livros, impressora sem tinteiros, material de artesanato, tábua de passar a ferro, roupa para passar a ferro, restos de tecidos e coisas para arranjar (Sim, eu levantei a cabeça e vi tudo isto no meu).

Até há bem pouco tempo, o meu escritório era a divisão que nunca tinha aderido ao minimalismo. É como se tivesse vida própria, compreendem? As coisas aparecem como que por força da magia lá dentro. Coisas inexplicáveis da vida. Aliás, os móveis que lá estão, servem precisamente para albergar "coisas" que não preciso, mas que de vez em quando uso - como os livros, o material de artesanato e peças de roupa para arranjar ou aproveitar. Uma coisa é certa, as peças de mobiliário vinham com a casa - não as comprei. 

De qualquer forma tento a todo o custo evitar acumular tralha no escritório, bem basta a que lá tenho. Os livros que vou lendo e que não gosto ou que já não preciso, ofereço no Natal. Estou numa de "gastar" o material de artesanato em presentes de aniversário, também. A pouco e pouco, as coisas vão desaparecendo. 

Dicas para organizar o seu escritório:

1. Destralhe tudo o que puder. CD's, documentos, faturas, fotografias antigas, revistas, telemóveis e carregadores, manuais de utilização, garantias de equipamento que já passaram de validade, esferográficas (afinal de quantas é que precisa?), brindes e lembranças de eventos.

2. Digitalize os seus documentos. Evite a acumulação de papel e mantenha só o essencial. O restante, organize em pastas e classifique-os por assunto, por exemplo: Casa, Finanças, Emprego, Carro. Não tenha papelada espalhada nem em cima da mesa.

3. Organize as suas gavetas. Mantenha as coisas que mais usa logo nas primeiras e use compartimentos se necessário. Evite comprar recipientes de plástico, uma simples caixa de chá serve. Os rolos de cartão do papel higiénico e latas de conserva são óptimos para guardar auriculares e outros cabos. 

4. Mantenha um cesto de lixo nas proximidades da mesa. Para quem faz artesanato esta dica é ainda mais importante. Descarte lixo imediatamente para manter a mesa limpa e organizada.

5. Arranje um lugar para todos os seus objectos. Se não conseguir, é porque não pertence dentro de casa. 

6. Mantenha apenas o essencial na mesa. Tudo o que não se usa com frequência, como material de escritório, livros e papelada deve estar arrumado no seu lugar.

7. Decore a seu gosto e abuse do verde. Um ambiente decorado à sua maneira tem um impacto muito positivo na sua produtividade e modo de encarar o escritório. Faça com que seja uma divisão acolhedora. Coloque plantas, pinte a parede e divirta-se.

8. Explore as paredes. Poupe o espaço horizontal ao colocar elementos em altura. Prateleiras são bem vindas. Calendário e lembretes também podem ser colocados na parede. Pode obter inspiração no Pinterest, tem muitas ideias!

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Um resumo do que ficou para trás:

1. Pegada (ecológica)

2. Vela

3. Dentes (e o desperdício zero)

4. Livro(s)

5. O Alho (e as minhas confissões)

6. Cinema (low cost ou não)

7. Gato(s)

8. Fruta (Feia)

9. Branco (no minimalismo)

10. Morte (ao Plástico #1)

11. (Ideias para) Estrelas (na Árvore de Natal)

12. (Fecha-se uma) porta...

13. (Morte ao Plástico #3 - As refeições nos) aviões

14. Decisão (Isto de ser adulto vem com muita responsabilidade)

15. Vida (=Igualdade)

31. Amor (O melhor presente de Natal que vi (até) hoje)

 

Destralhar para ajudar

Rita (porque minimalistas há muitas), 07.08.19

Bom dia malta 

Hoje venho falar-vos de uma iniciativa da MultiOpticas e da Helpo, "Olhar por Moçambique". Esta missão tem como objetivo dar uma nova vida aos óculos que já não usamos e serão entregues a famílias em Moçambique depois de serem verificados e preparados.

E mais! Por cada par que for entregue nas lojas, a marca oferece mais um. Não é fantástico?

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Ora aqui está uma boa oportunidade para destralhar óculos antigos que andem lá por casa nas vossas gavetas.

E os avós? Os pais? Os irmãos e os cunhados? Falem com a família e ajudem esta nobre causa, por favor. 

Vejam aqui no mapa qual a loja mais próxima. 

Beijinhos com açúcar! 

 PS: Obrigada CC 

Destralhe anual: 14 jan - 6 fev

Rita (porque minimalistas há muitas), 06.02.19

Olá olá maltinha!

Chegou a vez do meu segundo destralhe anual e confesso-vos uma coisa... Passei um bom bocado à procura de objetos para destralhar e não foi fácil. Mas ao mesmo tempo... vejam a foto e reparem na quantidade de objetos aleatórios que uma pessoa (vá, eu) vai mantendo por casa. 

 

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Desde caixas de joalharia, a cordas de saltar, passando por embalagens vazias e coisas para gatos. Numa coisa também reparei, cerca de 70% destes items são de plástico (ou têm algum constituinte) e apenas uma é reciclável. Não comprei tudo, mas de alguma forma as coisas vieram parar cá a casa.

 

Acredito que consigo dar a maior parte destes items e não vou precisar de deitar fora, com a exceção dos cartões, o porta chaves de participação numa conferência, e um boião de gel que trouxe da conferência - ainda não percebi para que serve.

 

Bom, afinal não estou tão perto do zero waste como gostaria de estar, infelizmente. E esta quantidade de pástico? Minhã mãe. Há coisas sobre as quais preciso de pensar e ponderar, principalmente a respeito do consumo de objetos de uso único. E vocês, têm destas coisas em casa?

 

 

Destralhe anual: 1 - 13 jan

Rita (porque minimalistas há muitas), 13.01.19

Olá olá olá!

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Lembram-se dos desafios que lancei há uns dias? Pois é, apesar de a minha casa já estar bem "destralhada" eu vou tentar desfazer-me de um objeto por dia, em 2019. Já vos tinha dito que em média, cada casa tem mais de 300 000 objetos? Quantos deles ficam esquecidos no fundo da gaveta ou do armário? Dito pelos The Minimalists, não estou a inventar! Acumula-se muita coisa! Eu gosto de me concentrar nas coisas que realmente importam e detesto perder tempo com objetos que não trazem significado nenhum à nossa existência. 

 

Como o caso destes aqui em baixo:

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São 13 objetos de maquilhagem. Cada um para os 13 primeiros dias do ano. Sabem há quanto tempo não uso maquilhagem? Há mais de um ano! E tenho mantido isto "para o caso de...". Conhecem bem estas palavras, certo? - "Ai, nunca se sabe... Sei lá, posso ter de ir a um casamento daqui a 3 anos. Ou imagina que tenho de ir a uma entrevista de emprego?" 

 

Acontece que a maquilhagem tem muito pouco tempo de vida útil (para os meus hábitos). E sinceramente, não adianta manter este tipo de coisas por casa. Quando conheci o minimalismo, foi como se tivesse acordado de um sonho irrealista, sabem? Os padrões da sociedade existem para manter os lucros das grandes empresas, já todos sabemos isto e não é novidade para ninguém. Hoje em dia tenho um ou dois cremes e chega bem. Pena ter dado os meus vernizes há uns meses, porque davam bem para um mês inteiro.  Já sei qual será o meu próximo destralhe - material de escritório!

 

Nota: Atenção que não é só desfazermo-nos de coisas à toa, só porque sim. Têm de ser coisas que já não precisamos e que já não trazem alegria às nossas vidas. Bom destralhe!

Viver com simplicidade

Rita (porque minimalistas há muitas), 07.01.19

Olá malta!

 

Já não escrevo há algum tempo, é verdade. Decidi fazer uma pausa e "retrospectivar" sobre tudo o que se passa à minha volta nesta altura do ano, ou dos anos. De vez em quando gosto de fazer isto, afastar-me um bocado e concentrar-me nas minhas prioridades e estilo de vida. 

 

Viver com simplicidade. É isto que eu quero para mim e para a sociedade, não fosse esta uma das mais variadas mensagens que o Papa Francisco tem vindo a espalhar. Confesso-vos que apesar de ser cristã - porque assim me batizaram - não sou praticante.

 

Não sou praticante, mas gosto de ouvir o homem. Ele sabe do que fala, é sábio e cheio de experiência no que diz respeito à natureza humana. Tem de se manter atualizado.  Como o Portas, mas de uma forma menos quantitativa, estão a perceber?

 

Sorry about thatAnyway, passámos uma época anual de muito consumismo e de novas realizações pessoais, pelo que é tempo de pensarmos nas nossas atitudes perante o universo e no nosso modo de estar e de viver, tendo em conta a nossa pegada ecológica.

 

Todos os dias somos bombardeados com notícias sobre os mais variados temas direta ou indiretamente ligados ao consumismo. Desde a redução do plástico ao aquecimento global. Vocês sabem que não é tudo treta, não sabem? Digam-me que sim. É tudo verdade, está a acontecer rapidamente e pode não afetar-vos a vós mas certamente que irá afetar os vossos filhos. 

 

Tenho quatro desafios para vocês para 2019.

1. As perguntas:

 

Peguem em cada objeto que estão prestes a comprar e façam estas quatro perguntas:

 

- Preciso mesmo disto?

- Tenho alguma coisa em casa que faz a mesma coisa?

- Isto serve mais do que 2 propósitos diferentes?

- Consigo arranjar em segunda mão?

 

 

2.O tempo de espera:

 

Se o dito objeto custa mais do que 20€ e estiver a mais de 20 minutos de distância da vossa casa, esperem o número de dias correspondente ao preço. Custa 30€? Esperem um mês. Custa 300€? Esperem um ano. Se acharem muito radical, façam as vossas próprias regras e definam um intervalo de tempo que achem que se adequa às vossas necessidades. Nota: Comprar casa ou bens essenciais não conta, ok? 

 

3. O destralhe:

 

Ai como é bom destralhar e dar um novo propósito às coisas que não usamos! Evitem a todo o custo deitar coisas fora, porque já sabemos como funcionam os aterros certo? Ao longo do ano tentem destralhar um objeto por dia em vossa casa. E para deixar as coisas ainda mais interessantes: Que tal descartar/reutilizar/doar um objeto cada vez que entra algo novo em casa?  

 

4. Reduzir o consumo de carne:

 

Esta resolução para 2019 está na moda, e não podia deixar de colocar aqui o desafio. Que tal fazer duas ou três refeições por semana sem carne?

 

Parece-bos vem?

 

Um bom ano a todos!

Divirtam-se, sejam felizes e aconcheguem-se que está frio!

As minhas 206 peças de roupa e calçado.

Rita (porque minimalistas há muitas), 20.09.18

Há sempre aqueles dias em que pensamos que não temos roupa para vestir. Quem não se identifica com isto? 

 

Um belo dia de adolescência fui ter com a minha mãe e disse-lhe que não tinha roupa para vestir. "Como? Não pode. Vem comigo." - respondeu ela. Pois lá fomos. E afinal tinha. Sabem como é, tudo revoltado e esquecido no fundo do armário. 

 

Nos últimos dias tenho tido a mesma sensação e decidi seguir o meu instinto.

É verdade. Fiz um inventário da minha roupa.

 

Já tinha "destralhado" o armário ao mudar de casa há cerca de meio ano. Se agora tenho 200 peças, eu digo-vos - não as contei, mas tinha garantidamente umas 300 ou 400.

 

Então, ao ter a minha sensação de armário vazio, fui contar a minha roupa e calçado hoje ao fim da tarde. Mal pude esperar para vos contar a minha experiência! Coloquei tudo o que pude em cima da cama. Depois fui buscar a roupa de inverno e calçado - já não coube, obviamente. 

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Digo-vos que fiquei assustada! Assim de repente pareceu-me muita coisa e deu muito trabalho a contar . Mas pensando bem, até nem é. Apenas achei o inventário mais abusivo na quantidade de calçado e roupa interior. O processo foi até divertido e libertador. Ao fazê-lo, reduzi de 218 para 206 peças - uma diminuição de cerca de 6%. Sim, eu faço contas

 

Eu pensava que tinha pouca coisa, mas este número assustou-me um bocadinho no início. Gostava de um dia poder abraçar o desafio do Projeto 333 da Courtney Carver - que passa por usar 33 peças ou menos (incluindo calçado e acessórios - que eu não contabilizei) durante 3 meses. Deixo-vos aqui um vídeo em inglês e outro em português. Foram os primeiros que encontrei. 33 peças, minha gente! É muito pouco. E o mais engraçado é que a Courtney testou o desafio em ambiente profissional e social - ninguém deu conta. Eu não dou conta das coisas que as pessoas usam. E vocês?

 

A minha lista - Não me levem a mal, sou uma mulher de contas :

Casacos - 6 (incluindo 4 de meia estação, 1 de inverno e outro para a neve);

Blusas, camisas e t-shirts - 31 (incluindo artigos de meia estação, tops neutros interiores e coisas que tenho arrumadas de parte - na esperança que a minha perda de peso continue e para não precisar de comprar daqui a uns meses).

Camisolas de inverno - 7

Calças - 13 (6 que uso normalmente - e que já mal me servem (pela positiva), 5 que tenho de arranjar (como fiz neste post) e 2 à espera da perda de peso - se calhar já me servem, hei-de experimentar)

Roupa de andar por casa e caminhadas - 14 (7 calças/leggings e 7 t-shirts/camisolas).

Pijamas - 8 (2 de verão e 6 de inverno - Whaaat? Why? - Don't know)

Roupa interior - 101 (101!  desde meias de inverno, de vidro e de sapatilha - sim, chamo-lhes meias de sapatilha - a cuecas, soutiens normais e desportivos - é completamente abusivo. Por outro lado vou andar 2 anos sem comprar roupa interior. Ou mais. Não me importo muito. Não ocupa grande espaço )

Calçado - 17 pares (6 p. de sapatilhas - adoro e ando quase sempre com elas; sapatos finos/de gala, sandálias, chinelos, sabrinas e botas de inverno) - Nota: os que vêem na foto são mais, porque me livrei de 6 pares que já não usava - a meu ver, o nº 17 é um bocadinho excessivo ainda. Quero muito reduzir para a ordem dos 5 - 10, mas só quando se estragarem.)

Específicos/Sazonais - 9 (desde o bikini, ao meu fato e vestidos de cerimónia (são só 3), robe de inverno e gorros - cachecóis e tapa-orelhas).

 

E afinal? Tenho ou não tenho roupa? Claro que tenho! Não vou comprar tão cedo e muito menos agora que vamos mudar de estação. Desafio-vos a fazerem o inventário da vossa roupa. Não tenham medo. Vão encontrar coisas que provavelmente não vêem há anos e que até achavam que nem tinham. O que acham, é muito?