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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Já chove plástico.

Rita (porque minimalistas há muitas), 21.08.19

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Não é possível que tenhamos chegado a este ponto. 

Não, a culpa não é (só) das palhinhas. A culpa é de toda a pessoa individual e coletiva que tem um objeto de plástico em casa. Objeto? Não, nem precisa de ser um objeto. 

Não precisa de ser aquele plástico evidente que nos salta aos olhos, basta ter um par de meias com percentagem mínima de materiais sintéticos. Ou uma embalagem de champô. Qual champô, qual quê - basta ter cortado o cabelo há menos de 200 anos debaixo de luz artificial.

Ou uma peça de lego. Ou um cotonete. Ou uma embalagem de guardanapos. Ou um copo reutilizável daqueles que estão na moda. Ou serviço de energia elétrica em casa. Sim, isso mesmo. Seja a partir de fontes renováveis ou não. Tudo tem plástico.

. Não há painel fotovoltaico ou turbina eólica que seja biodegradável.

. Não há condutas de distribuição de água biodegradáveis. E mesmo que não tenham plástico, foi usada energia para extrair os minérios que compõem o tubo. 

. Não existe água no planeta que não tenha plástico na sua constituição. A época H2O já era. Qualquer dia os miúdos aprendem que uma molécula de água tem átomos de carbono pelo meio. 

. Não existe espécie animal que não tenha plástico no seu organismo. 

Tudo neste mundo é de plástico. Material, este, cujo descobrimento surgiu em 1839, século XIX. Há, portanto, menos de 200 anos. Julga-se que o universo tenha sido criado há 120 milhões de anos.

 

Sou só eu que estou de luto?

Sou só eu que me sinto culpada por estar a escrever este artigo num teclado de plástico, ou por ter todas aquelas coisas em casa?

 

E se vos dissesse que já chove plástico? [1]

Pior, que neva plástico no Ártico? [2]

Ou ainda, que se encontram "365 partículas microplásticas por dia e por metro quadrado a cair do céu nas montanhas dos Pirenéus?" [3]

 

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Notícia retirada de [4]:

"Engana-se quem pensa que o assunto plástico é exagero, pois pesquisadores encontraram essa praga até no gelo do Ártico. Como ela chegou lá? A resposta é… pelo ar! Pois é, o problema é tão grave que até os lugares que eram considerados livres da poluição pelo plástico, sofrem ameaças.

A descoberta foi feita por uma equipe de cientistas liderada pelos EUA. Eles encontraram minúsculas partículas de plástico ao perfurarem diversas áreas de gelo no Ártico. O objetivo deles era avaliar o impacto das mudanças provocadas pelo homem e, pelo visto, o estrago feito é enorme.

As amostras foram retiradas do Estreito de Lancaster, uma faixa isolada do Ártico canadense e que está bastante comprometida devido ao derretimento do gelo. Eles achavam que essa região ainda estava preservada da poluição por plásticos, mas eles encontraram filamentos e partículas de plásticos nas 18 amostras de gelo retiradas no local.

Um outro grupo de pesquisadores, liderados pela ecóloga marinha Melanie Bergmann, divulgou um outro estudo realizado com amostras colhidas no Ártico, nos Alpes e na Alemanha, no qual eles acreditam que o microplástico pode estar sendo transportado pelo ar. Essa constatação foi confirmada quando sua equipe colheu amostras de neve e elas continham até 14,4 mil partículas de plástico por litro.

Bergmann, afirma que boa parte do plástico encontrado no Ártico pode ter sido transportada pela atmosfera. 

"Uma vez que determinamos que grandes quantidades de microplástico podem ser transportadas pelo ar, isso naturalmente levanta a questão de quanto microplástico estamos inalando.”

Isso prova que falar sobre esse assunto não é exagero, mas sim algo muito urgente que deve ser remediado, uma vez que não temos mais como prevenir o que já está comprovado: o plástico já chegou nos lugares mais remotos da Terra, e está presente no ar que respiramosna água que bebemos.

Já imaginou viver em um mundo dominado pelo plástico? "

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Não é preciso imaginar.

Basta olhar à nossa volta. Fogo, basta RESPIRAR o plástico que anda no ar.

Só não vê quem não quer.

Só não muda quem não quer.

 

Pronto, e agora que já desabafei tudo vou para casa no meu carro de plástico e de combustível fóssil em cima de pneus com banha de porco. 

[UPDATE] - Obrigada pelo destaque, sapo! É bom saber que de alguma forma sou reconhecida pelas "teclas" que deixo por aqui. 

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Morte ao Plástico #1

Rita (porque minimalistas há muitas), 05.11.18

Viva a nova rúbrica!

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Já falei do plástico em dez publicações neste blog.

 

 

Sabemos que o plástico:

1. Deve ser  o primeiro a ser recusado;

2. Se não for recusado, deve ser reutilizado;

3. Não pode ser depositado no meio ambiente ao deus-dará - Porque o raio do deus-dará não dá nada em troca e as repercussões negativas do plástico ainda não são conhecidas. Seja ele PET, PU, PS, ABS, NYLON, PVC ou  PE - estima-se uma decomposição entre 100 a 2000 anos. Os 100 nunca foram confirmados e os 2000 - o deus dará ou não a quem de direito. 

4. Tem de ser substituído por outras alternativas. Praticamente qualquer peça de plástico neste mundo já tem um substituto. Sejam eles de foro higiénico, educacional, de suporte alimentar, social, económico. E a maior parte delas estão no meu grupo favorito do fb - Zero Waste Portugal.

5. É decomposto em microplásticos sem nunca desaparecer. Compromete a vida e existência de muitas espécies, incluindo a nossa. Recomendo "A Plastic Ocean", um documentário que salvo erro está no youtube - e no netflix. 

6. Faz parte do nosso dia-a-dia e estamos longe de o conseguir eliminar definitivamente nas próximas duas ou três gerações (estou a ser otimista?). Mas também sabemos que qualquer mudança parte de cada um de nós, por mais pequena que seja. É horrível que o plástico seja barato e mais horrível ainda que seja usado sem qualquer preocupação ambiental e sem suscitar qualquer tipo de hesitação na cabeça de grande parte da população.

7. Deve estar sempre nas nossas mentes e devemos sempre tentar encontrar alternativas. Pequenas mudanças como o uso copo menstrual, a compra de produtos em embalagens de vidro em vez de plástico (mesmo que tenha de gastar mais um pouco), sacos de rede na compra de frescos e escova de dentes de bamboo, fazem todo o sentido, não são assim tão caras e poupam-nos mais uma temporada de existência. 

8. Se já se encontra em quantidade enormuda (como diz uma das pequenitas mais fofinhas deste mundo), há que lhe dar o respetivo encaminhamento, nem que seja apanhá-lo do chão.

9. Surgiu no início do século XX (ano de 1901), com desenvolvimento acelerado a partir de 1920. Diga-se há 100 anos. - Como é que em 100 anos surgiram 8,3 mil milhões de toneladas de plástico no planeta [5]?

10. Faz até parte da nossa saúde oral, quanto mais da saúde do planeta?

 

Enfim, já falei um pouco sobre tudo.

 

Mas nem tudo é mau. 

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(cliquem na imagem)

 

 E há de facto muito boa gente que declarou guerra ao plástico e que eventualmente há-de conseguir alterar mentalidades. 

Esta publicação vem na sequência do meu desafio da escrita - que por sinal está atrasadíssimo, e este é o meu contributo do dia 10. 

 

Esta é uma nova rúbrica, entre as outras todas que já criei. (Vá, é só mais uma - não se aborreçam) Este blog é meu, estou chateada com o plástico e a partir de agora digo o que me apetecer.

 

Guerra ao plástico! 

 

 

Livre-se de uma coisa que não usa, todos os dias durante um mês - The UniPlanet

Rita (porque minimalistas há muitas), 22.10.18

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Tenho a dizer que esta é a melhor newsletter que recebo DE SEMPRE e que felizmente aderi por recomendação de alguém aqui da nossa blogosfera do sapo. A UniPlanet retrata exatamente a minha posição atual no que diz respeito ao minimalismo e zero waste, que para além de ir de encontro à minha filosofia de vida e a qual (esporadicamente) tenho vindo a apresentar aqui no blog, tem apresentado notícias semanais do que se passa no planeta sobre estas temáticas. É realmente fantástico, e recomendo a quem não conhece que dê uma vista de olhos. É o meu feed de notícias favorito!

 

Este desafio foi publicado a 18 de Outubro deste mês e tem como objetivo fundamental livrarmo-nos de um objeto que não usamos por dia. 

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Seja um verniz de unhas que já não usamos há muito tempo e que até nem gostamos muito da cor, ou aquele perfume que insiste em manter-se no fundo da prateleira. Um livro que já foi lido, ou uma caneta que não escreve - o importante é destralhar e eliminarmos de uma vez por todas todo este excesso que mantemos nas nossas vidas sem propósito nenhum e que - vá, todos vós concordam comigo - não interessam nem ao cão da vizinha para roer. 

 

Não vos digo para deitarem tais objetos no lixo (com exceção do raio da caneta - Usem computador ou o próprio telemóvel para substituir as vossas próximas compras de canetas). Muito pelo contrário. Podem até ser coisas que provavelmente trazem mais valia à vida de outras pessoas. Economia circular, minha gente. Nunca se esqueçam da economia circular. Andamento e bola para a frente!

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Desafio da Escrita #4 - Livro(s)

Rita (porque minimalistas há muitas), 04.10.18

Para o nosso quarto dia do desafio da escrita lançado pela totó, vou apresentar-vos 4 livros. Parece-vos bem?

E se fossem todos relacionados com o minimalismo, desperdízio zero e finanças pessoais, ainda melhor?

Pronto, então cá vai - Não me julguem, que é a segunda publicação que faço esta manhã:

 

1. 

Wook.pt - Desperdício Zero

"Filosofia de vida com base nos cinco "erres": refuse (recusar), reduce (reduzir), reuse (reutilizar), recicle (reciclar) e rot (decompor) Que tal implementar em sua casa e na vida uma filosofia de desperdício zero? Com este livro, aprenderá a erradicar o lixo da sua vida passo a passo. A autora demonstra os benefícios que usufruímos de um estilo de vida sem desperdícios: para isso, basta recusar aquilo de que não precisamos, reduzir o consumo, reutilizar e reciclar tudo aquilo que não podemos recusar. Deste modo, melhorará o seu estilo de vida, a sua saúde, poupará mais dinheiro e tempo, e proporcionará um futuro melhor para si, para a sua família e para o planeta." - E mais, não digo.  [1]

 

2. 

EVERYTHING THAT REMAINS: A MEMOIR

 

 

"E se tudo que você quisesse não fosse o que você realmente quer? Vinte e poucos anos, vestido de fato, Joshua Fields Millburn achava que tinha tudo que alguém poderia querer. Até achar que não.

Cego pela perda da sua mãe e do seu casamento, Millburn começou a questionar a vida que ele construiu para si mesmo.

Então ele descobriu o minimalismo. . . e tudo começou a mudar.

Quatro anos depois, Millburn abraçou a simplicidade. Na busca por algo mais substancial do que o consumo compulsório e o rompido Sonho Americano, ele descartou a maior parte de suas posses materiais, pagou um monte de dívidas incapacitantes e abandonou sua carreira de seis dígitos.

Depois que tudo se foi, o que restou? Não é um livro de instruções, mas um livro que vale a pena, Everything That Remains é a história tocante e surpreendente do que aconteceu quando um jovem decidiu deixar tudo para trás e começar a viver mais deliberadamente. De coração dilacerante, edificante e profundamente pessoal, este livro de memórias envolvente é recheado com interrupções perspicazes por Ryan Nicodemus, melhor amigo de Millburn de vinte anos." [2] - mais livros dos The Minimalists aqui. - Confesso que não encontrei versões traduzidas em Português, mas também não procurei muito. 

 

3. e 4.

 

[3]

"Sim, eu sei que sou suspeito, mas estou mesmo convencido que é um dos melhores livros já publicados em Portugal para nos abrir os olhos para a forma como gastamos o nosso dinheiro. Tem as dicas que precisa para começar a pôr as suas contas em ordem e para perceber afinal para onde vai o seu dinheiro, quando ele não chega ao fim do mês. E vai conhecer muitas alternativas para finalmente conseguir pôr as suas poupanças a crescer.

É um manual de finanças pessoais prático e simples que o pode salvar de muitos equívocos causados pela inércia ou ignorância. Não vai encontrar noutros livros nada tão simples de entender. Pelo menos, ainda não encontrei. Se conhece as reportagens na televisão sabe que não estou a exagerar. Vale mesmo a pena ter estas informações sempre disponíveis na sua estante, ao alcance da mão." - No meu caso, no wook reader ao alcance de um dedo... ou clique?!? 

 

Bom feriado!

Logo à noite vou ouvir a Carolina Deslandes ao vivo! Yeeeah

 

 

 

. Um passo de cada vez #1 e #2 - Vim a pé para o trabalho!

Rita (porque minimalistas há muitas), 29.08.18

Bom dia malta 

Resultado de imagem para gif walkingFaço caminhadas há tempo suficiente para perceber que ficam com muito tempo do meu dia para elas. De maneira que hoje decidi vir a pé para o trabalho. De modo geral correu tudo muito bem, com exceção dos últimos 60 metros com inclinação de +- 30% (se calhar é menos um bocadinho, não sei, não fiz as contas). Portanto, são 4,2 km para cá e 4,2 km para lá. 

 

Parecia uma turista pelo caminho. Com a mochila do pc às costas e outra mochilinha desportiva por cima desta - com a minha roupa que irei usar hoje no trabalho e uma toalha para me refrescar - e ainda a bolsa térmica com o almoço. É que soube tããããããão bem! Vim a rir-me com as piadas do Pedro Fernandes e do Nilton o tempo todo, aproveitei o ar fresco da manhã e não custou quase nada. Espero que com isto o meu dia seja mais produtivo! Uma vez que sou bolseira de investigação, acabo por ter um horário bastante flexível - apesar de estar a trabalhar na sede da minha empresa. 

 

Vi muitas tampas de plástico e garrafas pelo caminho, de maneira que o #2 refere-se à minha apanha de plástico no regresso a casa. 

 

E vocês, fazem caminhadas? - Recomendam-se no mínimo 10 000 passos por dia. Quem não o faz, é considerado sedentário pelos peritos. Eu como preciso de perder uns quilos, até calha bem. 

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Beijinhos e obrigada pelas vossas visitas diárias e pelos comentários carinhosos que tenho recebido depois do meu regresso - desculpem os gifs, mas tenho uma panca por eles.

  

 

 

Frugalidade vs Zero Waste e Minimalismo: a 1ª viagem depois da Epifania

Rita (porque minimalistas há muitas), 07.05.18

Fui viajar em trabalho. Obviamente que numa viagem ao Mediterrâneo, uma pessoa acaba por passear um pouco e tentar conhecer o país. Anyway, aprendi da pior maneira que frugalidade, zero waste e minimalismo não encaixam numa mala de mão. 

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O minimalismo e o zero waste acabam por se envolver de uma forma muito sinérgica. Quando se pratica um, o outro vem acoplado. O problema é a frugalidade. A frugalidade faz de nós forretas e aproveitadores do planeta e da sociedade, sem termos de investir ou gastar muito tempo e dinheiro.2018-05-05 11.07.50.jpg

1. A frugalidade fez com que eu tomasse o pequeno almoço sem estar atenta ao desperdício associado - guardanapos, saquetas de açúcar e pequenos recipientes de doce de morango.

2. A frugalidade fez com que eu comprasse pequenos souvenirs à família e associados - por muito poucos que sejam, são votos feitos e pedidos de renovação de manufactura - para além dos saquinhos de papel e fita cola de embrulho.

3. A frugalidade fez-me aproveitar os pequenos frascos de PLÁSTICO da casa de banho do hotel - champô, gel de banho, amaciador e loção para corpo. 

4. A frugalidade fez-me comprar entradas em museus e viagens de barco para conhecer a costa e o país de uma forma rápida - papel, papel, e papel.

5. A frugalidade fez-me trazer uma revista (espetacular) de um voo da Norwegian - falo disto mais tarde - e que obrigatoriamente faz com que seja reposta para o próximo passageiro. Pensando melhor, tive 3 horas para tirar fotografias às páginas. Podia tê-lo feito. 

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 A frugalidade não é de todo amiga do desperdício zero e do minimalismo, de maneira que tenho de encontrar aqui um meio termo para as minhas próximas aventuras. O que acham? Frugalidade acima de tudo para nosso próprio proveito ou zero waste para proveito do planeta? E o minimalismo onde se encaixa no meio de tudo? - Um tema para refletir. 

 

 

 

 

A propósito dos microplásticos.

Rita (porque minimalistas há muitas), 02.04.18

Olá olá!

 

Este tema tem vindo ao de cima nos últimos dias. Ouvem-se notícias sobre microplásticos na água e no sal. Ouvem-se notícias de mais uma baleia que morreu com o estômago cheio de plástico. Ouve-se dizer que as tartarugas têm vindo a sofrer com as palhinhas e que a população das aves marinhas está a diminuir pelo mesmo motivo das baleias.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a poluição de plásticos nos nossos oceanos tem vindo a representar uma ameaça crescente e muito preocupante para a vida marinha. Um excerto (cujo artigo pode ser lido aqui):

 

"A produção mundial de plásticos tem vindo a aumentar desde 1950 e em 2013 estima-se que foram produzidas cerca de 300 milhões de toneladas (...) Em menos de um século de existência os detritos de plástico já representam cerca de 60 a 80% do lixo marinho dependendo da localização. Uma vez no ambiente, macro detritos sofrem degradação mecânica (erosão, abrasão), química (foto-oxidação, temperatura, corrosão) e biológica (degradação por micro organismos). A fragmentação do plástico é considerado ser um processo infinito e que pode continuar até ao nível molecular podendo levar à formação contínua de micro plásticos e até nano partículas de plástico (partículas com dimensão inferior a 1 µm), no ambiente."

 

Aconselho a vizualização do filme "A Plastic Ocean", disponível no youtube e no netflix. O documentário mostra o problema mundial do plástico e marcou-me imenso. Tanto, que me convenceu a aderir ao movimento do zero waste (desperdício zero). Aqui em baixo ficam algumas imagens que retratam 0,000000001% dos problemas relacionados com o plástico que se passam no nosso planeta - tentei não colocar algo que chocasse muito e suscetível de ferir a sensibilidade de alguns leitores, procurem imagens na net. 

 

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Menstruação Zero Waste

Rita (porque minimalistas há muitas), 30.03.18

Olá malta!

O tópico de hoje é a menstruação. E com a menstruação vem o desperdício de imensas embalagens de plástico e de papel. Deixo-vos então aqui a minha história. 

 

E porque mãe é mãe, com ela vem tudo o que nós achamos que é o melhor caminho, pelo menos nos primeiros anos de vida. Segui o conselho dela e comecei a usar os pensos higiénicos (há cerca de 12 - 13 anos). Mais tarde, já no secundário, decidi mudar para os tampões porque a meu ver eram mais higiénicos e não se via tanta desgraça.

 

 

Há cerca de dois anos descobri então o copo menstrual.

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Mudou. A. Minha. Vida. 

 

O copo dura pelo menos 20 anos segundo o que dizem por aí e custa cerca de 20€. - É super barato! O meu durou 1 ano e meio, por estupidez. Esqueci-me dele no fogão... Acabou por evaporar a água toda e derreteu mesmo. Cuidado com isto, nunca se esqueçam dos vossos copos no fogão por favor :) Entretanto (vencida pela tristeza) acabei por voltar dois meses aos tampões e não imaginam como me arrependi. Achei-os muito desconfortáveis, era preciso trocá-los imensas vezes ao dia e acabei por voltar ao copo. É super confortável, só precisa de ser limpo de manhã e à noite e nem dou conta que o tenho. 

 

Vamos ser amigas do ambiente? - O meu próximo passo são pensos diários reutilizáveis. 

 

Amaciador de roupa - CASEIRO!

Rita (porque minimalistas há muitas), 27.03.18

Olá amigos do planeta!

Neste meu rumo ao desperdício zero e num certo dia no início deste ano decidi que ia tentar fazer as minhas receitas caseiras para evitar a economia linear de comprar e deitar fora (no caso da embalagem de plástico). 

Nestas minhas andanças, a primeira coisa que precisei de fazer foi precisamente o amaciador de roupa - hoje. Bem sei que se trata de um preciosismo, e já muita gente me disse que o amaciador não serve para nada. Anyway, eu tenho a sorte de ter um avô muito prendado e que faz vinagre :) De maneira que nem gasto a embalagem porque reutilizo sempre que posso (quando esta estragar arranjo um recipiente de vidro).

Nota: Ainda não testei esta receita, porque foi acabada de fazer. Assim que tiver resultados edito o post.

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Então cá vai:

INGREDIENTES:

- 2 partes de Água

- 1 parte de Vinagre branco

- 1 parte de Bicarbonato de Sódio

- umas gotas de óleo essencial (opcional - eu não o fiz)

 

PREPARAÇÃO 

1. Misturar a água com o vinagre.

2. Juntar o bicarbonato de sódio à mistura muuuuito devagarinho (este tem uma propriedade efervescente e quanto mais rápido se mistura, mais espuma faz)

3. A cada uso, mexer bem a solução e usar como se se tratasse de um amaciador comercial normal. 

 

E é isto pessoal. Fácil não é? E muito mais barato! Não espero o mesmo resultado do que um amaciador normal, até porquem nem juntei o óleo essencial para dar aquele cheirinho. Mas o vinagre tem ótimas propriedades para a roupa e apesar de tudo, espero um bom resultado. O conjunto do minimalismo, zero waste e vegetarianismo só tem coisas boas. Eu tenho notado muito na minha carteira. Cá por casa já poupamos imenso com as nossas alterações (estamos quase quase lá!)

Cuidado com o bicarbonato de sódio nos dentes.

Rita (porque minimalistas há muitas), 26.03.18

Sim, as receitas caseiras são boas por muitos motivos. Poupamos dinheiro, não ferimos o planeta com inúmeras embalagens, poupamos dinheiro e poupamos dinheiro. Mas cada um com os seus limites, e no meu caso o planeta que me perdoe, mas a saúde vem primeiro. 

 

 

E assim o diz o Blog Papo de Dentista, que não é bom usar o bicarbonato de sódio em receitas caseiras para lavar ou clarear os dentes. Os dentes têm três camadas, incluindo o esmalte. O esmalte não se regenera sozinho. Não regenerando sozinho, já prevemos o que acontece certo? O bicarbonato de sódio atua como um esfoliante e remove tanto a placa que se adere ao dente como o próprio esmalte em si. Se não se sente à vontade ao comprar uma pasta de dentes, mais vale usar apenas a escova que é a parte mais importante.