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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

05.11.18

Morte ao Plástico #1

Rita (porque minimalistas há muitas)

Viva a nova rúbrica!

plastic-3577044_1920.jpg

 

Já falei do plástico em dez publicações neste blog.

 

 

Sabemos que o plástico:

1. Deve ser  o primeiro a ser recusado;

2. Se não for recusado, deve ser reutilizado;

3. Não pode ser depositado no meio ambiente ao deus-dará - Porque o raio do deus-dará não dá nada em troca e as repercussões negativas do plástico ainda não são conhecidas. Seja ele PET, PU, PS, ABS, NYLON, PVC ou  PE - estima-se uma decomposição entre 100 a 2000 anos. Os 100 nunca foram confirmados e os 2000 - o deus dará ou não a quem de direito. 

4. Tem de ser substituído por outras alternativas. Praticamente qualquer peça de plástico neste mundo já tem um substituto. Sejam eles de foro higiénico, educacional, de suporte alimentar, social, económico. E a maior parte delas estão no meu grupo favorito do fb - Zero Waste Portugal.

5. É decomposto em microplásticos sem nunca desaparecer. Compromete a vida e existência de muitas espécies, incluindo a nossa. Recomendo "A Plastic Ocean", um documentário que salvo erro está no youtube - e no netflix. 

6. Faz parte do nosso dia-a-dia e estamos longe de o conseguir eliminar definitivamente nas próximas duas ou três gerações (estou a ser otimista?). Mas também sabemos que qualquer mudança parte de cada um de nós, por mais pequena que seja. É horrível que o plástico seja barato e mais horrível ainda que seja usado sem qualquer preocupação ambiental e sem suscitar qualquer tipo de hesitação na cabeça de grande parte da população.

7. Deve estar sempre nas nossas mentes e devemos sempre tentar encontrar alternativas. Pequenas mudanças como o uso copo menstrual, a compra de produtos em embalagens de vidro em vez de plástico (mesmo que tenha de gastar mais um pouco), sacos de rede na compra de frescos e escova de dentes de bamboo, fazem todo o sentido, não são assim tão caras e poupam-nos mais uma temporada de existência. 

8. Se já se encontra em quantidade enormuda (como diz uma das pequenitas mais fofinhas deste mundo), há que lhe dar o respetivo encaminhamento, nem que seja apanhá-lo do chão.

9. Surgiu no início do século XX (ano de 1901), com desenvolvimento acelerado a partir de 1920. Diga-se há 100 anos. - Como é que em 100 anos surgiram 8,3 mil milhões de toneladas de plástico no planeta [5]?

10. Faz até parte da nossa saúde oral, quanto mais da saúde do planeta?

 

Enfim, já falei um pouco sobre tudo.

 

Mas nem tudo é mau. 

1.PNG

(cliquem na imagem)

 

 E há de facto muito boa gente que declarou guerra ao plástico e que eventualmente há-de conseguir alterar mentalidades. 

Esta publicação vem na sequência do meu desafio da escrita - que por sinal está atrasadíssimo, e este é o meu contributo do dia 10. 

 

Esta é uma nova rúbrica, entre as outras todas que já criei. (Vá, é só mais uma - não se aborreçam) Este blog é meu, estou chateada com o plástico e a partir de agora digo o que me apetecer.

 

Guerra ao plástico! 

 

 

10.10.18

minimalismos da semana #8

Rita (porque minimalistas há muitas)

O microplástico no Quiosque da Joana e a aplicação que nos ajuda a identificar (e adicionar!) produtos que contêm microplásticos na sua composição. 

 

File:Microplastic particles influence in Perch Larval.png

"Cada vez mais estas pequenas esferas aparecem em produtos consumidos por nós.

Pasta de dentes. Cosméticos. Gel de banho. Champô. Detergentes. Bronzeadores."

"...já se encontraram microplásticos nas cervejas, no mel e até nas águas engarrafadas."

 

File:BEACH SAMPLING MICRO PLASTICS PROPORTIONS.jpg

 

(microplástico presente na amostra de areia em pirâmide)

 

 

02.04.18

A propósito dos microplásticos.

Rita (porque minimalistas há muitas)

Olá olá!

 

Este tema tem vindo ao de cima nos últimos dias. Ouvem-se notícias sobre microplásticos na água e no sal. Ouvem-se notícias de mais uma baleia que morreu com o estômago cheio de plástico. Ouve-se dizer que as tartarugas têm vindo a sofrer com as palhinhas e que a população das aves marinhas está a diminuir pelo mesmo motivo das baleias.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a poluição de plásticos nos nossos oceanos tem vindo a representar uma ameaça crescente e muito preocupante para a vida marinha. Um excerto (cujo artigo pode ser lido aqui):

 

"A produção mundial de plásticos tem vindo a aumentar desde 1950 e em 2013 estima-se que foram produzidas cerca de 300 milhões de toneladas (...) Em menos de um século de existência os detritos de plástico já representam cerca de 60 a 80% do lixo marinho dependendo da localização. Uma vez no ambiente, macro detritos sofrem degradação mecânica (erosão, abrasão), química (foto-oxidação, temperatura, corrosão) e biológica (degradação por micro organismos). A fragmentação do plástico é considerado ser um processo infinito e que pode continuar até ao nível molecular podendo levar à formação contínua de micro plásticos e até nano partículas de plástico (partículas com dimensão inferior a 1 µm), no ambiente."

 

Aconselho a vizualização do filme "A Plastic Ocean", disponível no youtube e no netflix. O documentário mostra o problema mundial do plástico e marcou-me imenso. Tanto, que me convenceu a aderir ao movimento do zero waste (desperdício zero). Aqui em baixo ficam algumas imagens que retratam 0,000000001% dos problemas relacionados com o plástico que se passam no nosso planeta - tentei não colocar algo que chocasse muito e suscetível de ferir a sensibilidade de alguns leitores, procurem imagens na net. 

 

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