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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

minimalismo para iniciantes

Rita (porque minimalistas há muitas), 02.09.19

Olá malta. 

Sinto que já devia ter feito esta publicação há muito tempo. Existem algumas dúvidas sobre a sua verdadeira essência e para muita gente, o minimalismo é um estilo de arquitetura ou de decoração. Para outros é tabu ou alvo de chacota.

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Para começar, o minimalismo não é um objetivo. É um estilo de vida. Trata-se de simplificar para que possamos aproveitar coisas e momentos mais importantes. Sim, pode refletir-se num estilo de decoração, como aliás acabará por acontecer inevitavelmente. Mas não só.

O minimalismo pode inicialmente surgir após uma vontade imensa de "destralhar" a casa ou depois de ter visto um documentário sobre o assunto. Nem precisa de ser direto, mas por uma questão ambiental também. Existem por aí muitos documentários porreiros (o netflix é um bom começo).

No meu caso foi o "minimalism", um documentário sobre as coisas importantes. Deu-se um clique e no próprio dia comecei a descartar e a dar coisas que não precisava.

Coisas que eu achava que precisava, mas que detestava. Os tapetes e os cortinados foram os primeiros. No caso dos tapetes, eu sempre disse que o chão dá muito menos trabalho a lavar do que os tapetes. Para além de serem objetos muito perigosos para os meus pés. Hoje, vivo muito melhor sem eles. Tenho um para usar na cozinha mas só para quando se faz comida ou se lava loiça para não andarmos a sapatinhar, depois arruma-se

Quanto aos cortinados, não sei porquê, mas irritam-me. Só tenho na sala e no quarto. E tenho no quarto porque o namorado lá me convenceu a pôr, depois de um ano de estarmos a morar nesta casa. É um rés-do-chão, e passamos a maior parte do nosso tempo na sala, logo os cortinados valem a pena por uma questão de privacidade e para termos alguma luz natural. Cortinados que já vinham com a casa (diga-se de passagem - os da sala, não os do quarto).

Depois, foram estas coisas todas. Tenho de voltar a destralhar um pouco, já acumulei algumas delas. Vocês sabem - CD's, toalhas de banho para 40 pessoas, panos de cozinha para um exército inteiro, etc.

Uma dica é dizer às pessoas para não vos oferecerem "coisas" no natal ou nos aniversários. Meias tudo bem, mais cedo ou mais tarde acabamos por precisar delas, mas toalhas e panos, normalmente duram a vida toda ou grande parte dela. Se as pessoas tiverem mesmo de dar alguma coisa, peçam antes experiências (um jantar, um bilhete de cinema ou de concerto) ou coisas que precisem mesmo para casa. Coisas que não tenham e que fazem falta. 

Mas afinal quem é que gosta de chegar ao fim do mês sem dinheiro na mão? Sabiam que o minimalismo resolve o problema?

Comidinha caseira, um guarda roupa simples com cores neutras, sem tralha em casa (que só dá trabalho a limpar) e passar uma tarde com a família em vez de no shopping são algumas das escolhas que podem fazer. 

Mais uma coisa, não adianta dizer-vos que coisas devem destralhar em casa se não souberem o que o minimalismo representa. É preciso fazer o contrário. Quando compreenderem a sua essência, o destralhe acontece naturalmente. A pessoa fica muito mais consciente quanto ao seu consumo e pensa duas vezes se vale a pena levar algum objeto para casa ou não.

Um objeto tem de servir algum propósito (se não mais) e faz parte das responsabilidades do seu portador perceber até que ponto é que lhe é útil. Não se sintam culpados por terem qualquer coisa em casa que não vos traz valor ou que simplesmente não gostam mais. Trecos que vos tenham sido dados no casamento ou postais que vos enchem uma gaveta, por exemplo.

Em primeiro lugar, a pessoa que vos deu isso já não se lembra, nem sequer se importa se guardam ou não. A verdade é que só o facto de vos ter dado alguma coisa, aliviou o seu estado de espírito e pouco importa o que vocês fazem com o objeto. Aqui fala mais alto o consumismo e a obrigatoriedade de ter de comprar alguma coisa, como se fosse um gesto de dizer o quão essa pessoa nos aprecia e gosta de nós.

É mais fácil comprar um jarro para pôr num canto da casa do que dizer "amo-te".

Não se esqueçam, menos é mais. É poder gastar o dinheiro em coisas que realmente importam, como fazer uma viagem grande para estar em família ou ir às compras para fazer uma churrascada com amigos em casa. É poder poupar mais dinheiro para algum problema que surja. É poder pagar créditos antecipadamente. É poder não gastar esse dinheiro em coisas supérfluas, tipo um vestido diferente para cada ocasião ou aquele cortador de legumes magnífico que aparece na TV. 

Não se esqueça que tudo o que não pode fazer nesta vida, fará na próxima. Deixe de perseguir objetivos inatingíveis e contente-se com o que tem. Não perca 80 horas semanais no emprego para poder comprar o seu carro ou a sua casa de sonho. Contente-se com o teto que tem. Evite que a criança que tem em casa cresça desapegada de si.

“OWNING LESS IS GREAT. WANTING LESS IS BETTER.”

Ter menos é bom. Querer menos é melhor.

Joshua Becker, Becoming Minimalist

  "Ame as pessoas e use os objectos. Porque o oposto nunca funciona" - The minimalists

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Viver com simplicidade

Rita (porque minimalistas há muitas), 07.01.19

Olá malta!

 

Já não escrevo há algum tempo, é verdade. Decidi fazer uma pausa e "retrospectivar" sobre tudo o que se passa à minha volta nesta altura do ano, ou dos anos. De vez em quando gosto de fazer isto, afastar-me um bocado e concentrar-me nas minhas prioridades e estilo de vida. 

 

Viver com simplicidade. É isto que eu quero para mim e para a sociedade, não fosse esta uma das mais variadas mensagens que o Papa Francisco tem vindo a espalhar. Confesso-vos que apesar de ser cristã - porque assim me batizaram - não sou praticante.

 

Não sou praticante, mas gosto de ouvir o homem. Ele sabe do que fala, é sábio e cheio de experiência no que diz respeito à natureza humana. Tem de se manter atualizado.  Como o Portas, mas de uma forma menos quantitativa, estão a perceber?

 

Sorry about thatAnyway, passámos uma época anual de muito consumismo e de novas realizações pessoais, pelo que é tempo de pensarmos nas nossas atitudes perante o universo e no nosso modo de estar e de viver, tendo em conta a nossa pegada ecológica.

 

Todos os dias somos bombardeados com notícias sobre os mais variados temas direta ou indiretamente ligados ao consumismo. Desde a redução do plástico ao aquecimento global. Vocês sabem que não é tudo treta, não sabem? Digam-me que sim. É tudo verdade, está a acontecer rapidamente e pode não afetar-vos a vós mas certamente que irá afetar os vossos filhos. 

 

Tenho quatro desafios para vocês para 2019.

1. As perguntas:

 

Peguem em cada objeto que estão prestes a comprar e façam estas quatro perguntas:

 

- Preciso mesmo disto?

- Tenho alguma coisa em casa que faz a mesma coisa?

- Isto serve mais do que 2 propósitos diferentes?

- Consigo arranjar em segunda mão?

 

 

2.O tempo de espera:

 

Se o dito objeto custa mais do que 20€ e estiver a mais de 20 minutos de distância da vossa casa, esperem o número de dias correspondente ao preço. Custa 30€? Esperem um mês. Custa 300€? Esperem um ano. Se acharem muito radical, façam as vossas próprias regras e definam um intervalo de tempo que achem que se adequa às vossas necessidades. Nota: Comprar casa ou bens essenciais não conta, ok? 

 

3. O destralhe:

 

Ai como é bom destralhar e dar um novo propósito às coisas que não usamos! Evitem a todo o custo deitar coisas fora, porque já sabemos como funcionam os aterros certo? Ao longo do ano tentem destralhar um objeto por dia em vossa casa. E para deixar as coisas ainda mais interessantes: Que tal descartar/reutilizar/doar um objeto cada vez que entra algo novo em casa?  

 

4. Reduzir o consumo de carne:

 

Esta resolução para 2019 está na moda, e não podia deixar de colocar aqui o desafio. Que tal fazer duas ou três refeições por semana sem carne?

 

Parece-bos vem?

 

Um bom ano a todos!

Divirtam-se, sejam felizes e aconcheguem-se que está frio!

20 acções rumo ao minimalismo

Rita (porque minimalistas há muitas), 20.03.18

Bom dia!

Considerem-se minimalistas se fizerem isto tudo :)

 

1. Ao ter qualquer coisa na mão para comprar, perguntar sempre "Vale a pena? Não tenho nada em casa que substitua isto? Vou usar mais do que uma vez?" - Comprar o essencial para a sobrevivência.

2. Passar mais tempo das vossas vidas a pesquisar sobre a simplicidade e o minimalismo ao invés de procurar pela próxima peça de roupa;

3. Declutter ("Destralhar"). Tudo o que houver de duplicado em casa, tudo o que não tiver propósito e tudo o que não seja amado por nós - Fora, doação ou venda!

4. Qualquer objeto em casa/escritório/qualquer sítio que nos pertença, deve ter sempre mais do que duas funções

5. Reduzir nas redes sociais. Eu reduzi os meus amigos de 639 para 99, no livro das caras (em inglês) e sinto-me lindamente. Na verdade, só aparece mesmo o que me interessa no mural. Sem excessos, sem preocupações, sem hooooras de exploração em artigos que não interessam a niguém.

6. Pede emprestado. Não tenhas medo. Qualquer coisa que aches que os pais, avós, tios, primos, vizinhos tenham, pede. Vão ficar contentes e não hesitarão em ajudar nos que lhes for possível. Precisas de um vestido para o batizado e ainda por cima estás grávida? - Pede! Não compres. 

7. Ver o documentário "Minimalism - A Documentary about the important things". Está disponível no Netflix, e provavelmente em mais alguns sítios. Foi este que me puxou para uma vida de simplicidade. É tudo verdade o que eles dizem. Resulta mesmo!

8. Dar prioridade à qualidade e não à quantidade. As coisas duram muito mais tempo e não estamos sempre a fazer lixo.

9. A regra de ouro para as compras: Se compras algo novo, destralha algo que já não uses. 

10. A comida. Comida simples e saudável. É o melhor para nós e não produz lixo (porque tudo é compostável se não vier embalado).

11. Começa a poupar. Põe algum de lado todos os meses. Estudos dizem que cada pessoa tem de ter no mínimo o valor de despesas de 6 meses de lado. Nunca se sabe, não é?

12. Simplifica o guarda roupa. Não adiante ter aquela blusa verde que só combina com a saia branca e vice versa. Opta por roupa minimalista com cores neutras. Peças que combinem umas com as outras. Eu achava que ter 15 pares de sapatos não era muito, mas na verdade passava um ou dois anos sem usar metade. 

13. Ter o sótão e a garagem (à exceção do veículo de transporte) vazios. Exatamente! As casas até são mais baratas sem estes dois elementos. Para quê ter um sótão atulhado de coisas que nunca mais vamos ver?

14. O ponto 13. leva-nos à bagagem emocional. Não podemos associar valor sentimental aos objectos da nossa vida. Sâo só objetos. Objetos que por algum motivo serviram o seu propósito há anos, ou que uma tia muito querida ofereceu. Há que manter apenas o essencial. Só traz vantagens - a casa suja-se menos, limpamos menos e passamos mais tempo a fazer aquilo que realmente importa. 

15.  Recusar convites para ir às compras e sugerir outro tipo de atividades, como um belo piquenique no parque ou uma jantarada! E não te esqueças - Quem recusa convites para ir às compras, recusa brindes e tralha que alguém nos dá em enventos. Canetas, blocos, rebuçados, pastas e pastinhas - Coisas que inevitavelmente vão parar ao lixo!

16. Livra-te da gaveta da tralha. Sim, normalmente há sempre uma gaveta de tralha na casa. Eu tinha uma. Na verdade, continuo a tê-la e todos os meses esvazio. :)

17. Há quem viva com apenas 100 items. Esta é para mim, que ainda não fiz o inventário da minha casa. Acredito que vá ficar surpreendida pela negativa ao contar tudo o que tenho. Na verdade, daqui a 3 ou 4 meses vou mudar de casa e talvez aproveite a oportunidade. - Cada um que crie as suas regras, obviamente. Os copos podem ser só uma coisa, em vez de 6, por exemplo. 

18. Vota com o teu dinheiro. O que quer isto dizer? Qualquer coisa que compres com o teu dinheiro é um voto para a empresa. Apoia as tuas causas, com simplicidade e minimalismo.

19. Oferece experiências ao invés de objetos. Oferece um jantar, uma aventura de páraquedismo ou uma massagem. Há coisa melhor? É para todas as carteiras. Quem diz páraquedismo diz por exemplo, refeições pré-preparadas em jarros de vidro ou um abraço. 

20. Passa mais tempo com os teus. "Ama as pessoas e usa os objectos. Porque o oposto nunca funciona" - The minimalists. 

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