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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Desafio da Escrita #16 - (minimalismo no) Escritório

Rita (porque minimalistas há muitas), 29.08.19

Lembram-se do Desafio da Escrita? Eu lembro! E por alguma razão fui deixando ficar para trás. Desculpem-me leitores. Desculpa-me totó

Ora, o tema de hoje é escritório.

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Para quem tem escritório em casa, sabe o que é viver no meio do caos. Normalmente é no escritório que se "depositam" coisas que não "cabem" em mais lado nenhum lá em casa. Por exemplo documentos, material electrónico já sem utilidade, livros, impressora sem tinteiros, material de artesanato, tábua de passar a ferro, roupa para passar a ferro, restos de tecidos e coisas para arranjar (Sim, eu levantei a cabeça e vi tudo isto no meu).

Até há bem pouco tempo, o meu escritório era a divisão que nunca tinha aderido ao minimalismo. É como se tivesse vida própria, compreendem? As coisas aparecem como que por força da magia lá dentro. Coisas inexplicáveis da vida. Aliás, os móveis que lá estão, servem precisamente para albergar "coisas" que não preciso, mas que de vez em quando uso - como os livros, o material de artesanato e peças de roupa para arranjar ou aproveitar. Uma coisa é certa, as peças de mobiliário vinham com a casa - não as comprei. 

De qualquer forma tento a todo o custo evitar acumular tralha no escritório, bem basta a que lá tenho. Os livros que vou lendo e que não gosto ou que já não preciso, ofereço no Natal. Estou numa de "gastar" o material de artesanato em presentes de aniversário, também. A pouco e pouco, as coisas vão desaparecendo. 

Dicas para organizar o seu escritório:

1. Destralhe tudo o que puder. CD's, documentos, faturas, fotografias antigas, revistas, telemóveis e carregadores, manuais de utilização, garantias de equipamento que já passaram de validade, esferográficas (afinal de quantas é que precisa?), brindes e lembranças de eventos.

2. Digitalize os seus documentos. Evite a acumulação de papel e mantenha só o essencial. O restante, organize em pastas e classifique-os por assunto, por exemplo: Casa, Finanças, Emprego, Carro. Não tenha papelada espalhada nem em cima da mesa.

3. Organize as suas gavetas. Mantenha as coisas que mais usa logo nas primeiras e use compartimentos se necessário. Evite comprar recipientes de plástico, uma simples caixa de chá serve. Os rolos de cartão do papel higiénico e latas de conserva são óptimos para guardar auriculares e outros cabos. 

4. Mantenha um cesto de lixo nas proximidades da mesa. Para quem faz artesanato esta dica é ainda mais importante. Descarte lixo imediatamente para manter a mesa limpa e organizada.

5. Arranje um lugar para todos os seus objectos. Se não conseguir, é porque não pertence dentro de casa. 

6. Mantenha apenas o essencial na mesa. Tudo o que não se usa com frequência, como material de escritório, livros e papelada deve estar arrumado no seu lugar.

7. Decore a seu gosto e abuse do verde. Um ambiente decorado à sua maneira tem um impacto muito positivo na sua produtividade e modo de encarar o escritório. Faça com que seja uma divisão acolhedora. Coloque plantas, pinte a parede e divirta-se.

8. Explore as paredes. Poupe o espaço horizontal ao colocar elementos em altura. Prateleiras são bem vindas. Calendário e lembretes também podem ser colocados na parede. Pode obter inspiração no Pinterest, tem muitas ideias!

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Um resumo do que ficou para trás:

1. Pegada (ecológica)

2. Vela

3. Dentes (e o desperdício zero)

4. Livro(s)

5. O Alho (e as minhas confissões)

6. Cinema (low cost ou não)

7. Gato(s)

8. Fruta (Feia)

9. Branco (no minimalismo)

10. Morte (ao Plástico #1)

11. (Ideias para) Estrelas (na Árvore de Natal)

12. (Fecha-se uma) porta...

13. (Morte ao Plástico #3 - As refeições nos) aviões

14. Decisão (Isto de ser adulto vem com muita responsabilidade)

15. Vida (=Igualdade)

31. Amor (O melhor presente de Natal que vi (até) hoje)

 

De quantos objectos precisas para seres feliz? - Público 2013

Rita (porque minimalistas há muitas), 03.09.18

Encontrei esta publicação do Público de 2013. Dêem uma vista de olhos. Está muito bem escrita e vale a pena. O relato de uma Rita, que podia ser eu - mas não sou investigadora no Algarve nem tenho dois filhos.

"O desafio, que consiste em viver com menos de 100 objectos" - ainda está por concretizar, mas não moro sozinha e há quem não seja, de todo, minimalista lá por casa - Gostava muito de um dia poder dizer que tenho menos de 100 objetos... O Joshua Fields Millburn diz que uma casa de tamanho médio tem normalmente mais de 300 000 items - Pode isto?? - Ele, tem 288 coisas e eu hei-de contar as minhas. Claro que cada um cria as categorias que quer. Por exemplo, para o Joshua - o talher é só uma coisa. Os copos são outra. A roupa interior é outra. 

 

Há coisas que para mim já estão um bocadinho desatualizadas no texto, principalmente a parte da compra de mp3. Eu uso Spotify - a versão gratuita, mesmo. 

 

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"Nota-se nas experiências narradas na Internet uma necessidade de valorizar o essencial. O foco naquilo que verdadeiramente importa. Também é recorrente nos discursos do minimalismo uma preocupação ambiental e o desejo de reduzir o stress quotidiano. Os objectos surgem como mais uma distracção, embora o excesso de trabalho e as obrigações sociais também sejam apresentados como tralhas intangíveis que colocam obstáculos à felicidade. Não parece haver no fenómeno regras absolutas ou caminhos obrigatórios. " - Diz a Andreia Soares, autora do artigo.

 

Aqui está outro artigo, também do Público - Renata Monteiro, 2017

 

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 "O objectivo é tornar tudo “muito mais usável, orgânico e funcional”. “Imagina: se dissermos que gostamos de um livro e tivermos centenas de livros em montes, uns atrás dos outros, acabamos por não pegar nele porque é um volume tão grande de coisas que o nosso subconsciente também fica preguiçoso só de pensar ‘agora lá vou eu ter de subir àquela estante e pegar no livro que está atrás de tudo’". A organizadora cita uma autora que lhes chama “obstáculos”. “Se tiveres uma cozinha cheia de coisas, condimentos que não usas, esqueces-te que lá atrás tens farinha e fermento para fazeres panquecas”, lembra. “E tu até adoras fazer panquecas, mas depois cais na rotina de usar sempre as mesmas coisas porque nem tens tempo nem vontade para, de manhã, ires investigar por baixo do resto que não gostas.”

 

É tão simples assim. O minimalismo não tem regras. Nem sequer precisa de ser chamado de minimalismo. Trata-se de simplificar.