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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

04.10.18

Desafio da Escrita #3 - Dentes (e o desperdício zero)

Rita (porque minimalistas há muitas)

Bom dia Malta!

 

 

Para vos falar um pouquinho sobre os dentes, tenho de vos apresentar o grupo que sigo diariamente, do qual já falei inclusive aqui. O grupo Lixo Zero Portugal é um dos melhores grupos do facebook e que tem uma interação humana brutal. Todos os dias são publicados dezenas, senão centenas de assuntos diferentes e vale muito a pena aderir.

 

Mas que raio tem o grupo Lixo Zero Portugal a ver com os dentes? Quando me deparei com a palavra do dia, este grupo foi a primeira coisa que me veio à cabeça e é seguramente a melhor fonte de informação sobre a matéria. Aliás, as pessoas falam de tudo. Desde cotonetes, a produtos de cosmética naturais, passando por movimentos de limpeza de ruas e alternativas de uso a qualquer objeto de plástico. 

 

Quanto aos dentes, e no âmbito de uma vida e consciência mais sustentável eu posso salientar alguns aspetos que podemos melhorar no nosso dia a dia para reduzir a nossa pegada ecológica. Tais como:

 

1. O uso de escova de dentes de bambu - atenção: já existem escovas de bambu com cerdas vegetais e que são 100% compostáveis. Há outras em que estas são de nylon - mas já é um começo, certo? Recomenda-se a substituição da escova de dentes pelo menos duas vezes por ano. Imaginam a quantidade de escovas que há por aí nos nossos aterros? E se vos dissesse que as escovas de dentes são um dos produtos mais difíceis de reciclar, e que provavelmente nenhuma empresa o faz? E se vos dissesse que por ano, na Europa  são produzidas e deitadas fora cerca de mil milhões de escovas de dentes?  [1] [2] - Vídeo para quem tiver curiosidade sobre a "viagem" de uma escova de dentes. - Para quem acha que não há escovas a passear por aí.

 

2. Pasta de dentes sólida, em pó ou em pastilhas - Sim, isso mesmo! No caso da sólida, basta esfregar a escova molhada na barra e lavar os dentes normalmente - dura muito mais. Quanto às pastilhas, basta trincar e escovar com a vossa escova de bambu. O pó usa-se com a escova molhada e... bom, usa-se da melhor forma e conforme o vosso instinto achar que deve usar. [3] Para lém disto, existem ainda alternativas vegan - produtos que não foram testados em animais. Felizmente existem já muitas marcas por aí. 

 

 

3. Pasta de dentes caseira - Existem ainda algumas receitas por aí, para quem se aventurar a fazer a sua própria pasta de dentes em casa. Com bicarbonato de sódio (cuidado com isto), óleo de coco e umas gotas de óleo essencial - está feito! Receitas aquiaquiaquiaqui (em inglês) e aqui (em inglês). - Há ainda quem substitua o bicarbonato de sódio por argila branca fina e quem use carvão em pó em vez de pasta de dentes. Para além de limpar, branqueia os dentes! Não é fantástico?

 

- Ainda para quem se quiser aventurar mais e reciclar as suas escovas de dentes de plástico: Faça as suas agulhas de crochet! 

 

- Ou então, que tal fazer uma base de sabonete com as nossas escovs de bambu? Fantástico, não é mesmo?

 

- Como vos disse, dêem uma vista de olhos ao Lixo Zero Portugal. Adiram e explorem. É muito bom. Há pessoas com ideias fantásticas! Dentro do grupo - Tag dentes.

 

A imagem pode conter: texto

 

 

Se não conseguirem aceder aos links, por favor digam alguma coisa nos comentários em baixo. Obrigada!

01.10.18

Desafio da Escrita #1 - Pegada (Ecológica)

Rita (porque minimalistas há muitas)

 

E porque adoro desafios... 

 

desafio escrita.png

 

Acabei de aderir a mais um! Este foi proposto pela totó e conforme a imagem, passa por usar cada uma destas palavras no respetivo dia do mês. Gostava de aproveitar este desafio para associar cada palavra aos meus 3 princípios do blog - minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - e publicar temas com os quais me identifico. Alguns deles têm estado em stand by já há muito tempo e portanto é de aproveitar a oportunidade.

 

Vai ser uma aventura!

 

O tema do dia de hoje, como não podia deixar de ser, é a Pegada Ecológica. 

 

Resultado de imagem para ecological footprint

 

Infelizmente, de uma maneira ou de outra, todos contribuimos para a pegada ecológica. É praticamente impossível passar por este mundo sem deixar marca. 

 

A Pegada Ecológica é a "quantidade de terra e água necessária para sustentar as gerações presentes, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população" [1]. É de certa forma, um indicador da sustentabilidade ambiental corrente e é normalmente maior em países tecnologicamente avançados do que em subdesenvolvidos, segundo a mesma fonte. 

 

Algumas das variáveis mais usadas para o estudo da pegada ecológica são: a área verde, a área construída, o uso dos combustíveis fósseis, o lixo produzido, a eletricidade, a água e a produção e consumo da carne bovina [2]. Ainda no mesmo relatório, as autoras revelam que caso o consumo mundial atual e a degradação ambiental não diminuam, o mais provável é a ocorrência de um colapso de recursos naturais a partir de 2030 - quando a procura por tais recursos for o dobro do que o planeta tem para oferecer. De 1961 a 2003 a pegada ecológica aumentou 280%. 

 

Ora, vamos a números [3] [4]

 

Estima-se que o planeta Terra tenha cerca de 4,54 mil milhões de anos

A vida surgiu há 3,5 mil milhões de anos

A fotossíntese há 2,5 mil milhões de anos. 

A vida multicelular há 1000 milhões de anos.

Os dinossauros surgiram há 233 milhões de anos e extinguiram há 65 milhões de anos. 

Os humanos surgiram há 350 mil anos. 

A era industrial surgiu no fim do Século XVII (1601 a 1700) e com ela a exploração em escala abominável e inédita dos recursos naturais do planeta. Diga-se há 300 anos. 

O primeiro plástico sintético surgiu no início do século XX (ano de 1901), com desenvolvimento acelerado a partir de 1920. Diga-se há 100 anos. 

 

Minha gente, digam-me. Como é possível a quase extinção dos recursos naturais de um planeta com 4,5 mil milhões de anos de existência em apenas 300 anos - com muito mais incidência nos últimos 100 anos?

 

Mas está tudo doido? E agora - quem resolve? 

 

E o que fazemos às 8,3 mil milhões de toneladas de plástico no planeta [5]?

 

Eu sei que esta é a 3ª publicação do dia. Desculpem-me, prometo que não digo mais nada por hoje.