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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

minimalismo para iniciantes

Rita (porque minimalistas há muitas), 02.09.19

Olá malta. 

Sinto que já devia ter feito esta publicação há muito tempo. Existem algumas dúvidas sobre a sua verdadeira essência e para muita gente, o minimalismo é um estilo de arquitetura ou de decoração. Para outros é tabu ou alvo de chacota.

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Para começar, o minimalismo não é um objetivo. É um estilo de vida. Trata-se de simplificar para que possamos aproveitar coisas e momentos mais importantes. Sim, pode refletir-se num estilo de decoração, como aliás acabará por acontecer inevitavelmente. Mas não só.

O minimalismo pode inicialmente surgir após uma vontade imensa de "destralhar" a casa ou depois de ter visto um documentário sobre o assunto. Nem precisa de ser direto, mas por uma questão ambiental também. Existem por aí muitos documentários porreiros (o netflix é um bom começo).

No meu caso foi o "minimalism", um documentário sobre as coisas importantes. Deu-se um clique e no próprio dia comecei a descartar e a dar coisas que não precisava.

Coisas que eu achava que precisava, mas que detestava. Os tapetes e os cortinados foram os primeiros. No caso dos tapetes, eu sempre disse que o chão dá muito menos trabalho a lavar do que os tapetes. Para além de serem objetos muito perigosos para os meus pés. Hoje, vivo muito melhor sem eles. Tenho um para usar na cozinha mas só para quando se faz comida ou se lava loiça para não andarmos a sapatinhar, depois arruma-se

Quanto aos cortinados, não sei porquê, mas irritam-me. Só tenho na sala e no quarto. E tenho no quarto porque o namorado lá me convenceu a pôr, depois de um ano de estarmos a morar nesta casa. É um rés-do-chão, e passamos a maior parte do nosso tempo na sala, logo os cortinados valem a pena por uma questão de privacidade e para termos alguma luz natural. Cortinados que já vinham com a casa (diga-se de passagem - os da sala, não os do quarto).

Depois, foram estas coisas todas. Tenho de voltar a destralhar um pouco, já acumulei algumas delas. Vocês sabem - CD's, toalhas de banho para 40 pessoas, panos de cozinha para um exército inteiro, etc.

Uma dica é dizer às pessoas para não vos oferecerem "coisas" no natal ou nos aniversários. Meias tudo bem, mais cedo ou mais tarde acabamos por precisar delas, mas toalhas e panos, normalmente duram a vida toda ou grande parte dela. Se as pessoas tiverem mesmo de dar alguma coisa, peçam antes experiências (um jantar, um bilhete de cinema ou de concerto) ou coisas que precisem mesmo para casa. Coisas que não tenham e que fazem falta. 

Mas afinal quem é que gosta de chegar ao fim do mês sem dinheiro na mão? Sabiam que o minimalismo resolve o problema?

Comidinha caseira, um guarda roupa simples com cores neutras, sem tralha em casa (que só dá trabalho a limpar) e passar uma tarde com a família em vez de no shopping são algumas das escolhas que podem fazer. 

Mais uma coisa, não adianta dizer-vos que coisas devem destralhar em casa se não souberem o que o minimalismo representa. É preciso fazer o contrário. Quando compreenderem a sua essência, o destralhe acontece naturalmente. A pessoa fica muito mais consciente quanto ao seu consumo e pensa duas vezes se vale a pena levar algum objeto para casa ou não.

Um objeto tem de servir algum propósito (se não mais) e faz parte das responsabilidades do seu portador perceber até que ponto é que lhe é útil. Não se sintam culpados por terem qualquer coisa em casa que não vos traz valor ou que simplesmente não gostam mais. Trecos que vos tenham sido dados no casamento ou postais que vos enchem uma gaveta, por exemplo.

Em primeiro lugar, a pessoa que vos deu isso já não se lembra, nem sequer se importa se guardam ou não. A verdade é que só o facto de vos ter dado alguma coisa, aliviou o seu estado de espírito e pouco importa o que vocês fazem com o objeto. Aqui fala mais alto o consumismo e a obrigatoriedade de ter de comprar alguma coisa, como se fosse um gesto de dizer o quão essa pessoa nos aprecia e gosta de nós.

É mais fácil comprar um jarro para pôr num canto da casa do que dizer "amo-te".

Não se esqueçam, menos é mais. É poder gastar o dinheiro em coisas que realmente importam, como fazer uma viagem grande para estar em família ou ir às compras para fazer uma churrascada com amigos em casa. É poder poupar mais dinheiro para algum problema que surja. É poder pagar créditos antecipadamente. É poder não gastar esse dinheiro em coisas supérfluas, tipo um vestido diferente para cada ocasião ou aquele cortador de legumes magnífico que aparece na TV. 

Não se esqueça que tudo o que não pode fazer nesta vida, fará na próxima. Deixe de perseguir objetivos inatingíveis e contente-se com o que tem. Não perca 80 horas semanais no emprego para poder comprar o seu carro ou a sua casa de sonho. Contente-se com o teto que tem. Evite que a criança que tem em casa cresça desapegada de si.

“OWNING LESS IS GREAT. WANTING LESS IS BETTER.”

Ter menos é bom. Querer menos é melhor.

Joshua Becker, Becoming Minimalist

  "Ame as pessoas e use os objectos. Porque o oposto nunca funciona" - The minimalists

Mais publicações úteis:

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De quantos objectos precisas para seres feliz? - Público 2013

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O meu cérebro enganou-me no fim de semana

Continuo a preferir o meu carro velhinho

O melhor presente de Natal que vi (até) hoje

Viver com simplicidade

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Finanças pessoais: O melhor plano para o sucesso financeiro

O minimalismo e o mundo digital

Ser minimalista no século XXI

 

 

35 coisas para destralhar em casa.

Rita (porque minimalistas há muitas), 30.08.19

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Na sala ou escritório:

1. CD's e DVD's (Há quanto tempo não usa um destes?)

2. Fotografias (Aquelas, do Joaquim - irmão do primo do seu cunhado, que ocupam metade do álbum que por acaso nunca abriu desde que o montou - o álbum, possa. Não o Joaquim.)

3. Material de escritório (Sim, essas 523 esferográficas que tem na gaveta.)

4. Postais (Ainda há quem guarde?)

5. Revistas (Vai querer relembrar, o quê, exatamente?)

6. Livros (Os que não lê, obviamente. Dão óptimos presentes de Natal.)

7. Brindes e presentes (Daqueles que nem lembram ao menino jesus. Coisinhas de baptizados e casamentos, por exemplo.)

8. Documentos caducados (garantias de equipamento, análises médicas, manuais de instruções, faturas, etc.)

9. Artigos decorativos (quadros, bibelots, tapetes feitos com trapos, flores secas que já cheiram a mofo, coisas roídas pelas traças, sabe como é. As coisas acumulam. )

10. Material de escola dos miúdos (cadernos, livros, desenhos, presentes do dia do pai e da mãe.)

11. Almofadas e mantas (se estão sempre no chão, são assim tão essenciais?)

 

Na casa de banho:

12. Maquilhagem (Tem mais de 12 meses? Fora com isso.)

13. Cremes de todos os tipos e feitios (Gaste-os. Não acumule. Não compre. Dica: o nivea serve para tudo.)

14. Toalhas (idem, aspas.)

15. Acessórios para o cabelo (elásticos, rolos, ganchos, secadores, alisadores e modeladores. )

 

No quarto:

16. Roupa interior (Daquela com buracos, sabe?)

17. Roupa de cama (De quantos conjuntos é que precisa mesmo? Há tanta gente a passar frio neste mundo... Doe o que não precisa.)

18. Roupa que já não usa (Aquela que vai ficando no fundo do armário, compreende? Por exemplo a saia que só combina com uma blusa às riscas que entretanto ganhou um buraco na axila? )

19. Acessórios (Bijuteria, cintos, óculos, chapéus, cachecóis, malas, suspensórios, o selim para montar o cavalo, etc.)

20. Brinquedos (Sim, esses que já não são usados pelo filho que acabou de sair da faculdade. Os brinquedos para adultos também entram nesta categoria.

21. Calçado (Incluindo as botas de equitação, galochas que usava em criança e tudo o que não usa no último ano nem vai usar no próximo.)

22. Cruzetas a mais (Daquelas com molas que ninguém gosta de usar, sabe?)

 

Na cozinha e despensa:

23. Comida (Especialmente as que vão ficando na prateleira. Especiarias, enlatados e decorações de açúcar.)

24. Sacos (Qualquer que seja o material, não deite no lixo. Vá usando, por favor. E não aceite mais.)

25. Eletrodomésticos avariados ou que não usa (máquina de fazer pão, abre latas eléctrico, máquina de fazer pipocas, despertadores, telemóveis da gaveta, máquina a vapor, descaroçador de cerejas, cortador de batata frita, aparelho de fondue de chocolate, ferro do leite creme, etc. Vai na volta, ainda ganha dinheiro com isto.)

26. Detergentes (todos os que não usa. Madeira escura, madeira clara, azulejos, inox, roupas coloridas, roupas escuras, nódoas de vinho. Comprende, não compreende?)

27. Caixas com e sem tampa (As 326 que só ocupam espaço no armário de cozinha, 'tá a ver?)

28. Medicamentos fora de validade (Entregue na farmácia.)

29. (In)utensílios (incluindo as 23 colheres de pau que tem em cima do balcão.)

30. Panos de cozinha (Se for como eu, que recebe pelo menos 5 por ano, tem um armário cheio deles, não é? Sabe aquele jantar de natal do ginásio com troca de prendas? )

31. Toalhas de mesa (Idem, aspas)

 

No computador:

32. Fotografias (Lembra-se das vezes em que tira 5 ou 6 fotografias exactamente no mesmo lugar e momento? Está na hora, Aurora.)

33. Assinaturas (Daquelas que usa duas vezes por semana. Para além disso, está tudo disponível de forma gratuita.)

34. Caixa de correio.

 

No sótão e na garagem:

35. Tudo (o que não usa há mais de um ano nem vai usar no próximo.)

 

E assim de repente, a casa ficou maior. 

Desafio da Escrita #16 - (minimalismo no) Escritório

Rita (porque minimalistas há muitas), 29.08.19

Lembram-se do Desafio da Escrita? Eu lembro! E por alguma razão fui deixando ficar para trás. Desculpem-me leitores. Desculpa-me totó

Ora, o tema de hoje é escritório.

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Para quem tem escritório em casa, sabe o que é viver no meio do caos. Normalmente é no escritório que se "depositam" coisas que não "cabem" em mais lado nenhum lá em casa. Por exemplo documentos, material electrónico já sem utilidade, livros, impressora sem tinteiros, material de artesanato, tábua de passar a ferro, roupa para passar a ferro, restos de tecidos e coisas para arranjar (Sim, eu levantei a cabeça e vi tudo isto no meu).

Até há bem pouco tempo, o meu escritório era a divisão que nunca tinha aderido ao minimalismo. É como se tivesse vida própria, compreendem? As coisas aparecem como que por força da magia lá dentro. Coisas inexplicáveis da vida. Aliás, os móveis que lá estão, servem precisamente para albergar "coisas" que não preciso, mas que de vez em quando uso - como os livros, o material de artesanato e peças de roupa para arranjar ou aproveitar. Uma coisa é certa, as peças de mobiliário vinham com a casa - não as comprei. 

De qualquer forma tento a todo o custo evitar acumular tralha no escritório, bem basta a que lá tenho. Os livros que vou lendo e que não gosto ou que já não preciso, ofereço no Natal. Estou numa de "gastar" o material de artesanato em presentes de aniversário, também. A pouco e pouco, as coisas vão desaparecendo. 

Dicas para organizar o seu escritório:

1. Destralhe tudo o que puder. CD's, documentos, faturas, fotografias antigas, revistas, telemóveis e carregadores, manuais de utilização, garantias de equipamento que já passaram de validade, esferográficas (afinal de quantas é que precisa?), brindes e lembranças de eventos.

2. Digitalize os seus documentos. Evite a acumulação de papel e mantenha só o essencial. O restante, organize em pastas e classifique-os por assunto, por exemplo: Casa, Finanças, Emprego, Carro. Não tenha papelada espalhada nem em cima da mesa.

3. Organize as suas gavetas. Mantenha as coisas que mais usa logo nas primeiras e use compartimentos se necessário. Evite comprar recipientes de plástico, uma simples caixa de chá serve. Os rolos de cartão do papel higiénico e latas de conserva são óptimos para guardar auriculares e outros cabos. 

4. Mantenha um cesto de lixo nas proximidades da mesa. Para quem faz artesanato esta dica é ainda mais importante. Descarte lixo imediatamente para manter a mesa limpa e organizada.

5. Arranje um lugar para todos os seus objectos. Se não conseguir, é porque não pertence dentro de casa. 

6. Mantenha apenas o essencial na mesa. Tudo o que não se usa com frequência, como material de escritório, livros e papelada deve estar arrumado no seu lugar.

7. Decore a seu gosto e abuse do verde. Um ambiente decorado à sua maneira tem um impacto muito positivo na sua produtividade e modo de encarar o escritório. Faça com que seja uma divisão acolhedora. Coloque plantas, pinte a parede e divirta-se.

8. Explore as paredes. Poupe o espaço horizontal ao colocar elementos em altura. Prateleiras são bem vindas. Calendário e lembretes também podem ser colocados na parede. Pode obter inspiração no Pinterest, tem muitas ideias!

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Um resumo do que ficou para trás:

1. Pegada (ecológica)

2. Vela

3. Dentes (e o desperdício zero)

4. Livro(s)

5. O Alho (e as minhas confissões)

6. Cinema (low cost ou não)

7. Gato(s)

8. Fruta (Feia)

9. Branco (no minimalismo)

10. Morte (ao Plástico #1)

11. (Ideias para) Estrelas (na Árvore de Natal)

12. (Fecha-se uma) porta...

13. (Morte ao Plástico #3 - As refeições nos) aviões

14. Decisão (Isto de ser adulto vem com muita responsabilidade)

15. Vida (=Igualdade)

31. Amor (O melhor presente de Natal que vi (até) hoje)

 

Ser minimalista no século XXI.

Rita (porque minimalistas há muitas), 27.08.19

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Sim, porque se pensarmos no tempo dos nossos avós, toda a gente o era. Pelo menos em Portugal. Não pelos motivos mais felizes.

Muitas vezes me conta histórias o meu avô, do tempo em que ia descalço para a escola. Do tempo em que o seu pequeno almoço era uma fatia de pão atrasado com aguardente queimada. Ou quando comia o rabo de uma sardinha, por ser o mais novo de 3 irmãos. Mais tarde, foi dado como morto na Guiné e não se conseguia casar com a minha avó quando veio para cá. 

Coisas impensáveis nos dias que correm. Não, hoje os problemas da sociedade são outros. 

Hoje queremos o smartphone que sai no mês que vem. Queremos o que os outros têm, que por sua vez obtiveram porque alguém lhes mostrou que tinha. Queremos ser mais felizes que o vizinho - que todos os dias nos apresenta um sorriso e se nota que é feliz, como se tal felicidade fosse causada pelo carro topo de gama que tem na garagem, ou mesmo pela casa de férias nas Bahamas.

Não, minha gente. O vizinho provavelmente acabou de ensinar o neto a andar de bicicleta. O vizinho descobriu que a filha está grávida pela segunda vez e está a imaginar-se a pegar na pessoinha quando vier cá para fora. Ou então a senhora sua esposa saiu do hospital já fora de perigo, depois de uma longa temporada de exames médicos. 

Estamos sempre descontentes com as nossas circunstâncias. Só para terem uma ideia, há gente que faz créditos de 25 anos com prestações mensais de 300€ para comprar um BMW - não estou a brincar. 

Estamos descontentes com a "miséria" do nosso salário. Não chega nem de perto para as tecnologiquisses ou para a viagem dos nossos sonhos. Não chega para comprar a roupa que queremos. Ora, não chega para nada. 

No entanto, o dinheiro estica e vamos sobrevivendo de uns meses para os outros. Que remédio, pois bem. Temos um teto que nos abriga da noite. Temos comida na mesa. Temos cuecas e meias lavadas para vestir todos os dias. Ou pelo menos, eu dou graças por ter tudo isto. 

Vamos lá ver, eu não sou praticante. Não sou religiosa. Sou uma mulher da ciência e acredito que as circunstâncias são criadas por nós ou são simplesmente coincidências. O mundo é pequeno, as coisas acontecem. No entanto, acredito que tudo o que nos acontece se reflete mais tarde e naquilo que é o nosso destino. 

Dou graças aos meus pais por me terem dado uma educação de valor, por me terem pago um curso superior e por me terem apoiado incansavelmente quando quis mudar a meio do primeiro ano. Dou graças ao centro de emprego que me encontrou o primeiro estágio e me permitiu que não parasse de trabalhar desde então. 

Dou graças à proposta de doutoramento que me permitiu passar por uma mudança radical e por me ter apresentado o minimalismo. Por me ter deixado pensar por mim mesma, que afinal vai contra a maré. Por me ter deixado expandir os meus horizontes e por me ter permitido estudar a filosofia.

Ser minimalista no século XXI é saber dizer que não. É saber votar tanto no governo como nas lojas onde fazemos as nossas compras.

É saber que mais é menos. É saber distinguir entre o que precisamos e o que queremos só para nos encher o ego. É preferir passar uma noite em casa a jogar jogos de tabuleiro com amigos e passar uma tarde a ler um bom livro em casa.

O minimalismo não é ter menos de 100 coisas ou dormir no chão. Não é andar de sofá em sofá com uma mochila às costas nem usar o mesmo par de calças o ano inteiro. Não me canso de dizer isto. Há quem o faça. Cada um vive o minimalismo como quer e não há regras.

Eu não o faço. Tenho a minha casa, tenho mais de 100 coisas e não durmo no chão. Tenho serviço de TV e internet, tenho uma bimby, vou a restaurantes e gosto de passear. Não ando por aí a dizer que sou minimalista, só as pessoas que lêem este blog sabem que o sou. E felizmente não se metem comigo a respeito disso. 

O minimalismo faz parte de mim. Acordou-me. Dou graças ao mundo por me ter mostrado o conceito e por fazer de mim uma pessoa muito mais completa do que era há uns anos atrás. 

Bom, isto tudo para dizer que há quem o faça e quem consiga remar contra a maré do consumismo. Não é preciso andar sempre em cima do acontecimento para ser feliz. Aliás, é precisamente o contrário. 

Faça uma pausa. Tire 15 minutos do seu dia e olhe ao redor. Porque é que está nesse lugar?

. Talvez esteja numa esplanada a beber um café ao final da tarde. Não é bom, poder tomar esse café e estar um sol de meter inveja?

. Ou então está no emprego, sentado(a) à secretária em frente do computador. Eu prometo que não digo ao patrão. Mas, e que tal? Poder estar num sítio que lhe dá dinheiro em troca do seu serviço?

. Está em casa, sentado(a) no sofá? Com o marido ou a esposa ao lado e com o filho a brincar no chão da sala? Ora que glorioso. 

Agora pegue num bloco de notas e escreva os motivos da sua gratidão. 

Faça isto todos os dias até se habituar a ver o mundo com outros olhos. Até se gratificar por estar sentado(a) na sanita e poder estar o tempo que quiser. Em Auschwitz e Birkenau, isso não era possível.

E agora vem o momento da propaganda. Viva ao minimalismo. Viva à expressão de liberdade e à consciencialização do povo. Deixem-se de coisas e abracem o que têm. 

Fui ao casino.

Rita (porque minimalistas há muitas), 19.08.19

Cassino, Jogo De Azar, Máquinas Caça Níqueis

Oh, se fui!

E não é que não gostei nada da experiência? Quero dizer, eu até entrei com 10€ e saí com 50€, devia estar a sentir-me bem com isto de ganhar dinheiro, mas caramba - não gostei nada daquilo. 

Primeiro, porque toda a gente tem as caras viradas para as máquinas e para os jogos de mesa como se não existisse mais nada no mundo e como se estivessem com uma dor de barriga de não chegar a tempo da casa de banho. Parecia que estava num episódio de Black Mirror.  Além do mais, têm de tal ordem uma poker face que até enerva. Estejam nas máquinas ou na roleta. 

Segundo, porque é tudo tão escuro e com cores de discoteca e de bares noturnos, que fazem lembrar as danças de varão que aparecem nos filmes. Um ambiente super pesado. Não pensem que vão para lá divertir-se, porque mesmo que tenham uma conta bancária que pague 500 Ronaldos e Beyoncés, acho que nunca ninguém gostou de gastar dinheiro à bruta. Ricos não se fazem em casinos. 

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Terceiro, porque pela primeira vez na minha vida senti aquelas-más-energias-que-só-pessoas-estranhas-é-que-sentem a tal ponto de eu ter ficado com um peso muito pesado no estômago. Comentei até com o meu namorado. Sabem aquela sensação de saberem que vão ser despedidos do emprego, de não terem qualquer prospectiva de trabalho nos próximos 5 anos e estão prestes a  perder a casa e a entrar no gabinete dos recursos humanos? Foi assim que me senti. Isto só passou umas duas horas depois de ter saído de lá. 

Ora, pensem comigo. De que outro modo o casino conseguia pagar ordenados a dezenas de pessoas se os clientes ganhassem dinheiro lá dentro? Juro-vos que vi umas 40 pessoas a trabalhar lá dentro.

Outra coisa, para eu sair de lá com 50€ foi preciso alguém perder 100€. Alguém que não é o dono do casino, obviamente.

Bom, eu fui porque me convidaram. Por uma questão de convivência entre amigos e porque nunca lá tinha estado  nem nunca me tinha ocorrido tal coisa. A verdade é que detestei.

Fica aqui uma das minhas aventuras como minimalista num mundo que não meu, quase como se fosse de outra galáxia. Acho que me sentia mais confortável em Marte. 

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O minimalismo e o mundo digital.

Rita (porque minimalistas há muitas), 01.08.19

Olá malta.

Hoje quero falar-vos sobre o mundo digital e a forma como o inserimos no nosso minimalismo. É nosso, porque como já sabem, cada um vive o minimalismo como quer, com as suas próprias "regras" e guidelines.

Ora, quem está atento às suas atitudes diárias acaba por se aperceber da sua atividade digital e do tempo que passa a olhar para um ecrã. Seja ele uma TV, um telemóvel, um monitor de pc ou um relógio inteligente. Eu costumo estar alerta para este tipo de coisas e sei quando devo parar e passar para outra. Há coisas das quais já desisti, como por exemplo o facebook e o instagram.

Há uns tempos, neste post, disse que para além das redes sociais, ia deixar de assistir a conteúdo no youtube, TV, Netlfix e em todo o tipo de streams. Eh pá, eu experimentei. Cancelei o Netflix, do qual não me arrependo. Reduzi as minhas subscrições no Youtube de mais de 200 para 38.

Mas há coisas que não vale a pena levar ao extremo, e apesar de ter reduzido o meu tempo de TV e afins em 80%, ainda há coisas que vou vendo, como por exemplo:

- os Podcasts dos The Minimalists (que por acaso são muito melhores do que qualquer livro que escreveram, não caiam na cantiga),

- os sketchs da Porta dos Fundos, 

- Travel and Share (um casal que viaja de autocaravana, e que só representam o meu sonho de vida, por favor não digam nada ao namorado),

- O Talkshow de Tom Bilyeu,

- FULL audiobooks for everyone (agora ando a ouvir o Conde de Monte Cristo... Oh que loucura. Todos os dias tenho um encontro com ele.   O namorado já nem liga), 

- TEDx Talks, Refúgio Mental, Amy Landino, Bumba na Fofinha, Weird History, Pedro Andersson - Contas Poupança, - Cactus TV, entre outros.

Quanto às aplicações no telemóvel, também reduziram em cerca de 70%, mas há coisas que não dispenso, como o bloco de notas, o booking, a do banco, cineplace Tkt (adoro cinema, vou uma vez por mês, mais ou menos), google maps, MBWay, Spotify, Whatsapp (possa, também era melhor - se não tenho facebook nem instagram, ao menos que me perca nos grupos infindáveis de pessoas  e Tody. A Tody é, nada mais nada menos, do que a melhor aplicação digital para quem gosta de manter uma rotina de limpeza por casa. É a MELHOR. Experimentem. E garanto-vos que já experimentei muitas. Se há coisa em que não sou minimalista é nas minhas listas de limpeza doméstica. Manter o plano é que já é mais complicado, mas vou fazendo os possíveis. 

 Isto tudo para vos dizer o quê?? 

Ah, já sei. Para vos dizer que o minimalismo não é ter menos do que 100 objetos nem viver numa casa sem água de rede nem luz. Tudo tem o seu lugar e cada um vive como quer. O minimalismo trata-se de um estilo no qual se simplificam vidas e onde menos é mais. No qual estamos mais alerta para o que se passa à nossa volta e não nos deixamos levar pelos padrões da sociedade nem estamos sempre a par das 300 milhões de novidades que acontecem todos os santos dias, sejam elas tendências de moda, tecnologia ou promoções desnecessárias nos supermercados. 

A tecnologia principalmente, é coisa que me irrita solenemente. Detesto ver grupos de pessoas em locais públicos a olhar para os telemóveis sem falarem uns com os outros - ao ponto de haver sítios sem wifi para que isso não aconteça.

Uma das minhas atividades favoritas é deixar o telemóvel em casa quando sei que vou estar ao pé de uma ou duas pessoas entre as 5 que me costumam contactar através do telemóvel. Há coisas que não o dispensam, obviamente. Mas eu não tenho filhos que se possam magoar na escola nem tenho um trabalho onde ocorram emergências 24 horas por dia. 

E por isso, deixo-vos aqui dois desafios.

Não têm filhos? Não têm um trabalho que precise de vocês fora do horário laboral? Não têm familiares que precisam de cuidados emergentes? Vão tomar um café com amigos?

1. ENTÃO DEIXEM O TELEMÓVEL EM CASA.

Uma ou duas horas não fazem mal a ninguém, e se for preciso avisem os vossos com antecedência. "Olha vou estar com a Lisete e não levo o telemóvel, qualquer coisa já sabes". Ou "vou fazer uma caminhada a tal sítio, se não aparecer dentro de 3 horas chama alguém". É libertador. Garanto-vos.

Fora isto, um bom fim de semana a todos e...

2. Experimentem passar o próximo sábado sem olhar para um ecrã.

 

Quando a produtividade e o minimalismo se encaixam entre as suculentas e o conteúdo digital.

Rita (porque minimalistas há muitas), 15.07.19

Este título não faz muito sentido, pois não? Ora vejam. Às vezes, dou por mim a divagar e a explorar a net como se não houvesse amanhã. Pinterest e Instagram, principalmente. Então, depois de ter deixado a TV e o Netflix, pior ainda.

Ultimamente são as suculentas. Ai que emoção, ver todos aqueles arranjinhos saudáveis de suculentas mini em vasos super fofos. Até decidi ter a minha própria coleção. É uma coleção saudável, não me digam que não. Passo tardes inteiras a tratar delas e acaba por ser uma terapia ao ar livre com direito a absorção de vitamina D.

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Quanto às suculentas, está tudo ok. Mas e então, as horas que passo a navegar na net? A dada altura dou pela minha consciência a dizer-me para parar, que não somos "senhoras" de nos perder com conteúdo digital. Afinal de contas, sou minimalista.

Pronto, pronto. 

Há dias encontrei uma publicação sobre produtividade na minha segunda plataforma digital preferida, a Medium. Falava sobre como aumentar a produtividade e diminuir a procrastinação em trabalhos de escritório. Ora, para quem não sabe, eu faço parte de um projeto financiado pela FCT, sou aluna de doutoramento e o meu trabalho está relacionado com investigação na área das energias renováveis. Um doutoramento é sempre uma mais valia. Não pelas oportunidades de carreira em Portugal, mas pela série de epifanias que tenho vindo a descrever até aqui, que de outro jeito não teria lá chegado. Eu sou a prova viva disso.

Mas como sabem, um doutoramento não se faz de epifanias nem de falinhas mansas e nem tudo é um mar de rosas. Também precisa de muita nutrição e concentração durante longos períodos de investigação, e às vezes lutamos muito para que a motivação não venha por aí a baixo. 

Esta publicação dizia que a produtividade aumenta quando tiramos um número razoável de pausas durante o nosso dia de trabalho. No meu caso, trabalhar 25 minutos e tirar uma pausa de 5 revelou-se muito produtivo. Juro-vos que nunca pensei que resultasse. Eu dou por mim completamente concentrada no que estou a fazer porque sei que dali a 25 minutos tenho de tirar uma pausa, e quero "produtivar" e otimizar o meu tempo.

Ora, tirar 5 minutos de 25 em 25 num trabalho diário de 8 horas equivale a 60 minutos de pausa. Mas garanto-vos que este, é o único tempo que vão perder (ou ganhar, dependendo do ponto de vista). Infelizmente, bem sei que nem todas as entidades patronais autorizam este método. Deviam com certeza apostar mais neste tipo de incentivos e não tenho a menor dúvida de que iria resultar.

Nestas pausas podem sempre beber um café, caminhar pelo local de trabalho, "bater um papo" com os vossos colegas de trabalho e beber um copo de água. Para quem não tem colegas, pode sempre abrir um bom livro e ler duas ou três páginas. Nada de conteúdo digital. Trata-se de mimarmos os nossos olhos e corpo. Ora imaginem se em dez ou 11 pausas bebermos um copo de água e caminharmos um pouco? Tem tudo para dar certo. 

Há uns tempos ouvi falar de uma empresa que num período experimental, deu as quartas feiras aos empregados e a produtividade aumentou bastante, só porque eles achavam que não iam ter tempo para fazer tudo o que costumavam fazer.

E da produtividade, vem o minimalismo - que me permite não pensar em mais nada fora do contexto onde me encontro. Se trato das suculentas, não penso no trabalho. Se estou num parque com amigos e família, não penso nas suculentas (ou tento não pensar, vá - Não sou conhecida por ser a dama de ferro, if you know what I mean). E se estou no trabalho, com este método XPTO, não penso em navegar na net sem fundo nem no que vou fazer logo à noite. Porque, lá está, não lhes dou tempo.

Há prioridades e prioridades. A minha não é o multi tasking nem matar-me com 15 horas de trabalho improdutivo. Trata-se de nos mantermos focados e motivados para produzir mais com menos. Trata-se de trabalharmos para nós mesmos e trata-se de nor mantermos sãos. Que de loucura está o mundo cheio, não é mesmo?

 Beijos! 

Cinco meses sem facebook, quatro sem vir aqui e outro tanto cheio de novidades

Rita (porque minimalistas há muitas), 28.06.19

 Olá malta! Como é que é?

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"Epah, Rita... tens de vir aqui mais vezes. Isto sem ti não é a mesma coisa. Pensámos mesmo que tinhas desistido desta vez."

Sim, vocês - que não cancelaram a subscrição deste blog - são os melhores do mundo. Obrigada pelo apoio que me têm dado e obrigada por não desistirem de mim. Desculpem a minha ausência, mais uma vez.

Acontece que o blog já não estava a ir por um bom caminho e comecei a escrever coisas que na verdade não deveriam fazem parte do meu portefólio. A partir do momento em que comecei a usá-lo para enviar mensagens particulares (ou "indiretas") a individualidades específicas - aka - a desviar-me do caminho do minimalismo, tive de dar um passo atrás para agora chegar em força. 

Toda a gente tem destas coisas, não tem? Desviar-se dos seus princípios morais e ter de se afastar por uns tempos? Vá, digam-me que sim. Não posso ser a única. Por favor? 

 

 

As pessoas mudam, e é sempre bom apercebermo-nos de quando estas mudanças não nos favorecem em prol de uma vida mais satisfeita e feliz. Eu considero-me uma pessoa que está em constante mudança, e ocasionalmente não tomo as melhores decisões. Em vez de avançar - vou para trás. "É a vida", right?

 

Bom, avançando. 

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Fui fazer as contas. Cinco meses sem facebook - cinco meses com menos ansiedade e vontade de keep up with the Joneses - ou Kardashians, vá.  Não podia ter tomado melhor decisão e se soubesse o que sei hoje, nunca tinha criado uma conta por causa do raio do farmville. Lembram-se? Alguém por aí fazia as contas aos minutos para colher os morangos e tirar o leite às vacas? Isso. Não se preocupem, também o fiz

Vamos lá ver. Uma vida sem facebook é como viver numa quinta isolada onde só deixamos entrar quem realmente importa e onde podemos andar nus à vontade sem nos cruzarmos com pessoas que não queremos. Estão a ver aquela situação politicamente correta de não "poder" remover amizades porque se trata do nosso chefe ou o padrinho de casamento do nosso melhor amigo? Imaginem-se agora despidos na vossa quinta facebookless e terem de deixar entrar essas "amizades". Ui, que bonito. Bela imagem que vos deixei agora.  Foi uma decisão fácil de tomar quando pensei nas coisas desta forma. 

E sim, desde que deixei o facebook que me sinto muito mais à vontade com os meus amigos e familiares. Não digo que me pavoneio nua à frente deles (até porque não há nada de bonito para se ver) mas todos os dias crio laços muito fortes e passo por experiências que de outra forma não aconteceriam. O meu tempo de ecrã diminuiu. A vida diária é muito melhor e mais concentrada no que tenho para fazer em vez de estar a par de tudo o que os outros fazem. Digo-vos... só não acabo com o instagram porque uma pessoa muito querida me pediu. 

E depois da experiência de 5 meses sem facebook? Tambores por favor!

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Vai a televisão por cabo, netflix, youtube e todo o tipo de streams. Isso mesmo que leram. Vocês sabiam que em média uma pessoa gasta entre 35 a 40 horas por semana a ver televisão? Fora redes sociais e youtube! É muito tempo. Tempo para arrumar a casa e receber os meus amigos para as noites de jogatana que tanto adoro. Tempo para cozinhar a sério e tempo para passar no meu pseudo-jardim no terraço e com a minha coleção de suculentas.

Ainda só passaram 24 horas mas já sei que é para continuar. Não gozem comigo - mas até aqui, a minha sala de estar (e provavelmente a maior parte delas neste planeta) estava centrada no sofá e na televisão. Mudei tudo. Agora tenho um cantinho para a TV - porque não moro sozinha e era muito radical livrar-me do aparelho - outro cantinho para a leitura (mesmo ao pé da janela, que bom ) e outro para as noites de jogatana e para o aquário! Tudo em partes iguais. Nada se destaca e tudo é importante.

Não assisto a uma única série - e olhem que deixei muitas a meio! Quem tem Netflix e quem não tem, sabe do que falo. 

- E a casa de papel, Rita? Vai estrear em menos de um mês! - perguntaram-me ontem (a meio de uma noite espetacular que se tivesse acontecido antes, eu não tinha estado por causa do raio da TV e do youtube).

- Não quero saber! - respondi eu de peito inchado e nariz empinado!

Há realmente muitas outras coisas que vos quero contar, mas esta publicação já vai longa. Haverá mais!

Beijinhos e muito obrigada. 

Destralhe anual: 1 - 13 jan

Rita (porque minimalistas há muitas), 13.01.19

Olá olá olá!

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Lembram-se dos desafios que lancei há uns dias? Pois é, apesar de a minha casa já estar bem "destralhada" eu vou tentar desfazer-me de um objeto por dia, em 2019. Já vos tinha dito que em média, cada casa tem mais de 300 000 objetos? Quantos deles ficam esquecidos no fundo da gaveta ou do armário? Dito pelos The Minimalists, não estou a inventar! Acumula-se muita coisa! Eu gosto de me concentrar nas coisas que realmente importam e detesto perder tempo com objetos que não trazem significado nenhum à nossa existência. 

 

Como o caso destes aqui em baixo:

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São 13 objetos de maquilhagem. Cada um para os 13 primeiros dias do ano. Sabem há quanto tempo não uso maquilhagem? Há mais de um ano! E tenho mantido isto "para o caso de...". Conhecem bem estas palavras, certo? - "Ai, nunca se sabe... Sei lá, posso ter de ir a um casamento daqui a 3 anos. Ou imagina que tenho de ir a uma entrevista de emprego?" 

 

Acontece que a maquilhagem tem muito pouco tempo de vida útil (para os meus hábitos). E sinceramente, não adianta manter este tipo de coisas por casa. Quando conheci o minimalismo, foi como se tivesse acordado de um sonho irrealista, sabem? Os padrões da sociedade existem para manter os lucros das grandes empresas, já todos sabemos isto e não é novidade para ninguém. Hoje em dia tenho um ou dois cremes e chega bem. Pena ter dado os meus vernizes há uns meses, porque davam bem para um mês inteiro.  Já sei qual será o meu próximo destralhe - material de escritório!

 

Nota: Atenção que não é só desfazermo-nos de coisas à toa, só porque sim. Têm de ser coisas que já não precisamos e que já não trazem alegria às nossas vidas. Bom destralhe!

Desafio da Escrita #9 - Branco (no minimalismo)

Rita (porque minimalistas há muitas), 22.10.18

 Olá malta! 

 

Atrasada, mas ainda não me esqueci do desafio nem vou desistir, só para que saibam . Confesso que ultimamente tenho andado muito ocupada com uma série de acontecimentos - desculpa totó - mas cá estou para mais uma palavra deste magnífico desafio que tanto me faz analisar tudo à minha volta. Pensei muito no branco e na mensagem que deveria passar enquanto autora do blog e enquanto recém minimalista e que fosse de encontro aos pilares deste meu cantinho. Por isso cá vai.

 

Beach, Curtain, Decorations, Flower Bouquet, Flowers

 

Desde que moro sem os meus pais que me lembro de ter esta enorme vontade de ter uma casa imaculada cheia de branco - de certeza que há por aí alguém que se identifique comigo... certo?  - Aquela sensação de paz e brilho, em dias ensolarados com cortinas a esvoaçar e a nadar na brisa que entra pela janela, como se estivéssemos na ilha da lua de mel, no último filme do Crepúsculo. Estão a ver, não estão? 

 

O branco sempre me deu muita paz de espírito, e bem sabemos que as casas em Portugal (as casas do povo, diga-se) não são propriamente feitas de vidro nem deixam entrar assim tAAAnta luz. Mas a geração do desenrasca e as anteriores fazem o que podem, na medida do possível. E o que não falta para aí são objetos COMPLETAMENTE ESSENCIAIS (ok malta?) brancos para ter em casa. 

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Ora de acordo com uma página brasileira, o branco significa "paz, pureza e limpeza" - três palavras que têm tudo a ver com o minimalismo, não acham? E quanto mais nos rodeamos com esta cor, mais brilho e clareza trazemos às nossas vidas. "É uma cor que sugere libertação, que ilumina o lado espiritual e restabelece o equilíbrio interior. (...) Um ambiente branco proporciona frescura, calma e dá ideia de maior espaço, proporcionando a sensação de liberdade. Em excesso, pode dar a impressão de frieza, vazio e impessoalidade. Por isso, sugere-se a conjugação com objetos coloridos. O branco oferece uma combinação perfeita com qualquer outra cor."

 

E vocês, gostam deste estilo minimalista-que-mais-me-parece-uma-mania-contemporânea-e-abusiva-e-que-se-calhar-não-dura-para-sempre? Têm dicas low cost? Digam coisas nos comentários!

 

Beijinhos