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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

A ciência por trás da felicidade #2 - as coisas materiais, o amor e o corpo perfeito.

Rita (porque minimalistas há muitas), 06.09.19

Na publicação anterior falámos dos erros e mitos mais comuns acerca do nosso "emprego ideal" ou do facto de querermos ter sempre mais dinheiro - e que isso de alguma forma nos traz felicidade. BALELAS. Sim, o dinheiro traz alguma felicidade, mas só até ao ponto de termos todas as nossas necessidades básicas atendidas. E não, não estou a falar do smartphone que sai para a semana nem do novo concept que a BMW lançou para exposição. Pronto, pronto, até aqui já sabemos. Já dizia o Jim Carrey que só queria que toda a gente fosse milionária para perceber que não é esse o caminho.

Mas e o amor? Aquele verdadeiro. O que nos faz ir a uma demonstração da bimby, montar uma horta e ficar endividados com o banco para o resto da vida? Pois é... Também não é o que parece. Ele de facto, existe, mas não tem grande impacto na felicidade. Não depois de um anito ou dois. 

Ora vejamos.

Quanto às "coisas", a Professora Laurie faz um enquadramento muito engraçado do número de vezes que uma marca de carros ou um tipo de bebida aparece em músicas. Aqueles que são os nossos objectivos materiais, as coisas que supostamente nos trarão felicidade quando as comprarmos. 

A verdade é que um estudo feito entre 1976 e 2003, revela que as pessoas que tinham uma tendência materialista no início, acabaram por ser as que tinham menos satisfação de vida em 2003. E mais, por passarem 20 anos à procura destas coisas, acabaram por apresentar mais problemas mentais do que as pessoas que não tinham aspirações materiais. 

Quanto ao amor e ao estudo que decorreu durante 15 anos - as pessoas que se casaram, são ou não são mais felizes? Sim! A sua felicidade aumentou, que alegria! Durante um ano ou dois. Depois disso, a felicidade é a mesma do que as pessoas que não estão casadas. Chama-se o "efeito da lua de mel". Isto, obviamente, para os chamados "casamentos felizes". Os infelizes têm problemas bem maiores do que a diminuição da felicidade, I guess. Portanto, não é por acaso que se fala das crises dos 2, 5 ou 7 anos de relação. 

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E ter um corpo perfeito, ajuda nesta coisa da felicidade? A cara perfeita sem borbulhas e com sobrancelhas depiladas por um ninja asiático?

Óbvio que não, aliás, todas as redes sociais dizem que sim senhor. Ter 40 quilos e um bronze que dura o ano inteiro é que importa. (Newsflash: isso importa para algumas pessoas, não todas. De facto, gostam de falar deste tipo de magreza como se a pessoa fosse um pedaço de carne. Mas quando é para casar... Ai, aí já estamos a falar de outro tipo de corpo. Um que carregue um bebé durante 9 meses e que não se desmanche a subir um degrau. Estão a perceber, não é?)

Todos aqueles cenários de beleza e de vida espampanante que a maioria das pessoas apresenta nas redes sociais é que trazem felicidade e uma pessoa esfalfa-se a trabalhar para conseguir tudo aquilo. Depois quando consegue, já passaram 20 anos e já é tarde. Surgem as doenças, a velhice e os arrependimentos. 

Pronto, em 2014 foi lançado um estudo de acompanhamento de 2000 pessoas obesas e dividiram-nas em três grupos: perda de peso, aumento de peso e o mesmo peso. Ora então, o que aconteceu foi que a percentagem de pessoas com humor depressivo aumentou em todos os casos. Mais ainda nos indivíduos que perderam peso durante o processo:

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Noutro estudo sobre cirurgia estética, chegou-se à conclusão de que as pessoas que querem de alguma forma mudar o seu corpo, têm mais tendência para suicídio, abuso do álcool ou outro tipo de problemas de conduta. Estes factores pioram depois da cirurgia:

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Portanto, até aqui sabemos que nada do que foi dito até agora aumenta significativamente a nossa felicidade. Até eu começo a ficar curiosa com isto. 

Não percam os próximos episódios, porque nós também não!

 

35 coisas para destralhar em casa.

Rita (porque minimalistas há muitas), 30.08.19

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Na sala ou escritório:

1. CD's e DVD's (Há quanto tempo não usa um destes?)

2. Fotografias (Aquelas, do Joaquim - irmão do primo do seu cunhado, que ocupam metade do álbum que por acaso nunca abriu desde que o montou - o álbum, possa. Não o Joaquim.)

3. Material de escritório (Sim, essas 523 esferográficas que tem na gaveta.)

4. Postais (Ainda há quem guarde?)

5. Revistas (Vai querer relembrar, o quê, exatamente?)

6. Livros (Os que não lê, obviamente. Dão óptimos presentes de Natal.)

7. Brindes e presentes (Daqueles que nem lembram ao menino jesus. Coisinhas de baptizados e casamentos, por exemplo.)

8. Documentos caducados (garantias de equipamento, análises médicas, manuais de instruções, faturas, etc.)

9. Artigos decorativos (quadros, bibelots, tapetes feitos com trapos, flores secas que já cheiram a mofo, coisas roídas pelas traças, sabe como é. As coisas acumulam. )

10. Material de escola dos miúdos (cadernos, livros, desenhos, presentes do dia do pai e da mãe.)

11. Almofadas e mantas (se estão sempre no chão, são assim tão essenciais?)

 

Na casa de banho:

12. Maquilhagem (Tem mais de 12 meses? Fora com isso.)

13. Cremes de todos os tipos e feitios (Gaste-os. Não acumule. Não compre. Dica: o nivea serve para tudo.)

14. Toalhas (idem, aspas.)

15. Acessórios para o cabelo (elásticos, rolos, ganchos, secadores, alisadores e modeladores. )

 

No quarto:

16. Roupa interior (Daquela com buracos, sabe?)

17. Roupa de cama (De quantos conjuntos é que precisa mesmo? Há tanta gente a passar frio neste mundo... Doe o que não precisa.)

18. Roupa que já não usa (Aquela que vai ficando no fundo do armário, compreende? Por exemplo a saia que só combina com uma blusa às riscas que entretanto ganhou um buraco na axila? )

19. Acessórios (Bijuteria, cintos, óculos, chapéus, cachecóis, malas, suspensórios, o selim para montar o cavalo, etc.)

20. Brinquedos (Sim, esses que já não são usados pelo filho que acabou de sair da faculdade. Os brinquedos para adultos também entram nesta categoria.

21. Calçado (Incluindo as botas de equitação, galochas que usava em criança e tudo o que não usa no último ano nem vai usar no próximo.)

22. Cruzetas a mais (Daquelas com molas que ninguém gosta de usar, sabe?)

 

Na cozinha e despensa:

23. Comida (Especialmente as que vão ficando na prateleira. Especiarias, enlatados e decorações de açúcar.)

24. Sacos (Qualquer que seja o material, não deite no lixo. Vá usando, por favor. E não aceite mais.)

25. Eletrodomésticos avariados ou que não usa (máquina de fazer pão, abre latas eléctrico, máquina de fazer pipocas, despertadores, telemóveis da gaveta, máquina a vapor, descaroçador de cerejas, cortador de batata frita, aparelho de fondue de chocolate, ferro do leite creme, etc. Vai na volta, ainda ganha dinheiro com isto.)

26. Detergentes (todos os que não usa. Madeira escura, madeira clara, azulejos, inox, roupas coloridas, roupas escuras, nódoas de vinho. Comprende, não compreende?)

27. Caixas com e sem tampa (As 326 que só ocupam espaço no armário de cozinha, 'tá a ver?)

28. Medicamentos fora de validade (Entregue na farmácia.)

29. (In)utensílios (incluindo as 23 colheres de pau que tem em cima do balcão.)

30. Panos de cozinha (Se for como eu, que recebe pelo menos 5 por ano, tem um armário cheio deles, não é? Sabe aquele jantar de natal do ginásio com troca de prendas? )

31. Toalhas de mesa (Idem, aspas)

 

No computador:

32. Fotografias (Lembra-se das vezes em que tira 5 ou 6 fotografias exactamente no mesmo lugar e momento? Está na hora, Aurora.)

33. Assinaturas (Daquelas que usa duas vezes por semana. Para além disso, está tudo disponível de forma gratuita.)

34. Caixa de correio.

 

No sótão e na garagem:

35. Tudo (o que não usa há mais de um ano nem vai usar no próximo.)

 

E assim de repente, a casa ficou maior. 

Desafio da Escrita #16 - (minimalismo no) Escritório

Rita (porque minimalistas há muitas), 29.08.19

Lembram-se do Desafio da Escrita? Eu lembro! E por alguma razão fui deixando ficar para trás. Desculpem-me leitores. Desculpa-me totó

Ora, o tema de hoje é escritório.

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Para quem tem escritório em casa, sabe o que é viver no meio do caos. Normalmente é no escritório que se "depositam" coisas que não "cabem" em mais lado nenhum lá em casa. Por exemplo documentos, material electrónico já sem utilidade, livros, impressora sem tinteiros, material de artesanato, tábua de passar a ferro, roupa para passar a ferro, restos de tecidos e coisas para arranjar (Sim, eu levantei a cabeça e vi tudo isto no meu).

Até há bem pouco tempo, o meu escritório era a divisão que nunca tinha aderido ao minimalismo. É como se tivesse vida própria, compreendem? As coisas aparecem como que por força da magia lá dentro. Coisas inexplicáveis da vida. Aliás, os móveis que lá estão, servem precisamente para albergar "coisas" que não preciso, mas que de vez em quando uso - como os livros, o material de artesanato e peças de roupa para arranjar ou aproveitar. Uma coisa é certa, as peças de mobiliário vinham com a casa - não as comprei. 

De qualquer forma tento a todo o custo evitar acumular tralha no escritório, bem basta a que lá tenho. Os livros que vou lendo e que não gosto ou que já não preciso, ofereço no Natal. Estou numa de "gastar" o material de artesanato em presentes de aniversário, também. A pouco e pouco, as coisas vão desaparecendo. 

Dicas para organizar o seu escritório:

1. Destralhe tudo o que puder. CD's, documentos, faturas, fotografias antigas, revistas, telemóveis e carregadores, manuais de utilização, garantias de equipamento que já passaram de validade, esferográficas (afinal de quantas é que precisa?), brindes e lembranças de eventos.

2. Digitalize os seus documentos. Evite a acumulação de papel e mantenha só o essencial. O restante, organize em pastas e classifique-os por assunto, por exemplo: Casa, Finanças, Emprego, Carro. Não tenha papelada espalhada nem em cima da mesa.

3. Organize as suas gavetas. Mantenha as coisas que mais usa logo nas primeiras e use compartimentos se necessário. Evite comprar recipientes de plástico, uma simples caixa de chá serve. Os rolos de cartão do papel higiénico e latas de conserva são óptimos para guardar auriculares e outros cabos. 

4. Mantenha um cesto de lixo nas proximidades da mesa. Para quem faz artesanato esta dica é ainda mais importante. Descarte lixo imediatamente para manter a mesa limpa e organizada.

5. Arranje um lugar para todos os seus objectos. Se não conseguir, é porque não pertence dentro de casa. 

6. Mantenha apenas o essencial na mesa. Tudo o que não se usa com frequência, como material de escritório, livros e papelada deve estar arrumado no seu lugar.

7. Decore a seu gosto e abuse do verde. Um ambiente decorado à sua maneira tem um impacto muito positivo na sua produtividade e modo de encarar o escritório. Faça com que seja uma divisão acolhedora. Coloque plantas, pinte a parede e divirta-se.

8. Explore as paredes. Poupe o espaço horizontal ao colocar elementos em altura. Prateleiras são bem vindas. Calendário e lembretes também podem ser colocados na parede. Pode obter inspiração no Pinterest, tem muitas ideias!

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Um resumo do que ficou para trás:

1. Pegada (ecológica)

2. Vela

3. Dentes (e o desperdício zero)

4. Livro(s)

5. O Alho (e as minhas confissões)

6. Cinema (low cost ou não)

7. Gato(s)

8. Fruta (Feia)

9. Branco (no minimalismo)

10. Morte (ao Plástico #1)

11. (Ideias para) Estrelas (na Árvore de Natal)

12. (Fecha-se uma) porta...

13. (Morte ao Plástico #3 - As refeições nos) aviões

14. Decisão (Isto de ser adulto vem com muita responsabilidade)

15. Vida (=Igualdade)

31. Amor (O melhor presente de Natal que vi (até) hoje)

 

Destralhe anual: 14 jan - 6 fev

Rita (porque minimalistas há muitas), 06.02.19

Olá olá maltinha!

Chegou a vez do meu segundo destralhe anual e confesso-vos uma coisa... Passei um bom bocado à procura de objetos para destralhar e não foi fácil. Mas ao mesmo tempo... vejam a foto e reparem na quantidade de objetos aleatórios que uma pessoa (vá, eu) vai mantendo por casa. 

 

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Desde caixas de joalharia, a cordas de saltar, passando por embalagens vazias e coisas para gatos. Numa coisa também reparei, cerca de 70% destes items são de plástico (ou têm algum constituinte) e apenas uma é reciclável. Não comprei tudo, mas de alguma forma as coisas vieram parar cá a casa.

 

Acredito que consigo dar a maior parte destes items e não vou precisar de deitar fora, com a exceção dos cartões, o porta chaves de participação numa conferência, e um boião de gel que trouxe da conferência - ainda não percebi para que serve.

 

Bom, afinal não estou tão perto do zero waste como gostaria de estar, infelizmente. E esta quantidade de pástico? Minhã mãe. Há coisas sobre as quais preciso de pensar e ponderar, principalmente a respeito do consumo de objetos de uso único. E vocês, têm destas coisas em casa?

 

 

Viver com simplicidade

Rita (porque minimalistas há muitas), 07.01.19

Olá malta!

 

Já não escrevo há algum tempo, é verdade. Decidi fazer uma pausa e "retrospectivar" sobre tudo o que se passa à minha volta nesta altura do ano, ou dos anos. De vez em quando gosto de fazer isto, afastar-me um bocado e concentrar-me nas minhas prioridades e estilo de vida. 

 

Viver com simplicidade. É isto que eu quero para mim e para a sociedade, não fosse esta uma das mais variadas mensagens que o Papa Francisco tem vindo a espalhar. Confesso-vos que apesar de ser cristã - porque assim me batizaram - não sou praticante.

 

Não sou praticante, mas gosto de ouvir o homem. Ele sabe do que fala, é sábio e cheio de experiência no que diz respeito à natureza humana. Tem de se manter atualizado.  Como o Portas, mas de uma forma menos quantitativa, estão a perceber?

 

Sorry about thatAnyway, passámos uma época anual de muito consumismo e de novas realizações pessoais, pelo que é tempo de pensarmos nas nossas atitudes perante o universo e no nosso modo de estar e de viver, tendo em conta a nossa pegada ecológica.

 

Todos os dias somos bombardeados com notícias sobre os mais variados temas direta ou indiretamente ligados ao consumismo. Desde a redução do plástico ao aquecimento global. Vocês sabem que não é tudo treta, não sabem? Digam-me que sim. É tudo verdade, está a acontecer rapidamente e pode não afetar-vos a vós mas certamente que irá afetar os vossos filhos. 

 

Tenho quatro desafios para vocês para 2019.

1. As perguntas:

 

Peguem em cada objeto que estão prestes a comprar e façam estas quatro perguntas:

 

- Preciso mesmo disto?

- Tenho alguma coisa em casa que faz a mesma coisa?

- Isto serve mais do que 2 propósitos diferentes?

- Consigo arranjar em segunda mão?

 

 

2.O tempo de espera:

 

Se o dito objeto custa mais do que 20€ e estiver a mais de 20 minutos de distância da vossa casa, esperem o número de dias correspondente ao preço. Custa 30€? Esperem um mês. Custa 300€? Esperem um ano. Se acharem muito radical, façam as vossas próprias regras e definam um intervalo de tempo que achem que se adequa às vossas necessidades. Nota: Comprar casa ou bens essenciais não conta, ok? 

 

3. O destralhe:

 

Ai como é bom destralhar e dar um novo propósito às coisas que não usamos! Evitem a todo o custo deitar coisas fora, porque já sabemos como funcionam os aterros certo? Ao longo do ano tentem destralhar um objeto por dia em vossa casa. E para deixar as coisas ainda mais interessantes: Que tal descartar/reutilizar/doar um objeto cada vez que entra algo novo em casa?  

 

4. Reduzir o consumo de carne:

 

Esta resolução para 2019 está na moda, e não podia deixar de colocar aqui o desafio. Que tal fazer duas ou três refeições por semana sem carne?

 

Parece-bos vem?

 

Um bom ano a todos!

Divirtam-se, sejam felizes e aconcheguem-se que está frio!

Livre-se de uma coisa que não usa, todos os dias durante um mês - The UniPlanet

Rita (porque minimalistas há muitas), 22.10.18

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Tenho a dizer que esta é a melhor newsletter que recebo DE SEMPRE e que felizmente aderi por recomendação de alguém aqui da nossa blogosfera do sapo. A UniPlanet retrata exatamente a minha posição atual no que diz respeito ao minimalismo e zero waste, que para além de ir de encontro à minha filosofia de vida e a qual (esporadicamente) tenho vindo a apresentar aqui no blog, tem apresentado notícias semanais do que se passa no planeta sobre estas temáticas. É realmente fantástico, e recomendo a quem não conhece que dê uma vista de olhos. É o meu feed de notícias favorito!

 

Este desafio foi publicado a 18 de Outubro deste mês e tem como objetivo fundamental livrarmo-nos de um objeto que não usamos por dia. 

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Seja um verniz de unhas que já não usamos há muito tempo e que até nem gostamos muito da cor, ou aquele perfume que insiste em manter-se no fundo da prateleira. Um livro que já foi lido, ou uma caneta que não escreve - o importante é destralhar e eliminarmos de uma vez por todas todo este excesso que mantemos nas nossas vidas sem propósito nenhum e que - vá, todos vós concordam comigo - não interessam nem ao cão da vizinha para roer. 

 

Não vos digo para deitarem tais objetos no lixo (com exceção do raio da caneta - Usem computador ou o próprio telemóvel para substituir as vossas próximas compras de canetas). Muito pelo contrário. Podem até ser coisas que provavelmente trazem mais valia à vida de outras pessoas. Economia circular, minha gente. Nunca se esqueçam da economia circular. Andamento e bola para a frente!

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De quantos objectos precisas para seres feliz? - Público 2013

Rita (porque minimalistas há muitas), 03.09.18

Encontrei esta publicação do Público de 2013. Dêem uma vista de olhos. Está muito bem escrita e vale a pena. O relato de uma Rita, que podia ser eu - mas não sou investigadora no Algarve nem tenho dois filhos.

"O desafio, que consiste em viver com menos de 100 objectos" - ainda está por concretizar, mas não moro sozinha e há quem não seja, de todo, minimalista lá por casa - Gostava muito de um dia poder dizer que tenho menos de 100 objetos... O Joshua Fields Millburn diz que uma casa de tamanho médio tem normalmente mais de 300 000 items - Pode isto?? - Ele, tem 288 coisas e eu hei-de contar as minhas. Claro que cada um cria as categorias que quer. Por exemplo, para o Joshua - o talher é só uma coisa. Os copos são outra. A roupa interior é outra. 

 

Há coisas que para mim já estão um bocadinho desatualizadas no texto, principalmente a parte da compra de mp3. Eu uso Spotify - a versão gratuita, mesmo. 

 

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"Nota-se nas experiências narradas na Internet uma necessidade de valorizar o essencial. O foco naquilo que verdadeiramente importa. Também é recorrente nos discursos do minimalismo uma preocupação ambiental e o desejo de reduzir o stress quotidiano. Os objectos surgem como mais uma distracção, embora o excesso de trabalho e as obrigações sociais também sejam apresentados como tralhas intangíveis que colocam obstáculos à felicidade. Não parece haver no fenómeno regras absolutas ou caminhos obrigatórios. " - Diz a Andreia Soares, autora do artigo.

 

Aqui está outro artigo, também do Público - Renata Monteiro, 2017

 

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 "O objectivo é tornar tudo “muito mais usável, orgânico e funcional”. “Imagina: se dissermos que gostamos de um livro e tivermos centenas de livros em montes, uns atrás dos outros, acabamos por não pegar nele porque é um volume tão grande de coisas que o nosso subconsciente também fica preguiçoso só de pensar ‘agora lá vou eu ter de subir àquela estante e pegar no livro que está atrás de tudo’". A organizadora cita uma autora que lhes chama “obstáculos”. “Se tiveres uma cozinha cheia de coisas, condimentos que não usas, esqueces-te que lá atrás tens farinha e fermento para fazeres panquecas”, lembra. “E tu até adoras fazer panquecas, mas depois cais na rotina de usar sempre as mesmas coisas porque nem tens tempo nem vontade para, de manhã, ires investigar por baixo do resto que não gostas.”

 

É tão simples assim. O minimalismo não tem regras. Nem sequer precisa de ser chamado de minimalismo. Trata-se de simplificar.