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Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

Rumo ao Minimalismo

A minha viagem ao minimalismo, desperdício zero e vegetarianismo - Estou quase, quase lá!

20.11.18

Vida = Igualdade

Rita (porque minimalistas há muitas)

Há quem lute por ela diariamente, há quem a despreze, há quem a deixe passar sem preocupações ou sofrimento e há quem lute pela falta dela nos outros.

 

Ao longo dos tempos, a vida de um homem sempre foi diferente da vida da mulher. Em qualquer canto do mundo

 

Gosto de acreditar que em Portugal, esta diferença tende a diminuir. Como diz Luísa Paixão em "Quem tem medo do feminismo", "Esta pergunta já não deveria fazer sentido, em pleno século XXI, num país democrático como o nosso, mas, infelizmente, ainda se impõe fazê-la, pois falar de feminismo leva-nos, invariavelmente, a uma discussão que termina com a necessidade de desconstruir argumentos tão falaciosos como os exageros de que são acusadas as mulheres na luta pelos seus direitos, em vez de operarem uma espécie de «milagre das rosas moderno», que levasse os homens a aceitarem a igualdade sem se sentirem ameaçados.  (...) As quotas, que começaram na política, têm de ser alargadas à cultura, às artes, ao desporto e a todas as vertentes da educação, desde a ciência e investigação até a aspetos tão práticos como a organização dos manuais escolares."

 

Sim, tende a diminuir, mas ainda não chegámos. Felizmente, cá por casa somos todos iguais. Quando há debate - há compreensão, há diálogo, há argumentação. 

 

Vamos lá ver uma coisa. O feminismo nunca foi colocar as mulheres acima de tudo. Nunca foi sobre os homens nem sobre colocá-los no seu lugar, nem nunca foi sobre o cavalheirismo. Trata-se de um movimento social, económico, político, filosófico (e de todos os outros). Trata-se de igualdade, meus caros. O cavalheirismo é outra coisa.

 

Às vezes sinto que esta luta já vem das gerações passadas. Sempre fez parte de mim. As minhas colegas da blogoesfera que o digam. Não sentem que o nosso dia a dia é uma luta constante pela igualdade? Como se tivéssemos de provar o nosso valor todos os santos dias? Como se tudo o que fizéssemos tem de ser aprovado e justificado perante os homens da vida? Bolas, até os produtos no supermercado são mais caros para nós. Aqui - em Portugal - no nosso cantinho do céu.

 

Em Portugal, onde a disparidade de salários ainda existe e onde claramente há tarefas para homens e tarefas para mulheres. Como se as mulheres não tivessem de fazer tudo o que os homens fazem, com menos recursos e mais produtividade. É como se a luta pela igualdade estivesse dentro de nós e fosse passado através das gerações anteriores. Eu acredito na herança epigenética. Carregamos isto dentro de nós.

 

Até que venha alguém - como o meu namorido - que nos mostre que não tem de ser assim. Mesmo depois de alguém dizer que "já não se fazem homens assim, como antigamente" ou que "há poucos", é mentira. É tão mentira que agora é que começam a aparecer. Assim de cabeça, lembro-me de alguns. Poucos, mas muito bons.

 

Felizmente estes poucos são meus. Familiares e amigos, que se não fossem eles, provavelmente não tinha esta mente aberta nem este "à vontade" para dizer tudo aquilo que quero dizer.

 

 

[Na continuação do desafio da escrita, dia 15 - Vida]