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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

12.11.18

Morte ao Plástico #3 - As refeições nos aviões

Rita (porque minimalistas há muitas)

Ou melhor... As refeições com embalagens de uso único nos aviões. 

 

File:Western Vegetarian Airline meal.jpg

 

Faz por estes dias um ano que me juntei ao movimento do minimalismo.

 

Movimento?! - perguntam vocês.

 

Sim, é a minha rebeldia enquanto adulta, o que é que eu hei-de fazer? Vou contra tudo e todos nesta minha busca incessante pela simplicidade e para mostrar quem é que manda em mim e no meu dinheiro. Ja viajei muito de avião mas só depois de me ter educado a sério acerca do impacto do plástico é que comecei a reparar na quantidade enormuda que se usa para tudo.

 

Ora, como "Avião" é a palavra do dia 13 do nosso desafio da escrita, decidi falar um pouco sobre as embalagens que se distribuem pelos aviões - que segundo o Dicionário Online de Português é uma "Máquina voadora, mais pesada que o ar e propelida por um (ou mais de um) motor de explosão, que aciona uma (ou mais de uma) hélice, ou por turbina a gás (nos modelos a jato). A sustentação desses aparelhos depende de asas fixas à fuselagem (alguns tipos mais modernos apresentam asas retráteis)." - sou só eu que leio "plástico" e "faz mal ao planeta" em todas as palavras desta descrição?

 

Quem viaja em classe económica como eu, sabe que há embalagens para tudo em praticamente todas as companhias aéreas. Embalagens para o pão, para o guardanapo de papel, para o talher-que-por-sinal-também-é-de-plástico-e-que-no-primeiro-uso-se-parte-logo, para manteiga-patês (ou patés?!)-e-molhos , para a refeição-como-se-não-bastasse-ainda-vem-com-película-por-cima e para a sobremesa.

 

O copo é de plástico. O tabuleiro é de plástico. As garrafas de água são de plástico.

 

É tudo de plástico.

 

Existe de facto uma solução. Escolher companhias aéreas e trajetórias onde não se sirvam refeições ou que estas sejam tão caras que temos de lá deixar uma perna. 

 

 

 

 

05.11.18

Morte ao Plástico #1

Rita (porque minimalistas há muitas)

Viva a nova rúbrica!

plastic-3577044_1920.jpg

 

Já falei do plástico em dez publicações neste blog.

 

 

Sabemos que o plástico:

1. Deve ser  o primeiro a ser recusado;

2. Se não for recusado, deve ser reutilizado;

3. Não pode ser depositado no meio ambiente ao deus-dará - Porque o raio do deus-dará não dá nada em troca e as repercussões negativas do plástico ainda não são conhecidas. Seja ele PET, PU, PS, ABS, NYLON, PVC ou  PE - estima-se uma decomposição entre 100 a 2000 anos. Os 100 nunca foram confirmados e os 2000 - o deus dará ou não a quem de direito. 

4. Tem de ser substituído por outras alternativas. Praticamente qualquer peça de plástico neste mundo já tem um substituto. Sejam eles de foro higiénico, educacional, de suporte alimentar, social, económico. E a maior parte delas estão no meu grupo favorito do fb - Zero Waste Portugal.

5. É decomposto em microplásticos sem nunca desaparecer. Compromete a vida e existência de muitas espécies, incluindo a nossa. Recomendo "A Plastic Ocean", um documentário que salvo erro está no youtube - e no netflix. 

6. Faz parte do nosso dia-a-dia e estamos longe de o conseguir eliminar definitivamente nas próximas duas ou três gerações (estou a ser otimista?). Mas também sabemos que qualquer mudança parte de cada um de nós, por mais pequena que seja. É horrível que o plástico seja barato e mais horrível ainda que seja usado sem qualquer preocupação ambiental e sem suscitar qualquer tipo de hesitação na cabeça de grande parte da população.

7. Deve estar sempre nas nossas mentes e devemos sempre tentar encontrar alternativas. Pequenas mudanças como o uso copo menstrual, a compra de produtos em embalagens de vidro em vez de plástico (mesmo que tenha de gastar mais um pouco), sacos de rede na compra de frescos e escova de dentes de bamboo, fazem todo o sentido, não são assim tão caras e poupam-nos mais uma temporada de existência. 

8. Se já se encontra em quantidade enormuda (como diz uma das pequenitas mais fofinhas deste mundo), há que lhe dar o respetivo encaminhamento, nem que seja apanhá-lo do chão.

9. Surgiu no início do século XX (ano de 1901), com desenvolvimento acelerado a partir de 1920. Diga-se há 100 anos. - Como é que em 100 anos surgiram 8,3 mil milhões de toneladas de plástico no planeta [5]?

10. Faz até parte da nossa saúde oral, quanto mais da saúde do planeta?

 

Enfim, já falei um pouco sobre tudo.

 

Mas nem tudo é mau. 

1.PNG

(cliquem na imagem)

 

 E há de facto muito boa gente que declarou guerra ao plástico e que eventualmente há-de conseguir alterar mentalidades. 

Esta publicação vem na sequência do meu desafio da escrita - que por sinal está atrasadíssimo, e este é o meu contributo do dia 10. 

 

Esta é uma nova rúbrica, entre as outras todas que já criei. (Vá, é só mais uma - não se aborreçam) Este blog é meu, estou chateada com o plástico e a partir de agora digo o que me apetecer.

 

Guerra ao plástico! 

 

 

04.10.18

Desafio da Escrita #3 - Dentes (e o desperdício zero)

Rita (porque minimalistas há muitas)

Bom dia Malta!

 

 

Para vos falar um pouquinho sobre os dentes, tenho de vos apresentar o grupo que sigo diariamente, do qual já falei inclusive aqui. O grupo Lixo Zero Portugal é um dos melhores grupos do facebook e que tem uma interação humana brutal. Todos os dias são publicados dezenas, senão centenas de assuntos diferentes e vale muito a pena aderir.

 

Mas que raio tem o grupo Lixo Zero Portugal a ver com os dentes? Quando me deparei com a palavra do dia, este grupo foi a primeira coisa que me veio à cabeça e é seguramente a melhor fonte de informação sobre a matéria. Aliás, as pessoas falam de tudo. Desde cotonetes, a produtos de cosmética naturais, passando por movimentos de limpeza de ruas e alternativas de uso a qualquer objeto de plástico. 

 

Quanto aos dentes, e no âmbito de uma vida e consciência mais sustentável eu posso salientar alguns aspetos que podemos melhorar no nosso dia a dia para reduzir a nossa pegada ecológica. Tais como:

 

1. O uso de escova de dentes de bambu - atenção: já existem escovas de bambu com cerdas vegetais e que são 100% compostáveis. Há outras em que estas são de nylon - mas já é um começo, certo? Recomenda-se a substituição da escova de dentes pelo menos duas vezes por ano. Imaginam a quantidade de escovas que há por aí nos nossos aterros? E se vos dissesse que as escovas de dentes são um dos produtos mais difíceis de reciclar, e que provavelmente nenhuma empresa o faz? E se vos dissesse que por ano, na Europa  são produzidas e deitadas fora cerca de mil milhões de escovas de dentes?  [1] [2] - Vídeo para quem tiver curiosidade sobre a "viagem" de uma escova de dentes. - Para quem acha que não há escovas a passear por aí.

 

2. Pasta de dentes sólida, em pó ou em pastilhas - Sim, isso mesmo! No caso da sólida, basta esfregar a escova molhada na barra e lavar os dentes normalmente - dura muito mais. Quanto às pastilhas, basta trincar e escovar com a vossa escova de bambu. O pó usa-se com a escova molhada e... bom, usa-se da melhor forma e conforme o vosso instinto achar que deve usar. [3] Para lém disto, existem ainda alternativas vegan - produtos que não foram testados em animais. Felizmente existem já muitas marcas por aí. 

 

 

3. Pasta de dentes caseira - Existem ainda algumas receitas por aí, para quem se aventurar a fazer a sua própria pasta de dentes em casa. Com bicarbonato de sódio (cuidado com isto), óleo de coco e umas gotas de óleo essencial - está feito! Receitas aquiaquiaquiaqui (em inglês) e aqui (em inglês). - Há ainda quem substitua o bicarbonato de sódio por argila branca fina e quem use carvão em pó em vez de pasta de dentes. Para além de limpar, branqueia os dentes! Não é fantástico?

 

- Ainda para quem se quiser aventurar mais e reciclar as suas escovas de dentes de plástico: Faça as suas agulhas de crochet! 

 

- Ou então, que tal fazer uma base de sabonete com as nossas escovs de bambu? Fantástico, não é mesmo?

 

- Como vos disse, dêem uma vista de olhos ao Lixo Zero Portugal. Adiram e explorem. É muito bom. Há pessoas com ideias fantásticas! Dentro do grupo - Tag dentes.

 

A imagem pode conter: texto

 

 

Se não conseguirem aceder aos links, por favor digam alguma coisa nos comentários em baixo. Obrigada!

01.10.18

Desafio da Escrita #1 - Pegada (Ecológica)

Rita (porque minimalistas há muitas)

 

E porque adoro desafios... 

 

desafio escrita.png

 

Acabei de aderir a mais um! Este foi proposto pela totó e conforme a imagem, passa por usar cada uma destas palavras no respetivo dia do mês. Gostava de aproveitar este desafio para associar cada palavra aos meus 3 princípios do blog - minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - e publicar temas com os quais me identifico. Alguns deles têm estado em stand by já há muito tempo e portanto é de aproveitar a oportunidade.

 

Vai ser uma aventura!

 

O tema do dia de hoje, como não podia deixar de ser, é a Pegada Ecológica. 

 

Resultado de imagem para ecological footprint

 

Infelizmente, de uma maneira ou de outra, todos contribuimos para a pegada ecológica. É praticamente impossível passar por este mundo sem deixar marca. 

 

A Pegada Ecológica é a "quantidade de terra e água necessária para sustentar as gerações presentes, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população" [1]. É de certa forma, um indicador da sustentabilidade ambiental corrente e é normalmente maior em países tecnologicamente avançados do que em subdesenvolvidos, segundo a mesma fonte. 

 

Algumas das variáveis mais usadas para o estudo da pegada ecológica são: a área verde, a área construída, o uso dos combustíveis fósseis, o lixo produzido, a eletricidade, a água e a produção e consumo da carne bovina [2]. Ainda no mesmo relatório, as autoras revelam que caso o consumo mundial atual e a degradação ambiental não diminuam, o mais provável é a ocorrência de um colapso de recursos naturais a partir de 2030 - quando a procura por tais recursos for o dobro do que o planeta tem para oferecer. De 1961 a 2003 a pegada ecológica aumentou 280%. 

 

Ora, vamos a números [3] [4]

 

Estima-se que o planeta Terra tenha cerca de 4,54 mil milhões de anos

A vida surgiu há 3,5 mil milhões de anos

A fotossíntese há 2,5 mil milhões de anos. 

A vida multicelular há 1000 milhões de anos.

Os dinossauros surgiram há 233 milhões de anos e extinguiram há 65 milhões de anos. 

Os humanos surgiram há 350 mil anos. 

A era industrial surgiu no fim do Século XVII (1601 a 1700) e com ela a exploração em escala abominável e inédita dos recursos naturais do planeta. Diga-se há 300 anos. 

O primeiro plástico sintético surgiu no início do século XX (ano de 1901), com desenvolvimento acelerado a partir de 1920. Diga-se há 100 anos. 

 

Minha gente, digam-me. Como é possível a quase extinção dos recursos naturais de um planeta com 4,5 mil milhões de anos de existência em apenas 300 anos - com muito mais incidência nos últimos 100 anos?

 

Mas está tudo doido? E agora - quem resolve? 

 

E o que fazemos às 8,3 mil milhões de toneladas de plástico no planeta [5]?

 

Eu sei que esta é a 3ª publicação do dia. Desculpem-me, prometo que não digo mais nada por hoje. 

07.05.18

Frugalidade vs Zero Waste e Minimalismo: a 1ª viagem depois da Epifania

Rita (porque minimalistas há muitas)

Fui viajar em trabalho. Obviamente que numa viagem ao Mediterrâneo, uma pessoa acaba por passear um pouco e tentar conhecer o país. Anyway, aprendi da pior maneira que frugalidade, zero waste e minimalismo não encaixam numa mala de mão. 

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O minimalismo e o zero waste acabam por se envolver de uma forma muito sinérgica. Quando se pratica um, o outro vem acoplado. O problema é a frugalidade. A frugalidade faz de nós forretas e aproveitadores do planeta e da sociedade, sem termos de investir ou gastar muito tempo e dinheiro.2018-05-05 11.07.50.jpg

1. A frugalidade fez com que eu tomasse o pequeno almoço sem estar atenta ao desperdício associado - guardanapos, saquetas de açúcar e pequenos recipientes de doce de morango.

2. A frugalidade fez com que eu comprasse pequenos souvenirs à família e associados - por muito poucos que sejam, são votos feitos e pedidos de renovação de manufactura - para além dos saquinhos de papel e fita cola de embrulho.

3. A frugalidade fez-me aproveitar os pequenos frascos de PLÁSTICO da casa de banho do hotel - champô, gel de banho, amaciador e loção para corpo. 

4. A frugalidade fez-me comprar entradas em museus e viagens de barco para conhecer a costa e o país de uma forma rápida - papel, papel, e papel.

5. A frugalidade fez-me trazer uma revista (espetacular) de um voo da Norwegian - falo disto mais tarde - e que obrigatoriamente faz com que seja reposta para o próximo passageiro. Pensando melhor, tive 3 horas para tirar fotografias às páginas. Podia tê-lo feito. 

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 A frugalidade não é de todo amiga do desperdício zero e do minimalismo, de maneira que tenho de encontrar aqui um meio termo para as minhas próximas aventuras. O que acham? Frugalidade acima de tudo para nosso próprio proveito ou zero waste para proveito do planeta? E o minimalismo onde se encaixa no meio de tudo? - Um tema para refletir. 

 

 

 

 

02.04.18

A propósito dos microplásticos.

Rita (porque minimalistas há muitas)

Olá olá!

 

Este tema tem vindo ao de cima nos últimos dias. Ouvem-se notícias sobre microplásticos na água e no sal. Ouvem-se notícias de mais uma baleia que morreu com o estômago cheio de plástico. Ouve-se dizer que as tartarugas têm vindo a sofrer com as palhinhas e que a população das aves marinhas está a diminuir pelo mesmo motivo das baleias.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a poluição de plásticos nos nossos oceanos tem vindo a representar uma ameaça crescente e muito preocupante para a vida marinha. Um excerto (cujo artigo pode ser lido aqui):

 

"A produção mundial de plásticos tem vindo a aumentar desde 1950 e em 2013 estima-se que foram produzidas cerca de 300 milhões de toneladas (...) Em menos de um século de existência os detritos de plástico já representam cerca de 60 a 80% do lixo marinho dependendo da localização. Uma vez no ambiente, macro detritos sofrem degradação mecânica (erosão, abrasão), química (foto-oxidação, temperatura, corrosão) e biológica (degradação por micro organismos). A fragmentação do plástico é considerado ser um processo infinito e que pode continuar até ao nível molecular podendo levar à formação contínua de micro plásticos e até nano partículas de plástico (partículas com dimensão inferior a 1 µm), no ambiente."

 

Aconselho a vizualização do filme "A Plastic Ocean", disponível no youtube e no netflix. O documentário mostra o problema mundial do plástico e marcou-me imenso. Tanto, que me convenceu a aderir ao movimento do zero waste (desperdício zero). Aqui em baixo ficam algumas imagens que retratam 0,000000001% dos problemas relacionados com o plástico que se passam no nosso planeta - tentei não colocar algo que chocasse muito e suscetível de ferir a sensibilidade de alguns leitores, procurem imagens na net. 

 

Imagem relacionada

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30.03.18

A propósito do lixo que vemos pelo chão das nossas terras.

Rita (porque minimalistas há muitas)

Bom dia gente gira :)

Este post fala de uma caminhada que já fiz há algum tempo e que hoje decidi publicar aqui no blog (já o tinha feito antes, no livro das caras em inglês). Ontem também fui dar um passeio com o meu namorido (namorado/marido - qualquer coisa pelo meio) e comentei com ele que não conseguimos andar meio metro sem ver uma peça de plástico no chão. É um absurdo! Portanto cá vai:

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Não me levem a mal. Eu adoro a minha cidade. Nascida e criada na Covilhã, para mim somos uma grande família e digo-o com orgulho. Hoje de manhã peguei nas pernas e fui fazer uma caminhada. Preocupada com o planeta, decidi levar um saco para apanhar algum lixo pelo caminho. Pensei: "A cidade é limpinha, não devo encher o saco até ao fim". Enganei-me. Pelo caminho apanhei mais dois sacos de plástico e enchi-os também. Sabem quantos descendentes deixamos no planeta ao longo de 2000 anos? É o tempo que alguns items de plástico demoram a desaparecer. Temos um óptimo serviço de limpeza municipal, não é isso que está em causa, mas infelizmente não chega a todo o lado. Ao longo de 1 km passei por mais de 15 pessoas a pé. Se todas apanhassem um pouquinho de cada vez, não estávamos neste estado (na volta ainda sujaram mais). Maltinha, temos vindo a ser cada vez mais saudáveis e estamos sempre a fazer caminhadas. Porque não trazer um saco de casa e limpar pelo caminho? O que mais me surpreendeu foi o número de raspadinhas espalhadas pelo chão. É dinheiro! Guardem-no! Este Natal ofereci raspadinhas a toda a gente, e em 42€ saíram 13€. Uma lição que aprendi para a vida. Sabem qual é o meu arrependimento? Não ter começado mais cedo.