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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

05.02.19

O mundo conspira para me fazer feliz

Rita (porque minimalistas há muitas)

Bom dia malta.

 

 

Hoje gostava de vos deixar uma palavrinha sobre este tema, que há muito penso sobre ele. Mas primeiro, vamos às definições. 

 

veracidade

vərɐsiˈdad(ə)
 
nome feminino
 
1. qualidade do que é verdadeiro ou verídico
2. apego à verdadeexatidão, fidelidade
 
[veracidade in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-02-05 09:09:16]. Disponível na Internet: 

transparência

trans.pa.rên.ci.a
trɐ̃ʃpɐˈrẽsjɐ
 
nome feminino
 
1. qualidade ou estado do que é transparente
2. fenómeno pelo qual os raios luminosos visíveis são observados através decertas substâncias
3. qualidade do que transmite a verdade sem a adulterarlimpidez
4. qualidade de quem não tem nada a esconder
5. carácter do que não é fraudulento e pode vir a público (em matériaeconómica)
6. folha de plástico transparente, com texto ou gravuras, para uso noretroprojetoracetato
 
[transparência in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-02-05 09:10:55]. Disponível na Internet: ]
 
 
Mas Rita, que raio têm a veracidade e transparência a ver com a conspiração do mundo? Já vos explico. Como vos disse, penso nisto há muito tempo e ontem fez-se o clique. Vi uma misturada de "Maluco Beleza" do Rui Unas com os seus convidados - Ricardo Araújo Pereira e Mariana Cabral (aka Bumba na Fofinha), e falaram precisamente sobre isto, com mais incidência na transparência e não tanto na veracidade, porque cada um sabe de si, certo?
 
A verdade é que, sendo uma figura pública, o R.A.P. tende a criar uma espécie de distância entre aquilo que é a sua verdadeira entidade e personalidade e aquilo que deixa transparecer cá para fora. O que para mim faz todo o sentido, obviamente. Tanto o Ricardo como a Mariana são pessoas que vão dizendo as suas coisas, estão a borrifar-se para a opinião pública e mantêm-se controladinhos na medida do possível neste mundo bizarro.
 
Mas o que para alguns de vós pode ser considerado público, para mim é mais simples. Gosto de pensar que entre amigos e família, seja em casa ou num café, estou em ambiente privado. E o que o Ricardo disse no programa, mais uma vez, faz todo o sentido - sabem como é o Ricardo, certo? Com as suas referências bibliográficas sempre em dia, que uma pessoa (vá, eu) nunca retém - mas ele disse que num livro qualquer alguém escreveu que o mundo conspirava para o fazer feliz.
 
Mais um clique. Eu sempre achei que tive muita sorte, muita paz e muita felicidade neste mundo, mas nunca pensei neste ponto de vista. "Bolas, como é verdade", pensei eu. E é. Se virmos bem, aqui em Portugal, estamos no cantinho do céu. Que graças a esta conspiração, nunca tive grandes problemas. De vez em quando apanhamos um susto, sabem como é - mas resolve-se sempre. Mudam-se hábitos, vontades e bola para a frente. 
 
Mas e então, porque é que isto acontece? Porque é que eu acho que o mundo conspira para me fazer feliz? É tudo matemática. Soma-se uma vida de veracidade e transparência e subtraem-se as mentiras, a ânsia de controlo e a vontade de mostrar alguém que não eu. 
 
Atenção que nem sempre foi assim. Enquanto não me passou a fase de adolescência, não descansei - e só depois de me livrar dela é que percebi que o podia ter feito muito mais cedo, mas é um percurso que todos temos e só acorda quem e quando quiser. Desde ir contra a vontade dos póprios pais para estar com a paixoneta da altura, a faltar a uma aulita ou duas para passar tempo com amigos, enfim. Os meus passaram por um bocadinho de tudo, dentro dos limites aceitáveis para um pai, graças a esta conspiração. Que nunca me meti em grandes aventuras nem "desníveis", nunca meti um cigarro na boca nem apanhei borracheiras até estar bem dentro da faculdade (ou na Polónia, vá). 
 
Ora, os amigos que tenho, são bons. Muito bons. Não sei como raio tive tanta sorte, no meio desta loucura, mas agradeço-lhes do fundo do coração - alguns até lêem o que escrevo aqui, vá-se lá saber porquê.  Que mesmo se passarem meses sem nos vermos, é como se nem tivesse passado um dia, e as coisas mantêm-se iguais. Assim por alto, a contagem dos meus grandes amigos não dá para os dedos das mãos. Talvez os dos pés ajudem. Mas é muita gente.
 
"E que tal ires direta ao assunto, Rita?" Perguntam vocês. Bom, alguma vez se aperceberam que mentiras, intrigas e a vontade de mostrar alguém que não somos dá IMENSO trabalho? Puxa, só de pensar fico cansada. E na adolescência ainda tentei. Eu juro que tentei, mas cansei-me depressa. 
 
Nada me dá mais gozo nesta vida do que ser verdadeira e transparente. Pensem comigo. Não dá trabalho nenhum. Estou-me borrifando para o que as pessoas pensam. Não gasto dinheiro em coisas que não preciso para tentar impressionar alguém que não conheço. Não tenho intrigas dentro de mim (apesar de alguns de vós acharem que sim. Consigo explicar o meu ponto de vista, se ao menos deixarem esse orgulho de lado e queiram conversar comigo com transparência - esta é mesmo direta). Tento não pensar em nada nem em ninguém que me provoque náuseas. A cada dia que passa sou mais feliz. 
 
A CADA DIA QUE PASSA SOU MAIS FELIZ. E todos os santos dias digo que é impossível que isto aconteça no dia seguinte.  Ai, é tão simples... Se ao menos todos tentassem. Se ao menos nos encarássemos uns aos outros como se o outro não nos quisesse fazer mal ou não estivesse a fazer contas para daí a 15 anos nos deitar abaixo com algo que fizémos nos anos 90. Se ao menos tivéssemos as nossas intenções "escarrapachadas" na testa. Se ao menos tivéssemos a certeza que a pessoa que está à nossa frente com um sorriso enorme não esteja a planear a conspiração do século, não é?
 
Vivemos na dúvida graças à nossa própria espécie e natureza, e achamos que se formos iguais aos piores, que nada nos afeta - sem nos apercebermos que estamos a afetar tudo e todos a toda a hora. É uma bola de neve que nunca mais acaba. E eu acabei com isso em casa. Façam como eu, libertem-se. 
 
09.11.18

Fecha-se uma porta...

Rita (porque minimalistas há muitas)

Abre-se outra. Ou não? Nunca gostei muito da versão da janela. Dá muito trabalho para saltar, e quem me conhece sabe que nunca fui grande ginasta. Para mim, quando se fecha uma porta, abrem-se até duas ou três. Porquê? Porque sempre fui muito otimista. E com o otimismo vêm os resultados. Não duvido! Nunca viram o "The Secret"? Então vejam ou leiam

 

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"Mas para que raio vem esta agora falar-nos de otimismo e resultados?"

 

1. Porque tenho de terminar o desafio da escrita que não sou pessoa de desistir facilmente - Para além disso, o facto de estar a levar o meu tempo entre cada publicação está a torná-las melhores - mais meaningful - ou significativas. 

 

2. Porque tem tudo a ver com este blog, que já me abriu dezenas de portas desde que o criei. Não em termos de publicidade, porque como todos nós sabemos - Advertising sucks (a publicidade não presta - e eu não estou para isso) - mas sim em relação aos temas que vamos discutindo e à pesquisa que foi surgindo ao longo do tempo.

 

3. A tomada de decisões faz parte de nós. Define-nos. Acredito piamente que somos nós que traçamos o nosso destino, não me venham cá com coisas. - "Estudasses!" - E com as decisões fecham-se e abrem-se portas. Desde a camisola que vestimos de manhã à mudança de emprego no dia seguinte. 

 

4. Porque não é de medo nem de pessimismo que este planeta vive. Há tempo para tudo e todos temos os nossos maus dias, mas a "cada minuto que passas a autodestrir-te, são 60 segundos que nunca irás recuperar". A escolha é tua. 

 

5. Posso ter tido muita sorte na minha vida, mas o otimismo levou-me mais longe. Nasci no cantinho do céu - no interior de Portugal. Pode não se passar cá grande coisa, mas também não se passa mal. Ninguém se mete comigo, sempre tive o suficiente, tenho ótimas pessoas à minha volta e comida na mesa. Tenho aquecimento, roupa quentinha e muita saúde. - Mas também não dura para sempre se não lutarmos. Quantas vezes ouvimos falar de pessoas "que se estragaram"? Compreendem o que quero dizer?

 

Vamos lá lutar pelo que queremos! Lutar pela nossa felicidade, que mais ninguém o faz por nós. 

01.10.18

Desafio 30 dias minimalista #26 a #30

Rita (porque minimalistas há muitas)

 Olá malta 

Desafio para setembro.jpg

 

Com muita pena minha, chegámos ao fim do desafio. Mas que divertido e inspirador! Foi muito bom. Passo então a explicar:

 

#26 - Identifique o que te causa stress 

 

No dia 26 foi o meu aniversário! Correu tudo muito bem. Estive com a família e amigos. Paguei uns copos e no fim de semana diverti-me à brava num bar novo e com novas experiências que até me fizeram alucinar - no bom sentido, atenção. E mais não conto!  Há poucas coisas que agora me causam stress. Antes não. Era uma stressada e doida que corria atrás de tudo sempre com a sensação de estar a ficar para trás. Estou bem de saúde, de trabalho, de amores e de família. Não tenho filhos, não tenho preocupações. Por enquanto. .

 

#27 - Limpe a sua gaveta da bagunça 

 

Ai, pronto. Mais uma que ficou por fazer. Não é que não queira.. Mas assim que a abro fico tão assolada de maus pensamentos e energias que acabo por desistir. Já foi para a minha lista de tarefas e defini um alarme no telemóvel. Se calhar, hoje mesmo faço isto. Como raio cabe tanta coisa dentro de uma gaveta tão pequenina? Ela tem canetas, cabos, fios, carregadores, clips, papelada, pilhas, réguas e sei lá mais o quê. Garanto-vos que depois de a arrumar acabou-se a gaveta da tralha lá em casa. 

 

#28 - Abandone uma meta 

 

Lembram-se do meu milagre da manhã? Falei dele aqui e aqui. Decidi abandoná-lo. Pelo menos enquanto não regular o meu sono. Todos os dias decido deitar-me antes das 22h e todos os dias acontece algo que me impede ou me afasta do meu objetivo. Ontem precisei de sair para tratar uns assuntos depois de jantar. Ainda por cima bebi café às 21h. "Ah e tal, mas eu bebo os cafés que quiser e arranjo sempre sono na hora de dormir" - Sim, mas eu não sou assim. Se beber um café depois das 18h não durmo antes das 4 da manhã. Como de facto, hoje não estou fresca como as alfaces do lidl, mas cá me aguento. 

#29 - Desligue as notificações 

 

Desligo as minhas notificações todos os dias às 21 horas. Para quem não sabe, a maioria dos smartphones têm o modo de "Não incomodar", e eu defini o meu para as nove da noite. Pronto, é isto. 

 

#30 - Avalie as suas últimas compras 

 

Ui ui. Haverá por aí quem não queira fazer comentários sobre isto, que comentar sobre os nossos gastos ou finanças pessoais faz mal à saúde e faz aumentar o peso corporal. Ainda é um tabu no nosso país, e por isso mesmo é que gosto de falar no assunto. Eu cá falo sobre tudo e o primeiro que me mandar calar é o primeiro a ser ignorado. Tenho aprendido muito sobre finanças pessoais. Acompanho uma série de pessoas no youtube que direta ou indiretamente vão falando no assunto: 

 

Rachel Cruze 

Dave Ramsey

Chris Hogan

The Minimalists

Flávia Ferrari

The Fairly Local Vegan

Pedro Andersson - Contas-Poupança SIC

Lavendaire

TED - Ideas Worth Spreading

TEDx - Independently Organized TED Event

e tantos tantos outros... Procurem na net!

 

Bom, as últimas compras que fiz foram:

 

- Pagamento do condomínio;

- Mensalidade da Bimby;

- Mensalidade de um curso de Inglês no WSE;

- Mantimentos para casa (maioritariamente alimentação);

- Workshop de Macramé na Happy Handmade, pela Oficina 166 - Foi tão, mas tão bom!

- Combustível para o carro;

- Subscrição de um seguro para os meus óculos. 

 

O que APRENDI com este desafio?

 

Recapitulando:

 

- Faz bem passar no mínimo 24 horas sem net - Dá para fazer muito mais coisas e alivia a alma! hehe 

 

- A meditação é muito importante. Quem não acredita, é porque nunca experimentou. 

 

- Que não é necessário sermos tão rigorosos com certos objetivos pessoais estabelecidos por nós. Há que ter calma, pensar na solução mais eficiente e ir avançando sem stress e ao nosso ritmo. 

 

- Que todos os dias temos novas oportunidades para nos melhorarmos e fazermos upgrade em alguma condição mental, física, social, económica, familiar ou qualquer outra palavra acabada com qualquer outra terminação. Das duas uma - ou somos preguiçosos ou nem sequer nos apercebemos que devemos e podemos mudar. As pessoas tendem a ficar presas na mesma rotina no dia a dia. Comos se fôssemos feitos para trabalhar e para gastar o dinheiro em coisas que precisamos para trabalhar. Não é bem assim. Não é nada assim. 

 

- Aprendi a valorizar e a ver as pessoas que estão à minha volta.  Que só pelo olhar me dizem tanto. Pela expressão corporal, pelo à vontade, pela forma como falam comigo e pelo amor que esbanjam pelos olhos. Há dias que quase consigo ver pequenos coraçõezinhos vermelhos a saírem pela córnea, acreditam? Estejam atentos, possa. Percebam que se a aparência exterior é tudo para uma pessoa, é porque não tem nada para dar - só quer receber. Alguma coisa de muito errado aconteceu alguras nesta vida, mas os outros não têm de levar com as suas frustrações. 

 

- Que devemos apreciar a nossa solidão;

 

- Que devemos avaliar as nossas prioridades a cada passo do nosso objetivo. Que as coisas nem sempre correm como planeado e que não faz mal mudarmos o rumo;

 

- Que não faz mal deixar-me ir pelo coração - e que às vezes, é o cérebro que se mete ao barulho para armar confusão. 

 

- Apercebi-me que tenho sido exponencialmente feliz. Que quanto mais avanço no tempo, mais o sinto. Se me perguntarem se é possível ser feliz todos os dias, que não temos de trabalhar uma vida inteira para lá chegar? Sim. Claro. Todos os dias. Basta acordar. Basta ver os meus gatos a pedirem festas na barriga assim que chego a casa. Ou quando sinto água quente no corpo. Ou quando tenho comida na mesa. Ou quando o wifi funciona sem qualquer interferência.  É tudo uma questão de perspetiva. Estejam atentos

 

- Que cada um tem a sua estratégia para cada desafio e o adapta de acordo com as suas necessidades e formas de ver a vida. Existem os pragmáticos, os sistemáticos, os aborrecidos, os preguiçosos, e os lunáticos - como eu.

 

- Nada é fixo e tudo se transforma. Não há segundo que seja igual ao seguinte. Estamos um segundo mais velhos. Um segundo mais sábios. Um segundo mais ou menos felizes. Um segundo mais ou menos sujos. Um segundo mais velhos. Um segundo mais ou menos ansiosos. Enfim, vocês percebem. Estejam atentos

 

Boa semana para todos, que eu hei-de ter a minha!

 

 

29.09.18

Diagrama para a resolução de problemas

Rita (porque minimalistas há muitas)

Já disse algures numa publicação que fico sempre com o melhor das pessoas que numa ou noutra fase passam por mim e interagem comigo. Ontem foi um daqueles dias que tive de me despedir de alguém - porque se deslocou no mapa mundo e não por qualquer outro motivo, atenção - e que em pouco tempo deixou a sua marca e nem se apercebeu.  

 

Aqui vos deixo o que me deixaram - o diagrama que resolve todos os nossos problemas:

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É tão simples assim. Só não concordo com o "Podes culpar outra pessoa" - de resto está tudo ok. Cada um que tire as suas próprias conclusões. Façam disto o vosso wallpaper ou ponham na porta do frigorífico e quando se sentirem assolados por um problema de qualquer natureza leiam o diagrama com atenção e pensem numa solução. Levem o tempo que quiserem, não há pressa. Não pode haver pressa. 

 

A vida é muito curta para andarmos nesta azáfama diária e constante. Esquecemo-nos das nossas prioridades. Preocupamo-nos muito com o que se passa na vida dos outros e preocupamo-nos em seguir as suas vidas como se isso nos completasse. Como se fôssemos buscar as respostas da existência do universo ao vizinho do lado e como se nos sentíssemos melhor ao absorver o máximo de informação alheia para não pensarmos na nossa própria existência.

 

Todos gostam que de uma maneira ou de outra as pessoas se importem connosco e nos sigam e acompanhem como se fôssemos muito interessantes - é uma das nossas naturezas. Mas há que ter um limite. Ninguém é mais importante ou interesante que nós. E cada um sabe que a sua vida ou a dos seus mais próximos é muito mais importante do que qualquer outra. Porque não começar a vivê-la?

 

Cada um leva com o seu corpo, feitio, hábitos e defeitos todos os santos dias. Todos os dias temos de lidar connosco, e todos os dias surgem oportunidades para nos melhorarmos um pouquinho de cada vez. São 365 dias de oportunidades por ano. São 18250 dias de oportunidades em 50 anos. Que idade tens? Quantos dias já desperdiçaste? E se te dissesse que nada acontece por acaso e que todos e tudo o que interage connosco de alguma forma acaba influenciado por nós?

 

Porque não, começar a preocuparmo-nos com o que realmente importa? Porque não, lutar pelo que queremos? Porque não, chegar aos 80 e não nos arrependermos do que aconteceu para trás? Do que não aconteceu para trás? Vamos lá viver a nossa vida da forma que merecemos e não da que os outros merecem. Pára com essa ânsia e vontade de saber tudo o que se passa no mundo e à tua volta. Já chega. Importa-te contigo, vive por ti que ninguém te faz feliz se não te fizeres feliz primeiro.

 

E a carapuça, serviu?

18.09.18

Desafio 30 dias minimalista #10 a #15

Rita (porque minimalistas há muitas)

 Bom dia malta! 

2018-09-14 19.48.13-1.jpg

 

Chegámos a meio do desafio! Hands up para quem chegou até aqui! 

 

Tenho de vos confessar uma coisa... Não tenho seguido os números do desafio pelos dias do mês. Tenho consultado a lista dos afazeres e vejo mais ou menos o que tenho de fazer pela semana. Não é rigoroso, mas o que conta é a intenção, certo? Vamos lá então.

 

#10 - Nada de emails ou redes sociais até à hora do almoço 

Quanto às redes sociais, esta é fácil. Este meu novo eu nunca as consulta de manhã. Quanto ao email, depende. O email profissional obviamente que consulto assim que chego ao escritório. O pessoal ficou para canto esta semana. Não foi mau. De certo modo, foi muito libertador. De qualquer maneira, recebo mais spam e publicidade do que outra coisa. Quem se identifica?

 

#11 - Avalie os seus compromissos 

Avalio os meus compromissos sempre que posso. Compromissos para com amigos ou familiares, tento marcar sempre que possível - nem que seja um cafezinho. Mas todas as semanas gosto de estar com eles. Compromissos a nível de desenvolvimento pessoal são já mais complicados de manter, mas prometo-vos que estou a tentar ser o mais sistemática possível. 

 

#12 - Defina as suas metas para este ano 

Estamos a três meses e meio do fim do ano e digo-vos que as minhas metas para 2018 mudaram MUITO até aqui. Muito mesmo. Tanto, que já não me lembro muito bem do que me comprometi a fazer a 31 de Dezembro. Gosto sempre de reformular as minhas metas à medida que surgem ou que vão (risos ). Quem me compreende e me conhece, sabe do que falo. É tão fácil deixar as metas ir embora, certo? Sem nunca serem alcançadas. Este ano foi um ano de mudanças radicais. O minimalismo já vem do ano passado, mas a maior parte do resto, não. O blog ensinou-me muita coisa e cresci muito desde que o criei. A consciência mais ecológica e sustentável, o vegetarianismo e a melhoria constante e diária do estilo de vida fazem parte do meu dia a dia, agora. Até aqui andei a brincar às bonecas. - Acreditam que nos últimos 15 dias já li 3 livros? Na década anterior li ZERO. Portanto, as minhas metas não só estão definidas como foram alcançadas e sinto-me muito muito bem. 

 

#13 - Limpe o seu guarda-roupa 

O meu guarda-roupa tem estado organizadinho desde que chegou o minimalismo. Quanto à pilha para passar a ferro, já estamos a falar de outra coisa. A pilha não faz parte do guarda-roupa, certo?  - Vá, um passo de cada vez. 

 

#14 - Comece a aprender algo novo 

Como disse lá atrás, tenho andado a ler. Muito. Tanto, que os meus olhos andam a dizer-me para abrandar um bocadito. E com as leituras vêm aprendizagens. Há uma coisa que tenho vindo a tentar fazer, mas ainda é cedo para vos falar nisto. Conhecem o Milagre da Manhã de Hal Elrod? Pois. Deixem-me estabelecer e incorporar o método e logo vos conto como correu. - A 3ª Face, se quiseres faculto-te o livro. É muito bom! Nem que seja para compreenderes um pouco mais do que se trata e os motivos que se escondem por trás do levantar às 5 da matina. É uma boa leitura. 

 

#15 - Examine os seus hábitos diários 

Os meus hábitos diários... Ai, os meus hábitos diários que nunca chegam a ser hábitos. Estou sempre a mudá-los. Ora, eu tento fazer exercício físico todos os dias. Eu tento o milagre da manhã. Eu tento a leitura. Eu tento beber 2 litros de água. Por outro lado tento acabar com maus hábitos. Estes sim gostam de ficar. Mas se os outros conseguem, eu também consigo. E estou a trabalhar nisso! Não digam que não! 

 

O que já aprendi com este desafio?

Muita coisa.

 

Aprendi que na verdade, já faço a maioria das coisas sem me aperceber de que pertencem à lista. Desde o dia em que vi o documentário do Joshua e do Ryan (The Minimalists) que tenho sido exponencialmente feliz e que me tenho apercebido que criar este blog, foi a melhor coisa que fiz. Não, não aprendi isto com o desafio, mas o desafio tem aberto os olhos e horizontes para as profundezas do meu ser humano e para o que realmente importa neste mundo. Está bem, que todos os dias lemos e ouvimos frases inspiracionais mas sempre achei que não tinha tempo para pensar muito sobre elas e que quem o fazia, era porque não tinha mais nada para fazer. Hoje já não.

 

Hoje acredito na meditação. Acredito nos chacras (apesar de não saber muito sobre eles - uma área a explorar). Acredito no Feng Shui. Acredito no amor. Acredito no destino e acredito essencialmente que se deixarmos aproximar tudo o que é bom e afastarmos o que é mau, o instant karma resolve tudo. Hoje sou realmente feliz.

 

 

E sim, hoje estou lamechas. É só para quem merece.   

 

14.05.18

Quando nos apercebemos que somos realmente muito felizes.

Rita (porque minimalistas há muitas)

Ter a capacidade de nos apercebermos que somos felizes naquele momento exato, é uma benção. Às vezes dou por mim a abstrair-me de uma situação como se estivesse a sair do meu próprio corpo e a apreciar de fora. Penso cá para mim "bolas, esta é mais uma que podes adicionar ao teu portfólio da felicidade". Não vos acontece?

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Há uns anos, (depois da adolescência) quando me apercebi de que até então e na realidade tinha tido uma vida feliz com tudo o que preciso, comecei a apreciar o que realmente importava. Comecei a aperceber-me de que na verdade, podia escolher os verdadeiros amigos ao invés de me dar com todos e de me sujeitar aos dramatismos nacionais da sociedade só porque estavam ao meu alcance (diga-se em ambiente de escola e universidade).

Comecei a ouvir a natureza e o chamamento de algo que poderá desaparecer na próxima geração, se esta não conseguir resolver os problemas que nós criámos. Comecei a ouvir os meus avós com toda a atenção e apercebi-me que, de facto, nunca eles se chatearam comigo nem eu com eles - e quando falo de chatices, falo de qualquer tipo e pormenor - nunca! Comecei a dar valor a mim mesma e a escolher as pessoas que me fazem bem, livrando-me de toda a toxicidade que adorava espezinhar-me e empurrar-me para o meu lado mais tenebroso.

Por isso te peço, sociedade. Larga os facebooks e instagrams da vida e apercebe-te de que a felicidade está em todo o lado, basta estares atenta.