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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

minimalismo para iniciantes

Rita (porque minimalistas há muitas), 02.09.19

Olá malta. 

Sinto que já devia ter feito esta publicação há muito tempo. Existem algumas dúvidas sobre a sua verdadeira essência e para muita gente, o minimalismo é um estilo de arquitetura ou de decoração. Para outros é tabu ou alvo de chacota.

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Para começar, o minimalismo não é um objetivo. É um estilo de vida. Trata-se de simplificar para que possamos aproveitar coisas e momentos mais importantes. Sim, pode refletir-se num estilo de decoração, como aliás acabará por acontecer inevitavelmente. Mas não só.

O minimalismo pode inicialmente surgir após uma vontade imensa de "destralhar" a casa ou depois de ter visto um documentário sobre o assunto. Nem precisa de ser direto, mas por uma questão ambiental também. Existem por aí muitos documentários porreiros (o netflix é um bom começo).

No meu caso foi o "minimalism", um documentário sobre as coisas importantes. Deu-se um clique e no próprio dia comecei a descartar e a dar coisas que não precisava.

Coisas que eu achava que precisava, mas que detestava. Os tapetes e os cortinados foram os primeiros. No caso dos tapetes, eu sempre disse que o chão dá muito menos trabalho a lavar do que os tapetes. Para além de serem objetos muito perigosos para os meus pés. Hoje, vivo muito melhor sem eles. Tenho um para usar na cozinha mas só para quando se faz comida ou se lava loiça para não andarmos a sapatinhar, depois arruma-se

Quanto aos cortinados, não sei porquê, mas irritam-me. Só tenho na sala e no quarto. E tenho no quarto porque o namorado lá me convenceu a pôr, depois de um ano de estarmos a morar nesta casa. É um rés-do-chão, e passamos a maior parte do nosso tempo na sala, logo os cortinados valem a pena por uma questão de privacidade e para termos alguma luz natural. Cortinados que já vinham com a casa (diga-se de passagem - os da sala, não os do quarto).

Depois, foram estas coisas todas. Tenho de voltar a destralhar um pouco, já acumulei algumas delas. Vocês sabem - CD's, toalhas de banho para 40 pessoas, panos de cozinha para um exército inteiro, etc.

Uma dica é dizer às pessoas para não vos oferecerem "coisas" no natal ou nos aniversários. Meias tudo bem, mais cedo ou mais tarde acabamos por precisar delas, mas toalhas e panos, normalmente duram a vida toda ou grande parte dela. Se as pessoas tiverem mesmo de dar alguma coisa, peçam antes experiências (um jantar, um bilhete de cinema ou de concerto) ou coisas que precisem mesmo para casa. Coisas que não tenham e que fazem falta. 

Mas afinal quem é que gosta de chegar ao fim do mês sem dinheiro na mão? Sabiam que o minimalismo resolve o problema?

Comidinha caseira, um guarda roupa simples com cores neutras, sem tralha em casa (que só dá trabalho a limpar) e passar uma tarde com a família em vez de no shopping são algumas das escolhas que podem fazer. 

Mais uma coisa, não adianta dizer-vos que coisas devem destralhar em casa se não souberem o que o minimalismo representa. É preciso fazer o contrário. Quando compreenderem a sua essência, o destralhe acontece naturalmente. A pessoa fica muito mais consciente quanto ao seu consumo e pensa duas vezes se vale a pena levar algum objeto para casa ou não.

Um objeto tem de servir algum propósito (se não mais) e faz parte das responsabilidades do seu portador perceber até que ponto é que lhe é útil. Não se sintam culpados por terem qualquer coisa em casa que não vos traz valor ou que simplesmente não gostam mais. Trecos que vos tenham sido dados no casamento ou postais que vos enchem uma gaveta, por exemplo.

Em primeiro lugar, a pessoa que vos deu isso já não se lembra, nem sequer se importa se guardam ou não. A verdade é que só o facto de vos ter dado alguma coisa, aliviou o seu estado de espírito e pouco importa o que vocês fazem com o objeto. Aqui fala mais alto o consumismo e a obrigatoriedade de ter de comprar alguma coisa, como se fosse um gesto de dizer o quão essa pessoa nos aprecia e gosta de nós.

É mais fácil comprar um jarro para pôr num canto da casa do que dizer "amo-te".

Não se esqueçam, menos é mais. É poder gastar o dinheiro em coisas que realmente importam, como fazer uma viagem grande para estar em família ou ir às compras para fazer uma churrascada com amigos em casa. É poder poupar mais dinheiro para algum problema que surja. É poder pagar créditos antecipadamente. É poder não gastar esse dinheiro em coisas supérfluas, tipo um vestido diferente para cada ocasião ou aquele cortador de legumes magnífico que aparece na TV. 

Não se esqueça que tudo o que não pode fazer nesta vida, fará na próxima. Deixe de perseguir objetivos inatingíveis e contente-se com o que tem. Não perca 80 horas semanais no emprego para poder comprar o seu carro ou a sua casa de sonho. Contente-se com o teto que tem. Evite que a criança que tem em casa cresça desapegada de si.

“OWNING LESS IS GREAT. WANTING LESS IS BETTER.”

Ter menos é bom. Querer menos é melhor.

Joshua Becker, Becoming Minimalist

  "Ame as pessoas e use os objectos. Porque o oposto nunca funciona" - The minimalists

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Ser minimalista no século XXI

 

 

Ser minimalista no século XXI.

Rita (porque minimalistas há muitas), 27.08.19

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Sim, porque se pensarmos no tempo dos nossos avós, toda a gente o era. Pelo menos em Portugal. Não pelos motivos mais felizes.

Muitas vezes me conta histórias o meu avô, do tempo em que ia descalço para a escola. Do tempo em que o seu pequeno almoço era uma fatia de pão atrasado com aguardente queimada. Ou quando comia o rabo de uma sardinha, por ser o mais novo de 3 irmãos. Mais tarde, foi dado como morto na Guiné e não se conseguia casar com a minha avó quando veio para cá. 

Coisas impensáveis nos dias que correm. Não, hoje os problemas da sociedade são outros. 

Hoje queremos o smartphone que sai no mês que vem. Queremos o que os outros têm, que por sua vez obtiveram porque alguém lhes mostrou que tinha. Queremos ser mais felizes que o vizinho - que todos os dias nos apresenta um sorriso e se nota que é feliz, como se tal felicidade fosse causada pelo carro topo de gama que tem na garagem, ou mesmo pela casa de férias nas Bahamas.

Não, minha gente. O vizinho provavelmente acabou de ensinar o neto a andar de bicicleta. O vizinho descobriu que a filha está grávida pela segunda vez e está a imaginar-se a pegar na pessoinha quando vier cá para fora. Ou então a senhora sua esposa saiu do hospital já fora de perigo, depois de uma longa temporada de exames médicos. 

Estamos sempre descontentes com as nossas circunstâncias. Só para terem uma ideia, há gente que faz créditos de 25 anos com prestações mensais de 300€ para comprar um BMW - não estou a brincar. 

Estamos descontentes com a "miséria" do nosso salário. Não chega nem de perto para as tecnologiquisses ou para a viagem dos nossos sonhos. Não chega para comprar a roupa que queremos. Ora, não chega para nada. 

No entanto, o dinheiro estica e vamos sobrevivendo de uns meses para os outros. Que remédio, pois bem. Temos um teto que nos abriga da noite. Temos comida na mesa. Temos cuecas e meias lavadas para vestir todos os dias. Ou pelo menos, eu dou graças por ter tudo isto. 

Vamos lá ver, eu não sou praticante. Não sou religiosa. Sou uma mulher da ciência e acredito que as circunstâncias são criadas por nós ou são simplesmente coincidências. O mundo é pequeno, as coisas acontecem. No entanto, acredito que tudo o que nos acontece se reflete mais tarde e naquilo que é o nosso destino. 

Dou graças aos meus pais por me terem dado uma educação de valor, por me terem pago um curso superior e por me terem apoiado incansavelmente quando quis mudar a meio do primeiro ano. Dou graças ao centro de emprego que me encontrou o primeiro estágio e me permitiu que não parasse de trabalhar desde então. 

Dou graças à proposta de doutoramento que me permitiu passar por uma mudança radical e por me ter apresentado o minimalismo. Por me ter deixado pensar por mim mesma, que afinal vai contra a maré. Por me ter deixado expandir os meus horizontes e por me ter permitido estudar a filosofia.

Ser minimalista no século XXI é saber dizer que não. É saber votar tanto no governo como nas lojas onde fazemos as nossas compras.

É saber que mais é menos. É saber distinguir entre o que precisamos e o que queremos só para nos encher o ego. É preferir passar uma noite em casa a jogar jogos de tabuleiro com amigos e passar uma tarde a ler um bom livro em casa.

O minimalismo não é ter menos de 100 coisas ou dormir no chão. Não é andar de sofá em sofá com uma mochila às costas nem usar o mesmo par de calças o ano inteiro. Não me canso de dizer isto. Há quem o faça. Cada um vive o minimalismo como quer e não há regras.

Eu não o faço. Tenho a minha casa, tenho mais de 100 coisas e não durmo no chão. Tenho serviço de TV e internet, tenho uma bimby, vou a restaurantes e gosto de passear. Não ando por aí a dizer que sou minimalista, só as pessoas que lêem este blog sabem que o sou. E felizmente não se metem comigo a respeito disso. 

O minimalismo faz parte de mim. Acordou-me. Dou graças ao mundo por me ter mostrado o conceito e por fazer de mim uma pessoa muito mais completa do que era há uns anos atrás. 

Bom, isto tudo para dizer que há quem o faça e quem consiga remar contra a maré do consumismo. Não é preciso andar sempre em cima do acontecimento para ser feliz. Aliás, é precisamente o contrário. 

Faça uma pausa. Tire 15 minutos do seu dia e olhe ao redor. Porque é que está nesse lugar?

. Talvez esteja numa esplanada a beber um café ao final da tarde. Não é bom, poder tomar esse café e estar um sol de meter inveja?

. Ou então está no emprego, sentado(a) à secretária em frente do computador. Eu prometo que não digo ao patrão. Mas, e que tal? Poder estar num sítio que lhe dá dinheiro em troca do seu serviço?

. Está em casa, sentado(a) no sofá? Com o marido ou a esposa ao lado e com o filho a brincar no chão da sala? Ora que glorioso. 

Agora pegue num bloco de notas e escreva os motivos da sua gratidão. 

Faça isto todos os dias até se habituar a ver o mundo com outros olhos. Até se gratificar por estar sentado(a) na sanita e poder estar o tempo que quiser. Em Auschwitz e Birkenau, isso não era possível.

E agora vem o momento da propaganda. Viva ao minimalismo. Viva à expressão de liberdade e à consciencialização do povo. Deixem-se de coisas e abracem o que têm. 

Quando a produtividade e o minimalismo se encaixam entre as suculentas e o conteúdo digital.

Rita (porque minimalistas há muitas), 15.07.19

Este título não faz muito sentido, pois não? Ora vejam. Às vezes, dou por mim a divagar e a explorar a net como se não houvesse amanhã. Pinterest e Instagram, principalmente. Então, depois de ter deixado a TV e o Netflix, pior ainda.

Ultimamente são as suculentas. Ai que emoção, ver todos aqueles arranjinhos saudáveis de suculentas mini em vasos super fofos. Até decidi ter a minha própria coleção. É uma coleção saudável, não me digam que não. Passo tardes inteiras a tratar delas e acaba por ser uma terapia ao ar livre com direito a absorção de vitamina D.

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Quanto às suculentas, está tudo ok. Mas e então, as horas que passo a navegar na net? A dada altura dou pela minha consciência a dizer-me para parar, que não somos "senhoras" de nos perder com conteúdo digital. Afinal de contas, sou minimalista.

Pronto, pronto. 

Há dias encontrei uma publicação sobre produtividade na minha segunda plataforma digital preferida, a Medium. Falava sobre como aumentar a produtividade e diminuir a procrastinação em trabalhos de escritório. Ora, para quem não sabe, eu faço parte de um projeto financiado pela FCT, sou aluna de doutoramento e o meu trabalho está relacionado com investigação na área das energias renováveis. Um doutoramento é sempre uma mais valia. Não pelas oportunidades de carreira em Portugal, mas pela série de epifanias que tenho vindo a descrever até aqui, que de outro jeito não teria lá chegado. Eu sou a prova viva disso.

Mas como sabem, um doutoramento não se faz de epifanias nem de falinhas mansas e nem tudo é um mar de rosas. Também precisa de muita nutrição e concentração durante longos períodos de investigação, e às vezes lutamos muito para que a motivação não venha por aí a baixo. 

Esta publicação dizia que a produtividade aumenta quando tiramos um número razoável de pausas durante o nosso dia de trabalho. No meu caso, trabalhar 25 minutos e tirar uma pausa de 5 revelou-se muito produtivo. Juro-vos que nunca pensei que resultasse. Eu dou por mim completamente concentrada no que estou a fazer porque sei que dali a 25 minutos tenho de tirar uma pausa, e quero "produtivar" e otimizar o meu tempo.

Ora, tirar 5 minutos de 25 em 25 num trabalho diário de 8 horas equivale a 60 minutos de pausa. Mas garanto-vos que este, é o único tempo que vão perder (ou ganhar, dependendo do ponto de vista). Infelizmente, bem sei que nem todas as entidades patronais autorizam este método. Deviam com certeza apostar mais neste tipo de incentivos e não tenho a menor dúvida de que iria resultar.

Nestas pausas podem sempre beber um café, caminhar pelo local de trabalho, "bater um papo" com os vossos colegas de trabalho e beber um copo de água. Para quem não tem colegas, pode sempre abrir um bom livro e ler duas ou três páginas. Nada de conteúdo digital. Trata-se de mimarmos os nossos olhos e corpo. Ora imaginem se em dez ou 11 pausas bebermos um copo de água e caminharmos um pouco? Tem tudo para dar certo. 

Há uns tempos ouvi falar de uma empresa que num período experimental, deu as quartas feiras aos empregados e a produtividade aumentou bastante, só porque eles achavam que não iam ter tempo para fazer tudo o que costumavam fazer.

E da produtividade, vem o minimalismo - que me permite não pensar em mais nada fora do contexto onde me encontro. Se trato das suculentas, não penso no trabalho. Se estou num parque com amigos e família, não penso nas suculentas (ou tento não pensar, vá - Não sou conhecida por ser a dama de ferro, if you know what I mean). E se estou no trabalho, com este método XPTO, não penso em navegar na net sem fundo nem no que vou fazer logo à noite. Porque, lá está, não lhes dou tempo.

Há prioridades e prioridades. A minha não é o multi tasking nem matar-me com 15 horas de trabalho improdutivo. Trata-se de nos mantermos focados e motivados para produzir mais com menos. Trata-se de trabalharmos para nós mesmos e trata-se de nor mantermos sãos. Que de loucura está o mundo cheio, não é mesmo?

 Beijos! 

Desafio 30 dias minimalista #26 a #30

Rita (porque minimalistas há muitas), 01.10.18

 Olá malta 

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Com muita pena minha, chegámos ao fim do desafio. Mas que divertido e inspirador! Foi muito bom. Passo então a explicar:

 

#26 - Identifique o que te causa stress 

 

No dia 26 foi o meu aniversário! Correu tudo muito bem. Estive com a família e amigos. Paguei uns copos e no fim de semana diverti-me à brava num bar novo e com novas experiências que até me fizeram alucinar - no bom sentido, atenção. E mais não conto!  Há poucas coisas que agora me causam stress. Antes não. Era uma stressada e doida que corria atrás de tudo sempre com a sensação de estar a ficar para trás. Estou bem de saúde, de trabalho, de amores e de família. Não tenho filhos, não tenho preocupações. Por enquanto. .

 

#27 - Limpe a sua gaveta da bagunça 

 

Ai, pronto. Mais uma que ficou por fazer. Não é que não queira.. Mas assim que a abro fico tão assolada de maus pensamentos e energias que acabo por desistir. Já foi para a minha lista de tarefas e defini um alarme no telemóvel. Se calhar, hoje mesmo faço isto. Como raio cabe tanta coisa dentro de uma gaveta tão pequenina? Ela tem canetas, cabos, fios, carregadores, clips, papelada, pilhas, réguas e sei lá mais o quê. Garanto-vos que depois de a arrumar acabou-se a gaveta da tralha lá em casa. 

 

#28 - Abandone uma meta 

 

Lembram-se do meu milagre da manhã? Falei dele aqui e aqui. Decidi abandoná-lo. Pelo menos enquanto não regular o meu sono. Todos os dias decido deitar-me antes das 22h e todos os dias acontece algo que me impede ou me afasta do meu objetivo. Ontem precisei de sair para tratar uns assuntos depois de jantar. Ainda por cima bebi café às 21h. "Ah e tal, mas eu bebo os cafés que quiser e arranjo sempre sono na hora de dormir" - Sim, mas eu não sou assim. Se beber um café depois das 18h não durmo antes das 4 da manhã. Como de facto, hoje não estou fresca como as alfaces do lidl, mas cá me aguento. 

#29 - Desligue as notificações 

 

Desligo as minhas notificações todos os dias às 21 horas. Para quem não sabe, a maioria dos smartphones têm o modo de "Não incomodar", e eu defini o meu para as nove da noite. Pronto, é isto. 

 

#30 - Avalie as suas últimas compras 

 

Ui ui. Haverá por aí quem não queira fazer comentários sobre isto, que comentar sobre os nossos gastos ou finanças pessoais faz mal à saúde e faz aumentar o peso corporal. Ainda é um tabu no nosso país, e por isso mesmo é que gosto de falar no assunto. Eu cá falo sobre tudo e o primeiro que me mandar calar é o primeiro a ser ignorado. Tenho aprendido muito sobre finanças pessoais. Acompanho uma série de pessoas no youtube que direta ou indiretamente vão falando no assunto: 

 

Rachel Cruze 

Dave Ramsey

Chris Hogan

The Minimalists

Flávia Ferrari

The Fairly Local Vegan

Pedro Andersson - Contas-Poupança SIC

Lavendaire

TED - Ideas Worth Spreading

TEDx - Independently Organized TED Event

e tantos tantos outros... Procurem na net!

 

Bom, as últimas compras que fiz foram:

 

- Pagamento do condomínio;

- Mensalidade da Bimby;

- Mensalidade de um curso de Inglês no WSE;

- Mantimentos para casa (maioritariamente alimentação);

- Workshop de Macramé na Happy Handmade, pela Oficina 166 - Foi tão, mas tão bom!

- Combustível para o carro;

- Subscrição de um seguro para os meus óculos. 

 

O que APRENDI com este desafio?

 

Recapitulando:

 

- Faz bem passar no mínimo 24 horas sem net - Dá para fazer muito mais coisas e alivia a alma! hehe 

 

- A meditação é muito importante. Quem não acredita, é porque nunca experimentou. 

 

- Que não é necessário sermos tão rigorosos com certos objetivos pessoais estabelecidos por nós. Há que ter calma, pensar na solução mais eficiente e ir avançando sem stress e ao nosso ritmo. 

 

- Que todos os dias temos novas oportunidades para nos melhorarmos e fazermos upgrade em alguma condição mental, física, social, económica, familiar ou qualquer outra palavra acabada com qualquer outra terminação. Das duas uma - ou somos preguiçosos ou nem sequer nos apercebemos que devemos e podemos mudar. As pessoas tendem a ficar presas na mesma rotina no dia a dia. Comos se fôssemos feitos para trabalhar e para gastar o dinheiro em coisas que precisamos para trabalhar. Não é bem assim. Não é nada assim. 

 

- Aprendi a valorizar e a ver as pessoas que estão à minha volta.  Que só pelo olhar me dizem tanto. Pela expressão corporal, pelo à vontade, pela forma como falam comigo e pelo amor que esbanjam pelos olhos. Há dias que quase consigo ver pequenos coraçõezinhos vermelhos a saírem pela córnea, acreditam? Estejam atentos, possa. Percebam que se a aparência exterior é tudo para uma pessoa, é porque não tem nada para dar - só quer receber. Alguma coisa de muito errado aconteceu alguras nesta vida, mas os outros não têm de levar com as suas frustrações. 

 

- Que devemos apreciar a nossa solidão;

 

- Que devemos avaliar as nossas prioridades a cada passo do nosso objetivo. Que as coisas nem sempre correm como planeado e que não faz mal mudarmos o rumo;

 

- Que não faz mal deixar-me ir pelo coração - e que às vezes, é o cérebro que se mete ao barulho para armar confusão. 

 

- Apercebi-me que tenho sido exponencialmente feliz. Que quanto mais avanço no tempo, mais o sinto. Se me perguntarem se é possível ser feliz todos os dias, que não temos de trabalhar uma vida inteira para lá chegar? Sim. Claro. Todos os dias. Basta acordar. Basta ver os meus gatos a pedirem festas na barriga assim que chego a casa. Ou quando sinto água quente no corpo. Ou quando tenho comida na mesa. Ou quando o wifi funciona sem qualquer interferência.  É tudo uma questão de perspetiva. Estejam atentos

 

- Que cada um tem a sua estratégia para cada desafio e o adapta de acordo com as suas necessidades e formas de ver a vida. Existem os pragmáticos, os sistemáticos, os aborrecidos, os preguiçosos, e os lunáticos - como eu.

 

- Nada é fixo e tudo se transforma. Não há segundo que seja igual ao seguinte. Estamos um segundo mais velhos. Um segundo mais sábios. Um segundo mais ou menos felizes. Um segundo mais ou menos sujos. Um segundo mais velhos. Um segundo mais ou menos ansiosos. Enfim, vocês percebem. Estejam atentos

 

Boa semana para todos, que eu hei-de ter a minha!

 

 

Desafio 30 dias minimalista #21 a #25

Rita (porque minimalistas há muitas), 27.09.18

Bom dia malta! 

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Ora então vamos lá à primeira metade do último terço do desafio. 

 

#21 - Escreva por 20 minutos 

 

É relativamente fácil. Escrevi por 20 minutos ao contar os 5 dias anteriores do desafio. Mas acontece que gostava de escrever mais... Tenho sentido alguma falta em colocar todos os pensamentos e emoções no papel. O Milagre da Manhã (resumo aqui) é muito bom para isto. Experimentei há uns dias mas ainda não cheguei a fazer uma semana completa. As minhas noites têm-se alargado um pouco mais e não tenho tempo para seguir os fundamentos do livro todos os dias de manhã. Vou ter que definitivamente arranjar tempo para este ritual porque resulta mesmo, e é muito muito bom. 

 

#22 - Crie uma rotina relaxante para a hora de dormir 

 

Este é provavelmente o único que vou falhar no mês. Não quer dizer que antes do desafio acabar não o faça, mas por enquanto não está realizado. A minha rotina ideal relaxante para dormir trata-se de um chá quente, umas boas páginas de livro - sem TV nem internet. Neste momento, tenho o hábito de ver vídeos inspiracionais no youtube e vejo-me à rasca para adormecer. 

 

#23 - Saia sem maquilhagem 

 

Oh. Easy. Nunca uso maquilhagem. Garantidamente há mais de meio ano. Antes disso, usava muito esporadicamente quando não gostava do que via de manhã em frente ao espelho. Mas agora já não acontece. Caramba, se a Alicia Keys o faz, quem sou eu para andar para aí toda empinocada e cheia de pastas? Eu dou por mim a usar o perfume que tenho porque acaba por perder as propriedades do cheiro!  É o cabo dos trabalhos!

 

#24 - Pratique gratidão 

 

Conheci a Monja Coen. Obrigada Purpurina, pela tua rúbrica nova que já anda a mudar pessoas. Eu incluo-me no grupo! A monja Coen é muito boa oradora, adoro ouvi-la. A gratidão ficou completamente reformulada na minha cabeça assim que comecei a ver os vídeos dela. Tem palestras inteiras online! - E não é que estou a começar a interessar-me pelo budismo?

 

#25 - Não faça planos para este dia 

O dia foi muito bom. Celebrei o aniversário de um amigo e o meu. Um antes da meia noite e o outro depois. Fomos beber uns copos a meio da semana e soube tão bem. É bom fugir às rotinas, não é? 

 

O que já aprendi com este desafio?

 

Que nesta fase da minha vida é muito mais fácil escrever do que na primária, quando tínhamos de escrever as redações e levávamos TPC enormes para casa.   Que cada um tem a sua estratégia para este desafio e o adapta às suas necessidades e formas de ver a vida. Não há ninguém igual. Nada é fixo e tudo se transforma. Nunca passamos pela mesma coisa mais do que uma vez. Temos de aproveitar o agora! Apreciar o que realmente importa.  Que não é importante termos cada segundo das nossas vidas planeado. Podemos ir com a maré ou contra ela, de acordo com os nossos ideais e princípios.  Aprendi com este desafio, que é preciso relaxar. Não pensar demasiado em tudo!

 

 

 

 

Desafio 30 dias minimalista #16 a #20

Rita (porque minimalistas há muitas), 21.09.18

 Bom dia malta! 

 

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Já só faltam 10 dias! Que bem que me tem sabido este desafio. Obrigada pela oportunidade, Just Smile. Até aderiu muita gente! Estou impressionada e cada vez mais contente com a nossa sociedade e blogosfera consciente. Temos de fazer isto mais vezes. 

 

 

Ora cá vai a minha lista atualizada:

 

#16 - Não compre nada por 24 horas 

Este é talvez o artigo do desafio que gosto mais. Penso que ainda não escrevi sobre isto, mas uso o Boonzi diariamente. O Boonzi é um programa PORTUGUÊS com o qual posso controlar as minhas despesas e receitas (atenção que ninguém me pagou nem ofereceu nada para estar a escrever isto, é mesmo a minha opinião genuina). Dá para definir um orçamento mensal e futuro, para rastrear os gastos, analizar relatórios e gráficos, controlar o que gasto através de categorias definidas por mim, saber a que entidades dou o meu dinheiro e definir agendamentos para pagamentos.

 

É muito muito bom. Adoro e recomendo - não estou nada arrependida de o ter comprado. Dêem uma vista de olhos. A sério, vale a pena. Tem até um período experimental e tudo.

 

Ao consultar o meu Boonzi, vejo que desde o dia 1 de Setembro que passei 3 dias sem gastar dinheiro. Em Agosto, 6 dias. Em Julho - 4 dias. Isto inclui todos os pagamentos que tenho de fazer - contas e empréstimo da casa, débitos diretos, obrigações, restauração, cafetaria, mantimentos, seguros, condomínio e poupança - Sim, tenho um orçamento mensal para pôr algum de lado. E digo-vos que ainda bem que aderi ao desafio. Pensava que passava mais tempo do meu mês sem gastar dinheiro. Houve dias em que apenas gastei em restauração ou cafetaria - Podia ter perfeitamente passado o dia sem gastar nenhum. Adiante. 

 

#17 - Realize uma tarefa de cada vez 

Uma tarefa de cada vez? Ok. Não quer dizer que não pense nas 53 que tenho para fazer a seguir. Mas normalmente, faço uma de cada vez. 

 

#18 - Limpar os contactos, "Unfollow" e "Unfriend" 

Ai, que gozo que isto me deu!  Tanto no facebook como no instagram. Andava a seguir mais de 700 pessoas nas duas plataformas. Isto é surpreendente. Há cerca de um mês fiz uma limpeza e diminuí os contactos/amizades em 80%. Defini o meu objetivo. Se tivesse a certeza absoluta de que não iria falar com essa pessoa nos próximos 3 meses - remoção certa. Esta semana voltei a remover uns quantos, e digo-vos - Tenho menos de 100 contactos no facebook e menos de 100 no instagram. Não tenho menos de 100 coisas no mundo físico como o Colin Wright (que só em peças de roupa tenho 206), mas já é um começo, certo? Um passo de cada vez. - Quanto aos contactos do telemóvel, reduzi em 30%. 

 

#19 -  Saia para uma caminhada e exercite a sua consciência 

Ainda não houve uma semana em que fizesse caminhadas todos os dias. Sim, faço algumas - mas não tantas como defini na minha cabeça. 

 

#20 -  Não assista TV por um dia (leia, ao invés disso) 

Feito! Desde que me dediquei mais à leitura e escrita que não vejo tanta televisão. Ontem foi um desses dias. 

 

O que já aprendi com este desafio?

 

É realmente uma aprendizagem constante. Mesmo tendo abraçado o minimalismo há cerca de um ano e de estar constantemente em sintonia com o estilo de vida e mindset, este desafio fez-me ver que é mais fácil desapegar-me das coisas do que aquilo que realmente achava. O processo fica até muito divertido como vêem pelos emoticons e smiles que deixo por todo o lado . Faltam 10 dias, mas acho que depois deste, vou à procura de mais. 

 

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